sábado, 29 de dezembro de 2012

ÚLTIMO ARTIGO DE 2012. O AMOR

        Amar é necessário. Amar é a cura para muitos males. Amar faz bem, faz crescer, mesmo em meio a dor; aliás, amar dói muitas vezes. Deus sofreu na cruz em amor. Quem tem medo de amar encolhe o amor dentro de si. O verdadeiro amor lança fora o medo, diz o texto bíblico. Ora, medo e amor são coisas antagônicas. Quem ama não tem medo de doar-se. Não tem medo  de ser enganado. Quem ama se ama e não se entrega as cafajestagem da existência. O amor não é cego. Há aqueles que amam e porque amam entregam-se. Há aqueles que amam e porque amam cuidam dos frutos do amor, ainda que não seja correspondido. O amor é maduro e liberta o outro. O amor não é paixão, embora possa haver doses  de paixão no amor. A paixão é química que aparece e se desvanece com o tempo. O amor é eterno, embora que na conjugalidade precise de nutrição. O amor cura os traumas do medo de amar. Traumas que decorrem de lares por vezes, sem amor. A decisão de amar cabe a nós. O amor gera frutos de bondade e perdoa. O amor nunca é completo em nós, pois, somos inacabados. Deus é amor.
         Em amor, leiam e pensem, 
         Feliz 2013. Prof. José Costa.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O PONTIFICADO DE PIO IX E A INFALIBILIDADE PAPAL

        O século XIX foi um século de profundas transformações. A Itália conseguiu a sua unificação em 1870, sob a liderança do Rei Vítor Emanuel do reino de piemonte, ao norte da península. Parte das terras da igreja foram confiscadas ( para saber como a igreja tornou-se tão poderosa e cheia de terras na Itália, veja alguns artigos anteriores). 
          Pio IX teve um papado paradoxal, pois, ao mesmo tempo em que perdia poder temporal, para compensar tal perda, definiu a doutrina, absurda, da infalibilidade papal. Segundo tal doutrina, absurda e ilógica, o papa é infalível quando fala acerca de assuntos morais. Quem for ingênuo, acredite. Na verdade, houve vozes discordantes dentro  igreja, conhecidos como "Velha igreja católica", porém, não foi suficiente para abafar tal pensamento.
          Em 1854, foi promulgada a "Imaculada Conceição de Maria", empurrada à força por Pio IX, por séculos a igreja discutia tal doutrina, o próprio Agostinho ( Santo Agostinho), era contra a imaculada conceição. Pio IX não quis conversa, deu o veredito final autoritariamente. 
     Quando Pio IX morreu seus sucessores confirmaram as doutrinas do concílio do vaticano I, além disso, consideravam-se prisioneiros no Vaticano sem reconhecer a unificação italiana,  conflito foi resolvido em 1929, num acordo entre Pio XI e Mussolini. Por este acordo Mussolini concedeu uma polpuda indenização à igreja, esta por sua vez, reconhecia a unificação italiana, e, consequentemente, o regime ditatorial e sanguinário do fascismo. Os bispos deviam obediência ao Estado fascista. De fato, a grana resolveu a querela.
             Sem mais a dizer, falando de História pura, para pensar, 
             Prof. José Costa.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O PERÍODO NAPOLEÔNICO ( 1799-1815)

                Napoleão Bonaparte foi um general francês ( 1869-1821), que governou a França por dezesseis anos ( 1799-1815). Ele é, sem dúvida nenhuma, um dos líderes franceses mais famosos da História. Nasceu na ilha de Córsega, na época administrada pela França. Filho de Letícia, e casado com Josefina, foi uma figura controversa. Até hoje existem divergências de opiniões a seu respeito. Para uns ele foi o consolidador da Revolução Francesa, para outros, ele foi um líder cruel e tirano. 
           O fato é que ele vinha ganhando popularidade na França. Antes de chegar ao poder empreendeu campanhas no Egito e anexou territórios para o seu país. Em 1799 consegue o título de primeiro cônsul no Diretório francês, em 1804, torna-se Imperador.
          Napoleão Bonaparte consolidou o poder da burguesia na França, ele empreendeu um CÓDIGO DO DIREITO CIVIL, que é uma das bases do Direito Ocidental, depois do Direito Romano. Por este Código, os sindicatos não eram permitidos, nem o direito de greve. O patrão era beneficiado, em detrimento do empregado. O código possuía algumas vantagens para o cidadão, a liberdade de consciência, de trabalho, etc. O papa Pio VII, na época fez acordos com Napoleão a fim de assegurar a supremacia católica na França. Bonaparte criou o banco francês e uma nova moeda, o franco. Foi derrotado pelos ingleses e exilado na ilha de Santa Helena, em 1815.
               Prof. José Costa.

O PERÍODO DO TERROR NA REVOLUÇÃO FRANCESA

                 Os anos de 1792 - 1794 são conhecidos como o " período do terror" da Revolução. É neste período que ocorre os radicalismos.É também neste período que acontece a primeira República francesa, pois, a Monarquia Constitucional da fase imediatamente anterior, é abolida depois da decapitação de Luís XVI. Destacam-se nesta fase os partidos políticos dos Girondinos, de direita, cujo líder era Brissot, defendendo a propriedade privada; e os Jacobinos, com Danton, Robespierre e Marat, partido de esquerda, defensores de medidas mais extremadas e populares, aliás os termos direita e esquerda tão usado no meio político e que hoje se confundem tem sua origem na Revolução Francesa, pois, na Assembleia os Girondinos assentavam-se à direita e os jacobinos à esquerda.
             Foram criados os tribunais revolucionários e comitês de salvação pública. Era o "terror necessário", para combater os inimigos da Revolução. Bens foram confiscados e terras doadas aos mais necessitados. De fato, a escravidão nas colônias foram desfeitas, além disso, formulou-se uma legislação social  bastante avançada. 
          O período termina com a decapitação de Robespierre acusado de tirania em 1794, começa a terceira fase da Revolução, com o Golpe do Nove do Termidor.
                  Prof. José Costa.

domingo, 2 de dezembro de 2012

A REVOLUÇÃO FRANCESA E A CONSTITUIÇÃO CIVIL DO CLERO

        Vimos no artigo passado os antecedentes da Revolução Francesa, não vamos repetir tais antecedentes (ver o artigo anterior). Em 4 de maio de 1789, os Estados Gerais se reuniram para votarem os aumentos de impostos, ou seja, propor que o primeiro e o segundo estados pagassem impostos. A burguesia era o terceiro Estado, sustentava os demais. O clero e a nobreza eram, respectivamente, o primeiro e o segundo Estados. Como a votação era por ordem, e não por cabeça,  era injusta. O terceiro Estado se rebela. No dia 17 de junho de 1789, ele reúnem-se em uma quadra de tênis e propõem a Constituição civil do clero e A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO ( do homem, mulher não possuía direitos). Em 14 de julho de 1789, a bastilha é derrubada, era um velho castelo que servia como prisão. Esta data é considerada símbolo da Revolução Francesa.
           O clero foi obrigado a prestar juramento a constituição. Alguns não fizeram tal juramento, eram os não-juramentados. De certa forma, a contestação do povo em relação ao clero era válida, pois, a folgança era grande e muitos prelados não eram pastores, e sim exploradores do povo. Esta fase é conhecida como a primeira fase da Revolução Francesa (1789-1792). Surgiu uma Monarquia Constitucional, foi também a fase do "grande medo" , pois, houve invasões de terras por parte dos camponeses. Ela termina  com a decapitação de Luís XVI.
               Prof. José Costa,  
               Para Pensar.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

ANTECEDENTES DA REVOLUÇÃO FRANCESA

  A França do século XVIII ainda era absolutamente feudal, enquanto a Inglaterra estava voltada à industrialização, o país francês encontrava-se no absolutismo monárquico, com um rei envolvido em dívidas de guerra e gastando mais do que arrecadava. Ademais, o clero e a nobreza encontrava-se de modo absolutamente parasitário e sem pagar impostos. A burguesia, nome genérico que indicava os grandes comerciantes, pequenos comerciantes, artesãos, agricultores e o resto do povo, estava sufocada pela cobrança excessiva de impostos e pela falta de tato dos governantes.
    A crise climática também contribuiu para a Revolução, pois, com secas que vieram, as colheitas foram profundamente afetadas, gerando perdas da produção agrícola e, consequentemente, aumento dos alimentos, além da escassez.As ideias dos iluministas também contribuíram significativamente para a Revolução Francesa ( que teve um caráter burguês, conforme veremos), pois, o iluminismo pregava contra a tirania dos reis e do Antigo regime. Voltaire, Rousseau, John Lock, entre outros, eram considerados verdadeiros heróis e foram, sem dúvida, os ideólogos da Revolução Francesa.
     Para pensar,
     Prof. José Costa.

sábado, 24 de novembro de 2012

O FUNDAMENTALISMO EM UMA VISÃO CRÍTICA. PARTE II

       O filósofo Hegel, no século dezenove, falou que a possibilidade de pensar é a "razão". Nisto ele estava certo e contribuiu significativamente para a História da Filosofia e da Teologia. Após Hegel a Teologia não foi mais a mesma, nem a História, nem a Filosofia. Falaremos de Hegel em outra ocasião.
     Disse isto porque todo fundamentalista devia aprender com ele.O espírito fundamentalista não permite a possibilidade do encontro, ele quer fazer de sua maneira de pensar uma lei geral. É anacrônico. Hypátia, a filósofa, morreu por causa do fundamentalismo frio dos cristãos de Alexandria, no quarto século ( ver meu artigo sobre ela). Foi o fundamentalismo que levou um líder protestante da atualidade nos E.U.A. a interpretar o furacão Sandy como sendo castigo de Deus pelo fato de Obama ser flexível em ralação aos homossexuais. Isso é que é fundamentalismo declarado, letrismo puro. A letra mata.
        Acerca do fundamentalismo diz o teólogo Paul Tillich, um dos maiores teólogos do século vinte : " Os fundamentalistas confundem a verdade eterna com a expressão temporal desta verdade."
         Para problematizar,
         Prof. José Costa. 

sábado, 17 de novembro de 2012

O FUNDAMENTALISMO EM UMA VISÃO CRÍTICA

       O termo fundamentalismo surgiu no séc. XIX, foi uma reação ao liberalismo teológico da época.Em 1846, por exemplo, surgiu a aliança evangélica, totalmente fundamentalista e anti-liberal.
         Embora o termo não existisse antes, o espírito fundamentalista  sempre existiu. Foi o fundamentalismo letrista dos fariseus quem matou JESUS, na Idade Média o espírito fundamentalista estava lá. Após a Reforma protestante, no século XVII o fundamentalismo tomou conta de várias correntes reformadas. O puritanismo, que começou bem, incorporou a intolerância fundamentalista e perseguiu aqueles que discordavam da sua mentalidade. O fundamentalismo é frio, é castrador, é engessado. Ele não permite o encontro, ele faz do outro o não ente, ou seja, o não ser. Ele confina, enclausura e não permite  o pensar. O fundamentalista é escravo do seu sistema. Ele fala da verdade mas não está disposto a buscá-la. Acerca do fundamentalismo diz o Paull Tillich : " O fundamentalismo fracassa na tentativa de entrar em contato com a situação presente. Não porque ele fale desde além de qualquer situação, mas porque ele fala desde uma situação do passado. Eleva algo finito e transitório a uma validez infinita e eterna. Neste sentido o fundamentalismo tem traços demoníacos ." Continua o Paull Tillich :"Ele destrói a humilde honestidade da busca pela verdade, divide a consciência de seus seguidores... os torna fanáticos." Se você estiver lendo este artigo e for fundamentalista, pensará : "ele é liberal". " Não o lerei mais", todavia, quero dizer que não sou liberal, apenas busco refletir e quero levar a questão para o campo da reflexão, da problematização.
          Para pensar, que lê, entenda.
          Prof.José Costa.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A CONFUSÃO RELIGIOSA NA AMÉRICA DO NORTE, SÉCULOS XV III E XIX

        Os E.U.A. após a sua independência foi alvo do surgimento de várias tendências religiosas que formaram um verdadeiro caleidoscópio religioso.É o que veremos de forma sucinta.
        No princípio do século XIX surgiram os adventistas do sétimo dia, cujo fundador foi WILLIAM MILLER. Ele chegou a conclusão, com base no livro de Daniel e outras partes das escrituras, que a volta de Jesus ocorreria em 1843. Outro nome importante foi Ellen White, que deu um impulso maior ao movimento, principalmente depois do descrédito de Willian após o ano de 1843. A guarda do sábado é o seu principal fundamento. Quanto a esta questão, tenho um artigo já escrito. 
      Outro movimento foi os das "testemunhas de Jeová". Este movimento foi uma expressão do espírito norte-americano que permeava o século dezenove. Ora, este espírito era o espírito de protesto contra o governo, contra as tendências religiosas. Charles Taze Russel foi o seu fundador.Segundo ele as igrejas eram instrumentos do diabo, o governo também. A segunda vinda de Jesus daria-se em 1872 e o fim de tudo em 1914.
         Os mórmons também surgiram neste período. Seu fundador foi Joseph Smith. Segundo ele, um anjo chamado Moroni teria aparecido e mostrado-lhe um local onde havia duas placas de ouro enterradas, ele decifrou as mensagens das placas e surgiu o livro do Mórmons.Posteriormente, Moroni reclamou as placas para si. Aos poucos foram crescendo e expandindo-se para várias partes do planeta. A poligamia pregada a princípio foi sendo deixada de com o tempo. Estes são alguns exemplos da confusão religiosa na parte norte da América. Posteriormente iremos falar sobre o fundamentalismo "a heresia que deu certo".
           Para pensar, Prof. José costa.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

REVOLUÇÃO NORTE-AMERICANA PARTE II

        Conforme foi dito no artigo passado, em 4 de julho de 1776 dá-se início a Revolução na América do Norte. De fato, o termo revolução é questionável, pois, as colônias livraram-se do controle da metrópole, porém, não houve mudanças profundas nas estruturas sociais. A escravidão, por exemplo, não foi abolida e o controle do poder político passou paras as mãos de escravistas, principalmente da parte sul. A liberdade tão prometida foi para poucos. No norte, o poder político passou para as mãos de comerciantes. A libertação dos escravos ocorrerá anos depois, de fato, em 1863, durante a guerra de secessão.
        O impacto da independência norte- americana sobre a igreja foi significativo, muitos anglicanos voltaram à Inglaterra, pois, eram partidários da coroa. O próprio Wesley defendia a volta dos líderes metodistas a Europa, vimos que os princípios do anglicanismo nunca saíram totalmente de Wesley. Surgiu a igreja episcopal americana. O metodismo foi ganhando contornos próprios, e, embora tenha sido perseguido como traidores, cresceram. Outro grupo que também teve significativo crescimento foram os batistas. A separação entre sul e norte foi acentuando-se, o que desembocou na guerra da secessão que iremos ver em outra oportunidade.
          Para pensar,
          Prof.José Costa.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A REVOLUÇÃO NORTE-AMERICANA, 1776

    A América do Norte foi colonizada a partir do século dezessete por imigrantes oriundos principalmente da Inglaterra, embora grupos de franceses também saíram de seu país a fim de aventurar-se no "novo mundo". Ora, no século XVII o país inglês estava envolvido em guerras civis, haja vista a Revolução Puritana, a qual já nos referimos em artigos anteriores e muitos, em busca de novas oportunidades e fugindo das guerras civis, migraram para América.
    A princípio, foram fundadas 13 colônias, que viviam com relativa autonomia diante da sua metrópole. A Inglaterra pouca atenção deu as suas colônias, pois, estava envolvida em suas próprias contradições internas. Passando-se o tempo, chegando o século XVIII, surge a Revolução Industrial, pretendo falar deste assunto posteriormente, e a Metrópole foca a sua atenção nas suas terras ultramarinas. O objetivo principal desta nova atenção dada aos colonos era despejar seus produtos industrializados na América.
   Começa o controle. Vários regimentos são enviados à costa americana e a fiscalização aumenta por demais. Além disso, são tomadas medidas para aumentar os impostos, entre elas, a obrigação de compras de selos à metrópole para autenticar toda circulação de literatura colonial. Até baralhos tinham que ser autenticados. Diante deste quadro, os colonos revoltam-se, e, em 4 de julho de 1776, começa a Revolução Norte-Americana, diante deste quadro veremos como houve significativas mudanças na eclésia colonial.
       Prof. José Costa.

domingo, 11 de novembro de 2012

O GRUPO BATISTA DA AMÉRICA DO NORTE, SÉCULO DEZESSETE

        Já afirmamos em artigos anteriores o fato de que os puritanos da América do Norte tonaram-se frios, pedrados, arrogantes e moralistas, é verdade que nem todos participaram deste espírito, toda generalização é perigosa, todavia, a nata do movimento engessou-se. Tornando-se assim, houve vozes discordantes, entre estas vozes estavam um líder sério e cheio de tolerância, chamado ROGER WILLIAMS. Após servir entre os puritanos, Williams declarou que as autoridades civis não possuíam o direito de intervir em questões de consciência religiosa, como era de costume entre o grupo puritano. Perseguido, ele foi refugiar-se em uma colônia chamada Rhode Island onde fundou uma comunidade Batista e começou a viver pacificamente entre os índios da região. Ora, em uma época na qual o pensamento era de que os índios possuíam inferioridade racial, e, portanto, tinham que serem conquistados, ele foi um diferencial. Chegou mesmo a afirmar que muitos índios não precisavam da "revelação do cristianismo" para serem curados espiritualmente. Nisto estava certo, porém, foi perseguido. Wlliams é conhecido como uma voz de protesto e tolerância. Escreveu um tratado chamado DISCUSSÃO DA SANGRENTA DOUTRINA DA PERSEGUIÇÃO POR CAUSA DA CONSCIÊNCIA, datada de 1644. Grande figura. Voz discordante em meio a um mar de intolerância da época, Williams e Wesley, entre outros, fizeram diferença na sua época.
          Para pensar,
          Prof. José Costa.

sábado, 10 de novembro de 2012

WESLEY E O METODISMO PARTE II

        No artigo anterior falamos um pouco sobre o evangelista wesley. Enfatizamos o fato de que ele era filho de um ministro anglicano e como ele reuniu-se a um grupo estudantes da universidade de Oxford sob a liderança do seu irmão Carlos. De fato, o movimento que surgia era uma espécie de reuniões que muitos estavam fazendo para estudar as Escrituras de modo mais aprofundado. Passaram a reunir-se em casas e possuíam uma consciência profunda da sua fé. Os seus observadores deram-lhes o nome de METODISTAS e eles aceitaram tal epíteto. Por isso é que podemos dizer que ele não fundou o movimento, mas,  foi o coração dele, ou seja, deu-lhe um novo impulso. O movimento pietista influenciou Wesley, e o metodismo nascente foi, de certa forma, uma diferenciação diante do gelo no qual se encontrava a igreja. O metodismo foi conhecido desde cedo pelo seu senso de justiça social e pela suas pregações ousadas e cheias de vida, de amor.
             Wesley ainda estava engajado na igreja anglicana, de fato, o Metodismo era uma vertente do anglicanismo, porém, as autoridades anglicanas não viam com bons olhos tal movimento, o próprio Wesley não pretendia desvincular-se oficialmente, porém, foi obrigado por causa do grande crescimento metodista e pela obrigação legal de desvincular-se. Mesmo relutando, saiu oficialmente. Suas pregações eram cheias de paixão e de alegria,  visitou a América do Norte, em especial a Geórgia, após a independência americana, voltou à Inglaterra, os princípios anglicanos nunca saíram definitivamente dele. O metodismo cresceu na América do Norte.
             Prof.José Costa.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

PARA NÃO ESQUECER

       PARA NÃO ESQUECER,
     DEUS NÃO É PENTECOSTAL;   
     DEUS NÃO É EVANGÉLICO;
     DEUS NÃO É CATÓLICO;
     A BÍBLIA NÃO É AMULETO;
     ORAÇÃO NÃO É MAGIA;
     BATISMO NÃO PURIFICA NINGUÉM ( NO INTERIOR);
     HITLER NÃO ERA ALEMÃO;
    A REVOLUÇÃO AMERICANA, NÃO FOI, DE FATO, UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO;
     WESLEY NÃO FUNDOU O METODISMO;
      OS ÍNDIOS NÃO SE CHAMAVAM ASSIM;
     CABRAL NÃO DESCOBRIU O BRASIL; COLOMBO NÃO ERA ESPANHOL;
      MARIA MADALENA NÃO ERA PROSTITUTA;
  A FILOSOFIA NÃO NASCEU NA GRÉCIA ( CONTINENTAL);
      A CAIXA PRETA DO AVIÃO NÃO É PRETA;
      A TERRA NÃO É REDONDA;
      E A ÁFRICA NÃO É UM PAÍS.
      PROF. JOSÉ COSTA.

JOÃO WESLEY E OS METODISTAS

       Ainda estamos falando dos séculos XVII e XVIII, já observaram isto, com toda certeza. Nos artigos anteriores vimos que  boa parte do século XVII foi marcada pelo espírito gelado e engessado do puritanismo inglês, que se transformaram em moralistas. O calvinismo também virou um sistema frio, a tal ponto de muitos calvinistas perseguirem arminianos ao estilo católico medieval. Descartes com o seu racionalismo, o deísmo inglês, etc.
      Diante deste quadro os quakers, na América do Norte toleravam os índios e viviam pacificamente com eles, plantando o seu trigo, a sua aveia. Neste contexto surgiram os movimentos pietistas e moravianos que tiveram grande impacto na vida de John Wesley. E o que vamos ver.
      Wesley era filho de Suzana e de Samuel, um ministro anglicano que inculcou nele os princípios morais do anglicanismo. Quando tinha cinco anos de idade ele foi salvo de um incêndio e sua mãe passou a chamá-lo de um " tição tirado do fogo".  Ele nasceu em 1703, na Inglaterra e desde cedo destacou-se pelas leituras que fazia, principalmente obras de devoção. Em Oxford, passou a ensinar grego e filosofia, nesta época entrou em contato com um grupo de estudantes que passavam a tarde estudando as Escrituras, sob a liderança do seu irmão Carlos. Este contato iria mudar a sua vida profundamente, como veremos no próximo artigo.
       Prof.José Costa.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

VOLTAIRE

        Ele foi se dúvida nenhuma um dos maiores filósofos da sua época ( séc. XVIII).  Voltaire era francês. Testemunhou as guerras de religião do seu país. Aos trinta anos ele foi obrigado a se refugiar na Inglaterra, pois, havia sido preso pelo menos duas vezes pelo fato de criticar a pompa da nobreza. Em Londres ele leu avidamente as ideias de João Lock, que advogava a tolerância religiosa. Voltaire foi a própria alma do iluminismo francês e um dos ideólogos da Revolução Francesa ( 1789), ele foi a própria essência do iluminismo.
          Uma das características mais marcantes deste filósofo foi a sua crítica ao espírito fanático do seu tempo. Chegou a dizer que a intolerância, o fanatismo e o sectarismo eram a patologia da alma. Nisto estava certo. Voltaire soube entender o espírito cristão mais do que muitos que professavam o nome de Cristo. Era um voraz crítico e audacioso.
            Algumas de sua obras são: A MORTE DE CÉSAR; ÉDIPO; TRATADO SOBRE A TOLERÂNCIA; DICIONÁRIO FILOSÓFICO E CARTAS INGLESAS. TAMBÉM ESCREVEU QUESTÕES SOBRE ENCICLOPÉDIA.
           "Insensatos, nunca fostes capazes de render culto puro ao Deus que vos criou! monstros, que necessitais de superstição, como corvos da carniça." ( Voltaire, Dicionário Filosófico).
             Voltaire foi "o cara". Diferente do que pensam, não era ateu.
           Prof. José Costa.   

terça-feira, 6 de novembro de 2012

OS QUAKERS

      O nome lembra  aveia.É verdade. Tem tudo a ver. No século dezessete surgiu um grupo de indivíduos liderados por um homem chamado Jorge Fox, um aprendiz de sapateiro que começou a visitar vários grupos religiosos a fim de observá-los. Com o tempo, este homem começa a pregar e a dizer que as igrejas nada mais eram de que prédios com campanários, nisto estava certo. O apelido quaker logo surgiu, palavra que significa tremer, pois, segundo diziam, ele pregava com intensidade.
       Jorge Fox combateu duramente a pompa no culto, até chegar ao extremo de dizer que os sacramentos não eram necessários, bastava a "luz interior". Ora, é verdade que existe uma supervalorização dos "sacramentos" ( coloco entre aspas para não supervalorizá-los), pois em cristo tudo é sacro, porém, negar o batismo e a ceia não é prudente, embora não possuam valor em si mesmos. Os extremos devem ser evitados.
        O que mais me admira nos quakers são o espírito de tolerância que caracterizavam este grupo, pois, ao chegarem na América do Norte, fizeram o que grande parte dos puritanos não fizeram, conseguiram viver pacificamente com os índios e plantarem as sua aveias. O que existe do espírito de tolerância na constituição Norte-americana nós devemos a eles.
         Prof. José Costa.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CALVINISMO E ARMINIANISMO, CALVINO NÃO ERA CALVINISTA E ARMÍNIO NÃO ERA ARMINIANO

      James Armínio foi um teólogo holandês que viveu no século XVII e se propôs a estudar e refutar doutrinas anti-calvinistas. Curiosamente, ele não debateu com Calvino, aliás, quando ele nasceu João Calvino veio a falecer poucos anos depois, quando Armínio era criança. Em meio aos seus estudos reconheceu, segundo ele, que a predestinação tinha por base o conhecimento de Deus. No demais Armínio era seguidor de Calvino, na doutrina da ceia,por exemplo. Os cinco pontos arminiano não foi realizado por ele, pois, já havia falecido quando os fizeram, por isso, que digo que Armínio não era arminiano. Calvino, possivelmente, iria ser contra o título  calvinista, tudo o que ele queria era ensinar a palavra, o calvinismo, portanto, foi produto da mente dos seus seguidores.
       Na época da formulação dos cinco pontos calvinistas ( termo no mínimo curioso) a Holanda brigava com a Espanha, que apoiava os comerciantes arminianos, logo, os calvinistas eram vistos com maus olhos pelos espanhóis. Com a independência da Holanda diante da Espanha, no século XVII, o calvinismo ganhou força, enquanto rolava a assembleia de Westminster, e a doutrina calvinista estava sendo engessada, arminianos eram presos por frios calvinistas fundamentalistas. Praticamente ninguém, ou quase ninguém fala sobre isso.  Existem verdades no "calvinismo", é verdade que a fé é dom de Deus, também é verdade que existe a perseverança até o fim, é verdade que Deus  soberano. Também é verdade que são duas coisas irreconciliáveis , liberdade humana e vontade divina, e explicar isto é inexplicável. "O HOMEM É SÍNTESE DE LIBERDADE E NECESSIDADE" . DEUS NÃO É CALVINISTA NEM ARMINIANO, DEUS NÃO É FUNDAMENTALISTA. Ele é livre. O PECADO É LIBERDADE MAU USADA E DEUS USA O MAU PARA O BEM.
  Calvinismo e arminianismo são sistemas criados pelos fundamentalistas do século dezessete. A palavra é.O fundamento está posto. 
       Quem lê , entenda,
        para provocar e problematizar, 
        Prof. José Costa.

O RACIONALISMO DE DESCARTES, PENSO, LOGO, EXISTO

       René Descartes ( se pronuncia Decartes) era francês. Viveu boa parte de sua vida na Suécia. A base do seu pensamento é o racionalismo, sistema que coloca a razão como suprema juíza de todas as coisas. É famosa a sua frase: "penso, logo, existo. É o cogito, ergo sum. Para o francês Decartes, tudo deve passar pelo crivo da razão, e mais, deve-se duvidar de tudo, menos de Deus e de nós mesmos, pois, se nós pensamos, logo existimos, e Deus é provado pelo fato de que a minha mente tem a ideia de Deus, ora, "nada pode produzir algo maior que si mesmo, logo Deus existe".
       Decartes é famoso na História da Filosofia e na teologia por tentar provar a relação entre alma e corpo. Para ele, o corpo é coisa  extensa e mente é coisa pensante. a relação que ocorre entre os dois é difícil de explicar, porém, ele tentou dá solução ao problema da seguinte forma: quando o corpo entra em movimento, a alma, por uma ação direta de Deus, também se movimenta. este pensamento é conhecido como ocasionalismo na teologia, e é , com efeito, uma das explicações da intricada relação corpo e alma.
       Cartésio ( outro nome para Decartes) era filho da sua época e montou um sistema fundamentalista de pensar, fechado em si, o racionalismo.
    Para pensar, pois, se penso, logo, desisto de certas ideias preconcebidas. Pare problematizar.
         Prof. José Costa.

domingo, 4 de novembro de 2012

O MOVIMENTO PURITANO E O FUNDAMENTALISMO

         A Inglaterra foi palco de um dos movimentos mais conhecidos da História: o movimento puritano. O século era o dezessete e havia um conflito entre parlamento e o rei. Leiam a História que vocês verão maiores detalhes. O puritanismo começou bem, pregava uma volta aos princípios bíblicos, uma vida mais devota, etc. todavia, caiu no fundamentalismo frio. Conforme já disse, o século XVII foi palco da frieza, da rigidez, do dogmatismo castrador e doentio, salvo alguns movimentos que veremos posteriormente, como por exemplo, os quakers e o metodismo de João Wesley ( embora ele não denominasse o seu movimento assim). Estes dois movimentos se afastaram do fundamentalismo e deram vida a igreja. Falaremos posteriormente sobre eles.
        O puritanismo pregava  que o governo de um único homem era tirania e acabou se tornando parte desta tirania quando decapitaram o rei, Carlos I, e impôs uma ditadura pessoal na figura de Oliver Cromwell 1649/1658. Este restringiu o teatro e não concebeu liberdade religiosa ao catolicismo e nem ao anglicanismo. Na América do Norte o puritanismo pregou o DESTINO MANIFESTO, ou seja, a marcha para o oeste, isto significava índios dizimados e expropriados das sua terras. Milhões foram perseguidos. Além disso, poucos sabem, mas, enquanto acontecia a assembleia de Westminster, muitos, em nome desta assembleia, forma perseguidos e encarcerados, pelo fato de serem arminianos. É verdade que houve muitos puritanos não gelados nem fundamentalistas e que eram verdadeiras luzes, porém a nata do movimento gelou e engessou-se. Infelizmente.
     Sem parcialidades e com muita verdade histórica, sem denominacionalismos, quem lê, entenda, prof. José Costa.
            Para pensar.
        

sábado, 3 de novembro de 2012

O SÉCULO DEZESSETE E O FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO

             Considero o século XVII como um dos mais contraditórios para a história da igreja. Alguns anos antes, houve a Reforma Protestante, Calvino, Lutero e companhia limitada. Logo após veio a Contrarreforma, já falamos sobre ela, um movimento de renovação da ortodoxia católica. 
             Ao chegar o século dezessete, o fundamentalismo acentuou-se. Ora, já discorremos um pouco sobre ele no artigo anterior. Todo fundamentalista é engessado, ele é capaz de colocar Deus em uma caixa de sapato, de confiná-lo, pelo menos é o que ele pretende fazer. Tentativa inútil. O fundamentalista não é aberto a propostas, ele é radicalista ( diferente de ser radical), ele pensa que a sua verdade é válida, pois, é letrista, não consegue enxergar o espírito do que está sendo dito. O fundamentalismo é morte, ele matou Jesus, estava impresso na mente dos religiosos da época de Jesus. Paulo lutou contra o espírito fundamentalista, Hypátia foi morta por causa dele( ver meu artigo sobre ela). O fundamentalista diz a "sua verdade" sem discernir que o que está sendo dito é erro de interpretação da sua mente, ele é discípulo do seu superego, é pagão na sua essência. É fechado em si. É dogmático, frio, sem vida, cabeça dura e sem discernimento da essência. Ele entende a coisa a sua maneira, a coisa é por que é sem possibilidade de exame. É gelado em si. Os dogmas do século dezessete, muitos deles, tem essência fundamentalista. Veremos mais detalhes no próximo artigo, Para pensar, Prof. José Costa.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A GUERRA DOS TRINTA ANOS. LIGA CATÓLICA UNIÃO EVANGÉLICA E FUNDAMENTALISMO DE AMBOS OS LADOS

        Ela foi uma das guerras mais devastadoras da Europa, envolveu países como a Alemanha, Suécia, França, entre outros. O palco de conflitos foi o Sacro Império Germânico ( atual Alemanha).
               O século era o XVII. Conforme foi dito, no século anterior  ocorreu a reforma Protestante ( ver os artigos anteriores sobre tal assunto). O tempo da guerra vai de 1618 à 1648. Ora, a base de tudo, além de causas econômicas, foi o FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO de ambos os grupos. De um lado, a LIGA CATÓLICA, de outro lado a UNIÃO EVANGÉLICA.O conflito começou quando um grupo de protestantes espancaram uns monges católicos, em meio a uma procissão. O Imperador alemão, do partido católico, se opôs aos príncipes protestantes. Começam "as lapadas". A Suécia acudiu os protestantes e o seu rei Gustavo Adolfo é conhecido na História como um rei tolerante, pelo menos o que menos pregava o fundamentalismo, Queria, de fato, o fim do conflito e o entendimento de ambos os lados.
                 Todo fundamentalismo é uma desgraça, seja religioso ou científico. Seja político ou de outra natureza. O fundamentalista não acredita na possibilidade de mudança, a coisa é por que é segundo os seus princípios fixos. Ele não admite a conversa o diálogo. Toda a verdade deve ser resumida segundo a sua mentalidade engessada.
                 A guerra dos trinta anos ocorreu devido a intolerância e a tirania, de um lado, pregava-se um Deus católico, de outro lado, um Deus evangélico. E Deus não é nem uma dessas coisas ele é livre. A questão é ter consciência da relatividade humana e deixar toda presunção e juízo de lado. Todo orgulho moral. Todo fundamentalismo. E viver em paz, sem julgamentos. Porém com consciência crítica e aberto a possibilidade de rever conceitos engessados e frios em si. Após a Reforma o século dezessete caiu em um fundamentalismo que Lutero, com todos os seus erros, não pregou.  Para pensar. 
              Prof. José Costa.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A CONTRARREFORMA CATÓLICA

        Quando se fala em contrarreforma ( este nome já vem com a nova reforma ortográfica, curiosamente, rss), lembramos de imediato da cidade de Trento, norte da Itália, onde ocorreu um dos concílios mais famosos da História da igreja. Este concílio teve seu início em 1545 e terminou em 1563, teve, evidentemente, pausas nas discussões. Paulo III foi o papa que  o convocou. Poucos prelados foram ao concílio. Esta reunião foi extremamente conservadora, seu objetivo era impor uma linha reformadora não doutrinária, mas, prática. De fato, foi uma reafirmação do pensamento medieval e dos instrumentos de tortura e perseguição "herética".
          Foram reafirmadas a instituição da inquisição, principalmente na Itália, onde muitos foram duramente perseguidos. A ideia básica era de que a força devia ser usada para impor o pensamento da igreja. O concílio, é evidente, fortalecia o poder papal. A transubstanciação pensamento oriundo do século treze, através do concílio de Latrão, também foi reforçado. Além disso, a grito dos reformadores sobre a graça foi sufocado, priorizando a ideia do mérito, cujo fundamento é totalmente contra o pensamento paulino da carta aos Romanos. Houve vozes discordantes, porém, prevaleceu o pensamento da toda-poderosa cúria clerical.
          Para pensar, pensar, pensar, etc.
          Prof. José Costa.

domingo, 28 de outubro de 2012

A TEOLOGIA DE LUTERO: A GRAÇA E A LEI

       Para Lutero, a lei e a graça não eram duas coisas antagônicas, ou seja, oriundas de fontes distintas. É verdade que a lei não salva, porém, ele tem sua origem em Deus e teve seu objetivo desfigurado. Existe lei no Antigo testamento assim como existe graça, ou seja, a graça não está restrita ao Novo testamento. A lei é revelada para condenar, revela, portanto, o juízo divino ao pecador, a graça vem em direção ao pecador exatamente como resposta a esta condenação. Lei e graça são partes da revelação de Deus. 
      O pecador tem em Jesus esta justificação, na cruz, no escândalo da cruz. É na teologia da cruz que está a resposta para a enfermidade humana. É a cruz que inclui e transforma. Cruz é renúncia, é doação, é amor. O ímpio se faz justo e esta justificação é escandalosa, na medida que a mente humana não a entende. A mentalidade farisaica não a compreendeu. Por esta razão, é preciso entender que o justo é colocado nesta posição pelo Pai, mediante a oferta radical de Jesus na cruz. Lutero dizia: "Antes não havia na lei nenhuma delícia para mim. Porém, agora descobri que a Lei é boa e saborosa, e que me tem sido dada para que eu viva, e agora encontro nela prazer." 
       É para pensar, Prof. José Costa.

sábado, 27 de outubro de 2012

A TEOLOGIA DE LUTERO: A COGNOSCIBILIDADE DIVINA

     O conhecimento de Deus. Este é um dos temas da teologia luterana ( de Lutero). Será que é possível ter algum conhecimento divino?
         Ele faz distinção entre o Deus oculto e o Deus revelado. Deus é essencialmente inatingível em sua bondade, sabedoria, etc. Ele é infinitamente insondável. É o Deus oculto. Mora na eternidade. É incognoscível. O Deus revelado é o Deus que se pode conhecer. Na criação temos algum conhecimento Dele, ainda que limitado. Muito embora, Lutero muitas vezes falou da "porca razão".
   A verdadeira explicação de Martinho Lutero para o conhecimento de Deus é a teologia da cruz. Ora, por esta teologia, ele repetidamente nos fala sobre a necessidade de conhecê-lo em Jesus. A cruz revela o escândalo da graça divina. É na cruz que Deus se revela, nesta cruz que simboliza a renúncia, o amor, o sacrifício de Deus,etc. 
       O verdadeiro conhecimento, portanto, ocorre no evento da cruz    
e não é o mesmo que dizer o evento da crucificação,pois, a cruz veio a existir antes de todas as coisas, a crucificação é apenas uma manifestação do plano eterno de Deus. Em Jesus o conhecimento de Deus é possível.
       Quem lê, entenda.
       Prof. José Costa.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A TEOLOGIA DE LUTERO : A PALAVRA

        Conforme sabemos, o grande grito de Lutero foi a volta à palavra, no entanto, o que significava isto para o reformador? 
            Em primeiro lugar, para ele a palavra era muito mais que um livro. É evidente que a Bíblia tinha sua importância, porém, ele não era um biblicista rígido,pois, para ele a PALAVRA seria muito mais que um livro. Seria o próprio Deus. Isto não significa a adoração ao livro. a explicação que ele dá é a de que a palavra encarnou, ou seja, virou pele, Jesus. " a Bíblia é a palavra de Deus porque nela chega Jesus Cristo até nós. Quem lê a Bíblia e não encontra Jesus Cristo, não tem lido a Palavra de Deus."
             A verdadeira mensagem não está na igreja e nem em outro lugar, mas, no Evangelho declarado nas páginas da Bíblia. portanto, para Lutero, a Bíblia dá testemunho de Jesus, que é a palavra e que é a mensagem viva de Deus. O Evangelho que é o próprio Jesus está acima de da igreja das tradições e dos concílios. Está acima do papa e dos teólogos.
             Que verdade maravilhosa!!!!!!
              Para pensar , Prof. José Costa.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

CAUSAS DA REFORMA PROTESTANTE

        Falar das causas da Reforma Protestante não é fácil. Já vimos que nos artigos anteriores abordamos várias questões. Falamos que não se explica tal reforma com reducionismo. Vamos tentar expor de modo bastante direta e simples.
     Existem historiadores que tentam explicar a Reforma sem considerar a alma de Lutero. É um ledo engano. É claro que são vários os motivos para o surgimento da Reforma, dentre eles temos as causa econômicas. Ora, é evidente que os príncipes alemães, vários deles, pretendiam confiscar terras da igreja. O que com efeito aconteceu. Também é evidente o fato de que o contexto no qual Lutero se encontra é favorável ao grito do reformador. É um contexto de renascimento, de ascensão da burguesia, de contestação ao poder feudal. O nacionalismo alemão também fica evidente quando o questionamento luterano ( de Martinho Lutero), em relação as indulgências vem à tona. Ele, com efeito, colocou o dedo na ferida, a exploração da igreja com sua vendas de indulgências, simonia entre outros males. Alguns chegavam a dizer que quando a moeda caísse no cofre a alma saia do purgatório. Pura balela. Temos, portanto, um complexo de causas. A própria invenção da imprensa facilitou a circulação de ideias expostas por Lutero. No entanto, esquecer que a alma de Lutero encheu-se de gozo, de alegria, quando redescobriu a doce justificação pela graça por meio da fé, ao ler Romanos, é puro simplismo.
        Para pensar,
        Prof. José Costa.

sábado, 20 de outubro de 2012

REFORMA PROTESTANTE, O POLÊMICO LUTERO

     Martinho Lutero é sem dúvida uma figura polêmica. Para alguns ele foi a besta selvagem que pisou na vinha do Senhor. Para outros, no entanto, ele foi o herói que defendeu a fé em meio aos abusos da igreja. Um supra-humano.
  Exageros à parte, é necessário o equilíbrio para podermos compreender melhor esta figura histórica. 
     Já comecei a falar dele em um artigo anterior, e vimos como sua descoberta na carta aos Romanos foi um doce para sua alma aflita. De fato, o que ele leu e interpretou é a verdade paulina, sem barganhas e sem mitos. Em 31 de outubro de 1517 expôs 95 teses na igreja de Wittenberg, na Alemanha, seu objetivo era apenas chamar teólogos ao debate, como era costume na época. No entanto, cópias desas teses começaram a circular no país. Ele foi auxiliado pela imprensa, nesse sentido. O Papa Leão X chegou a lançar uma bula, Exsurge Domini, excomungando o antigo monge. Ora, a denúncia de Lutero atingia diretamente o sistema com sua máquina de barganha, indulgências, ideia de méritos, etc. Chegavam a falar que a alma saía do purgatório no momento do tilintar da moeda no cofre eclesiástico.
    Na Dieta de Worms (1521) ele foi condenado pelo imperador, conseguiu se esconder com o auxílio de um Príncipe. No exílio, traduziu a Bíblia para o alemão e escreveu vários hinos. No próximo artigo falaremos sobre as causas da reforma, que teve evidentemente componente vários, além da alma aflita de Lutero e a sua redescoberta da doce mensagem da justificação pela fé.
    Pense Nisso, prof. José Costa.

       

REFORMA PROTESTANTE, MARTINHO LUTERO

      Conforme já vimos, falar de Reforma Protestante não é tão simples assim. Já narramos a questão de Isabel, no século XV, falamos um pouco do Renascimento,e também abordamos as vozes discordantes antes de Lutero. Falaremos agora sobre o reformador mais famoso da história da igreja.
          Martinho Lutero nasceu na Alemanha, em 1483, na cidade de  Eisleben. Filho de camponeses. Seu pai chegou a trabalhar nas minas. Lutero cresceu em meio a angústias. Sua criação não foi tão fácil assim. Foi criado de modo muito severo, e, na escola ele era alvo de críticas dos professores, que o educavam de modo bastante rígido. Isto sem dúvida deixou marcas em sua alma. Para Lutero, Deus era um juiz extremamente severo. Aos 22 anos, ele torna-se um monge agostiniano, decepcionando seu pai que pretendia que ele fosse advogado. De alma aflita, esperava que os meios de graça que a igreja oferecia concedesse- lhe alívio.  Confessava pecados várias vezes durante o dia, praticava a auto-flagelação. Deus parecia que não estava ouvindo-o, na verdade, a imagem que ele possuía de Deus era de um carrasco terrível, sem compaixão. Era uma projeção da sua mente, e fruto de sua criação severa.
         A partir do ano de 1513 passou a dar aulas sobre a Bíblia, especificamente os Salmos, em 1515 ele começa a árdua tarefa de ensinar a carta aos Romanos, e em meio a leituras entende a mensagem central deste livro, que se encontra no capítulo primeiro e os versos 16 e 17, especificamente. Chegou a dizer que sua alma ficou arrebatada de alegria e sentiu que estava próximo ao paraíso.
           Continuarei no próximo artigo a jornada de Lutero, 
            Para pensar, Prof. José Costa.
          
         

REFORMA PROTESTANTE, UMA INTRODUÇÃO

                   Falar de reforma protestante não e fácil, pois, para a mente desavisada, a questão poderia ser resumida da seguinte forma: no século dezesseis, em 31 de outubro de 1517, um ex - monge chamado  Lutero, baseado em romanos 1: 16 e 17, fez uma reforma na igreja. Ponto final, tá explicado o assunto. Porém, para quem não está de brincadeira e deseja a verdade histórica, a coisa é muito mais complexa.
       Já falamos dos antecedentes imediatos da Reforma Protestante, vozes que foram caladas, na Idade Média houve gritos discordantes que denunciaram os abusos da igreja. Houve muitos bispos que ansiavam por uma mudança na estrutura clerical. Na Espanha do século quinze, com a rainha Isabel, conhecida como A CATÓLICA, houve uma reforma, nos moldes do catolicismo, ela empreendeu realizar uma façanha, fazer uma versão da Bíblia em várias línguas, o com efeito aconteceu, sob a chefia de Francisco Cisneros. Esta Bíblia é conhecida como POLIGLOTA COMPLUTENSE, e, foi realizada em dez anos, por vários eruditos, a saber, latinista, helenistas e judeus. Havia nela dicionários em hebraico, grego e latino. O próprio Cisneros chegou a afirmar que uma teologia mais pura tinha surgido, dando a entender que a palavra estava acima da tradição. A reforma proposta por Isabel também incluía uma renovação do espírito inquisitorial, com efeito, a partir do ano de 1478, a Espanha conseguiu do papa Sixto IV uma autorização para usar este instrumento repressor. O papa anuiu, e Isabel começa a sua reforma, prendendo judeus e todo espécie de "hereges", fortalecendo, assim, o seu poder. Vale lembrar que a época do absolutismo monárquico, e, a Inquisição espanhola dá novo vigor a a coroa, inclusive com confisco de bens dos denunciados, fortalecendo o cofre da monarquia.
        Para pensar, 
        Prof. José Costa.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

VOZES DA REFORMA ANTES DA REFORMA

            Durante a Idade Média, diante dos desmandos da igreja, em meio a toda sorte de luxo e pompa dos eclesiásticos. Em meio a um mar de tirania e perseguições, mortes, paganismos,  e tantos outros meios de intimidação de que já falamos, houve vozes discordantes.
             No século XIV, surgiram vozes como o inglês João Wycliff, com sua doutrina do senhorio, que afirmava categoricamente o fato de que todo bispo deveria servir e não ser servido. Argumentava também o fato de que o luxo e a pompa havia tomado a mente dos prelados. Ainda no século XIV, João Huss, na Boêmia enfatizou as mesmas verdades. Foi morto pela "santa inquisição" que de santa não tinha nada. Esta instituição, conforme vimos, foi criada por Inocêncio III, que de inocente não tinha nada. Ele viveu no século XIII, o auge do papado.
          Outro ator importante neste contexto de contestação foi Jerônimo Savonarola, prelado italiano que bradou em Florença contra os abusos desmedidos da igreja. Foi morto pela inquisição.
            Ao chegar o século dezesseis explode um acontecimento que vai mudar o curso da História e vai de encontro a todo sistema de penitência e de obras meritórias criados pelo paganismo romano nos séculos imediatamente anteriores. É o que vamos ver depois. 
                Para pensar, prof. José Costa.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O RENASCIMENTO CIENTÍFICO, NO CONTEXTO DA REFORMA PROTESTANTE

      Este movimento ocorreu a partir do século XIV, tendo sua continuidade nos anos a seguir. O título Renascimento Científico não é adequado, pois, ele pressupõe que nos anos imediatamente anteriores ao movimento foram de trevas. O que não é verdade. O termo surgiu no século XVI, com um crítico de arte conhecido como Giorgio Vasari, especificamente no ano de 1550. Ora, ele dizia que o tempo no qual estava vivendo era uma época de ressurreição, de renovo, de despertamento. Vale dizer que se encontra implícito nestas palavras a ideia errada, de que, na idade Média tudo era trevas. O que não corresponde a realidade. Com efeito, na Idade Média, houve muita luz, haja vista o desenvolvimento da matemática com os árabes, da Química, da Filosofia, das artes, principalmente a arte gótica. Os mosteiros eram centros de estudos teológicos e linguísticos. Apesar do obscurantismo da igreja, houve vozes discordantes, e na própria igreja surgiram excelentes teólogos e filósofos. Nesta época surge o papel, a pólvora, e tantos outros conhecimentos, tanto na parte ocidental bem como na parte oriental do Império. Isto porque não citamos a Ásia, a África, tão esquecida durante a História e que legou a humanidade artes e conhecimento.
         Com o Renascimento Científico renasceram a possibilidade do espírito crítico que foi um dos fundamentos da Reforma Protestante. Falaremos disso posteriormente.
            Para Pensar, prof. José Costa.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O PAPA INOCÊNCIO III E A TRANSUBSTANCIAÇÃO

      O século treze foi marcado pela presença marcante do papa Inocêncio III, que de inocente não tinha nada. Ele é considerado como um dos papas mais importantes para a igreja. Astuto, verdadeira raposa, e dono de uma capacidade política muito grande. Tinha sede pelo poder. Inocêncio foi o autor da Inquisição, um dos instrumentos de tortura mais terríveis de toda História. Um verdadeiro meio de terror medieval. Vale lembrar que em setecentos anos de existência da Inquisição, milhões foram mortos.
       Este líder eclesiástico levou o papado ao auge do seu poder. Brigou com reis, com senhores feudais, etc. Subjugou o rei inglês, João sem terra, obrigando-o a pagar mais impostos para a igreja. Através de um instrumento chamado de interdito, pelo qual havia a suspensão de todos os direitos eclesiásticos para o país, ele manipulava reis.
         O quarto concílio de Latrão, encabeçado por ele, promulgou a doutrina da TRANSUBSTANCIAÇÃO, pela qual o pão e o vinho se transformam-se em carne e sangue de Cristo. Puro paganismo. Literalizando o que é simbólico, e fazendo de todos canibais. Violentando os sentidos e errando.
          Sem inocência, e para pensar, prof. José Costa.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O CISMA DO ORIENTE

      O que foi este cisma? Em que ano ocorreu? por quê? é o que vamos abordar de modo sucinto nas linhas a seguir.
      Conforme já foi dito anteriormente, o Império Romano caiu nas mãos dos bárbaros, assim chamados pelos romanos, em 476 d. c. no entanto, a parte que caiu foi a parte ocidental. No Oriente, o Império ainda vigorou por mais mil anos, aproximadamente. Em 395, com a morte do  Imperador Teodósio o Império foi dividido   em duas partes, a capital do Oriente passou a ser Constantinopla e a capital do Ocidente, Milão. Houve bastante diferença na formação destes dois Impérios, a saber: enquanto o Ocidente falava-se o latim, língua romana, o Oriente foi profundamente influenciado pela cultura grega, logo, a língua utilizada era o grego. No Ocidente houve uma profunda retração do comércio, ao passo que no Oriente ele intensificou-se. A parte Ocidental viu nascer, cada vez mais, o poder papal, conformem já foi dito, a Oriental estrava sob a sombra do Patriarca de Constantinopla.
  O Cisma ocorreu basicamente por questões de natureza econômica e religiosa. Em 1054, quando o Patriarca Miguel Cerulário, de Constantinopla, e o Papa Leão IX, entraram em conflito por dioceses da parte sul da Itália, que dava vultosos lucros, sem acordo, houve rompimento. Além disso, cada qual queria ser o representante da igreja. Soma-se a isso diferenças linguísticas, culturais, etc. e a sede de poder de ambos evidentemente.
      É para pensar, 
      Prof. José Costa.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, O PODER ECLESIÁSTICO MEDIEVAL

       Após a ascensão de Constantino ao poder, a igreja ficou disforme (ver meu artigo sobre Constantino). A estrutura de poder começou a se solidificar, o bispo de Roma fortaleceu-se ( ver artigos sobre o poder papal ), surgiram reinos Germânicos - Romanos, surgiu a  aliança entre Estado e igreja. A igreja tornou-se, com efeito, a maior instituição feudal da Idade Média, com ricos mobiliários, dona de uma terça parte da Itália. Dominava a cultura, a educação, a mentalidade. Impunha o medo. Houve um instrumento de tortura e de dominação conhecido como Inquisição. Era um meio de impor o medo. Puro instrumento de manipulação, de tirania.
       No século VIII, com a união do clero com o reino Franco de Clóvis, e, depois, com O Rei Franco chamado de pepino, o Breve, a igreja recebe doações generosas, em troca apoiou um usurpador do trono, Pepino, O breve. Este tomou o poder de seu antecessor, dando ,um golpe com as bênçãos de Roma, que, por sua vez possuía interesses feudais. Os fins justificavam os meios para o clero. Foi o que aconteceu. Cada vez mais a igreja se distanciava das palavras de Jesus que disse que veio para servir, e não para ser servido. Forma-se um Império de dominação feudal poderoso. Ninguém tem liberdade para pensar. Impunha-se o terror, e não a paz. Tudo isso em nome de Deus. Em nome de Deus? qual Deus? ( ver meu artigo convite para matar deus.) Para pensar, Prof. José Costa.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ADÃO E EVA

      Eles são, sem dúvida, o casal mais famoso da História. Não existe outro mais falado e mais lembrado. Nem mesmo Fred e Vilma, rss. A História bíblica nos diz que o pecado entrou no mundo por meio deste casal. O objetivo aqui é expor as lições de natureza psicológica acerca deste assunto.
       Adão é homem, é barro, é macho, é domínio, é trabalho, é terra. Ele é o cabeça de toda humanidade. É o primeiro de muitos. ...admitir que a humanidade descenda de diversos casais é o mesmo que admitir que, em dado momento, a natureza teve uma profusão sem sentido ( Soren Kierkegaard, o conceito de angústia, pag.55,56)
           O nome Adão significa terra vermelha. Ele simboliza, assim, o ser humano que veio do pó e ao pó voltará, simboliza a finitude, simboliza o caráter instintual humano de ir a luta, simboliza a caça, o avanço, o sair de casa. Adão é homem, é alguém que precisa de complemento emocional, a costela. É vazio que, procura preenchimento. Eva, mãe, vida, este é o significado do seu nome. Representa a maternidade, a afeição, o carinho, o afeto a capacidade de relacionamentos afetivos focados em um único "objeto". Eva é família, é cuidado, é capacidade de relacionamento- afetividade. Eva é amor.É fixação relacional. É fidelidade. Eva também é capacidade de sofisticação de sentimentos para o mal, ou seja, se não se controlar, consegue transformar o sentimento afetivo em vingança. Adão e Eva, protótipos de um casal que pode dá certo, em meio as ranhuras da existência criadas pela capacidade humana de fazer Deus sofrer.
           É para pensar. Prof. José Costa.

ARCA DA ALIANÇA. ONDE ELA ESTÁ?

       O livro do Êxodo, no Antigo Testamento, fala de uma arca sagrada onde estariam contidas as tábuas da aliança. Também chamadas de tábuas dos testemunhos. Esta arca era feita de madeira de acácia e seria toda coberta de ouro. Dois varais laterais eram postos em argolas, a fim de levarem a mesma pelo deserto, enquanto os judeus peregrinavam. Ela ficava guardada no lugar mais santo do tabernáculo. Era vista apenas pelo sumo sacerdote. Acima dela ficavam dois querubins.
         Passado os anos, com a construção do templo de Salomão, ela continuou restrita, agora, no templo. Com a destruição do templo de Salomão, por Nabucodonosor, no século sexto a.c.,ela, literalmente, sumiu da História. Existem, porém, alguns relatos que indicariam a sua localização. Veremos.
         Em primeiro lugar, existe uma indicação de que Jeremias, um profeta do Antigo testamento, teria colocado a arca em uma caverna, próximo ao monte Nebo, localizado na atual Jordânia. Este relato está no livro de Macabeus, apócrifo. Todavia, arqueólogos que a procuraram não encontraram vestígios da mesma. 
       Existe um grupo de cristãos etíopes que afirmam serem os guardiães do objeto sagrado. A história é basicamente esta: Salomão teria tido um filho com a rainha de Sabá, cujo nome seria Menelik e ele teria levado o objeto para sua terra , Sabá, atual Etiópia, na África. A arca, portanto, estaria em um templo etíope guardada por sacerdotes sagrados. Outra versão diz que os judeus a guardaram sob o templo de Salomão, antes da chegada de Nabucodonosor. O fato é que não existem provas concretas da sua existência na atualidade, é possível que tenha sido destruída, pois, era feita de material frágil, madeira. O que se deve guardar é o seu simbolismo, ou seja, a presença de Deus entre nós. 
            Pense Nisso, Prof. José Costa.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

HYPÁTIA, A FILÓSOFA DO HELIOCENTRISMO.

          Ela é considerada como uma das maiores mentes da sua época. Foi filósofa, matemática, escritora e astrônoma. Ao que parece, na adolescência, viajou para Atenas, a fim de estudar filosofia. Nasceu em 355 d.c. porém, esta data é questionada. O certo é que ela viveu em Alexandria, no quarto século da era cristã. Era filha de um professor da academia de Alexandria. 
      Hypátia estudou a teoria de Aristarco. Este filósofo viveu no séc. terceiro antes de Cristo e foi o primeiro a  afirmar que a terra girava em torno do sol. A conhecida teoria Heliocêntrica, confirmada séculos depois por Copérnico e galileu e negada pela a igreja obscurantista e autoritária da Idade Média.
        Esta professora de Filosofia e de estudos astronômicos ensinou na Academia de Alexandria durante anos e tentou comprovar a teoria de Aristarco. Foi considerada herética pela igreja. Na época, O cristianismo já estava em ascensão ( ver meus artigos sobre Constantino). Cirilo de Alexandria via em Hypátia uma herege. Foi morta por um grupo de fanáticos religiosos. Até hoje debata-se sobre a influência de Cirilo na sua morte. Foi ele que influenciou a turba fanática? sim ou não ? não há como provar, porém, o fato é que ele a considerava uma herege pagã. 
         Para pensar,
         Prof. José Costa.

O PAPADO DE GREGÓRIO, O GRANDE.

         Ele é considerado como um dos maiores papas de todos os tempos. Foi eleito no ano de 590 d.c. Conforme já vimos, no século quinto, Leão, o Grande, foi considerado o primeiro papa, no uso atual do termo, embora não com tamanha proeminência dos dias atuais. Gregório teve a importância, no século sexto, que Leão teve no século quinto.
          Gregório foi um papa generoso com os pobres, várias vezes acudiu aos necessitados em várias partes da cidade. Ele dedicou-se com afinco as causas sociais e espirituais. Foi também um escritor. Embora suas suas obras não possuam originalidade. Bebeu de Agostinho. Com Gregório, a doutrina do purgatório passa a assumir sua forma original. Conforme sabemos, ela não possui base escriturística, porém, Gregório passa a afirmar aquilo que Agostinho teorizou, ora, o bispo de Hipona era um filósofo, ele falou teoricamente sobre a possibilidade de um lugar onde as almas ficariam antes de ir pra o gozo celeste. Pura hipótese. Isto nos escritos de Agostinho. Gregório passa a afirmar aquilo que era hipotético. Escreveu livros e cartas papais. Também insistiu no celibato, algo que não era obrigado na época. ( veja meu artigo chamado celibato). Conforme sabemos esta doutrina foi um golpe de caráter econômico imposto pela igreja. A herança dos padres ficava com a igreja, não possuindo eles filhos; e se por acaso os tivessem, seriam ilegítimos, logo não herdeiros. Gregório também se fortaleceu no poder temporal devido a falta de uma autoridade na época. várias vezes negociou com invasores. Era um estadista.
             Para pensar.
             Prof. José Costa.

sábado, 6 de outubro de 2012

O PAPADO DE LEÃO, O GRANDE.

      Ele é considerado um dos maiores papas da cristandade. Foi bispo ( Papa ) de Roma, no século quinto da era cristã. Ora, já vimos em dois artigos anteriores, como o título de Papa tornou-se tão forte no Ocidente. Vale lembrar que na Igreja do Oriente este título não é reconhecido como tal. Veremos isto detalhadamente posteriormente, quando falaremos sobre o CISMA DO ORIENTE, em 1054.
      O Papa Leão, O grande, é conhecido como aquele que começou a fundamentar sua posição pela Escritura. Explico. Ele foi o primeiro a tentar provar que seu título não era uma simples designação, ao contrário, ele seria a continuação apostólica do cargo de Pedro. Vale lembrar que não existe prova histórica que venha fundamentar o fato de Pedro passar a sua autoridade ao seu sucessor. É tudo ilação. E, conforme já vimos, o título, em Roma, foi se fortalecendo devido a condições históricas. ( leiam os artigos anteriores sobre a origem do papado).
      Leão também é conhecido como aquele que, diplomaticamente, impediu que Átila, o rei dos Hunos, invadisse Roma, em 452 d.c. Nisto ele foi amplamente louvado. Era um estadista. Leão também foi muito generoso com os pobres da sua época. Ele é considerado como o primeiro Papa, no sentido corrente do termo. Embora não fosse reconhecido no sentido de infalibilidade. Este pensamento vai surgir séculos depois. De fato, foi uma grande personagem histórica.
      Para pensar,
      prof. José Costa.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

CONVITE PARA MATAR DEUS; PROVOCAÇÃO.

      Nietzsche, filósofo alemão do século XIX, falou da morte de Deus. Coisa absurda, diria alguns. Para mim Nietzsche foi um dos profetas da sua época. Ele foi a pedra que clamou em meio a um mar de miscelânea cristã. Ora, quem conhece a História sabe muito bem que o Cristianismo não brincou de matar gente. Tudo em nome de Deus. As cruzadas que o digam.Atualmente, é uma das maiores causas de doenças mentais existentes. Exagero? claro que não. O deus que o Cristianismo pregou ao longo dos séculos foi uma projeção da mente adoecida e neurótica da cristandade. Hoje a situação não é muito diferente. É verdade que não existem as Cruzadas dos tempos da Idade Média, porém, temos os triunfalismos, um deus avalista dos nossos triunfos, vingador das nossas causas e fonte de renda para muitos cassinos "evangélicos", disfarçados de igrejas.
       Nietzsche, com certeza, atualmente, iria matar deus de novo. Embora ela tenha convidado para a morte de deus por causa de seus traumas, todavia, ele tinha razão, até certo ponto. De fato, o deus que tem que morrer é o da cristandade adoecida. Uma projeção da mente humana. É claro que Deus, que existe e é verdadeiro, deve viver em nós, pois, ele não é religioso, nem cabe na instituição religiosa e nem autoriza o uso de seu nome para tamanha mercantilização da fé dos dias atuais. Pense nisso. 
      Prof. José Costa.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, A ORIGEM DO PAPADO, PARTE DOIS.

       No artigo anterior, nós vimos que o termo papa era usado para vários bispos, de várias igrejas, era um termo de carinho para com o líder. O bispo de Roma não possuía todo este poder que passou a ter posteriormente.
       Foi a partir do quarto século que o quadro começou a mudar. Com a suposta conversão de Constantino ao Cristianismo, sendo ele mesmo o Pai do Cristianismo paganizado ( o que é uma redundância ), o Bispo da principal cidade do Império, Roma, passou a ter uma proeminência maior. Mesmo assim, ainda não passou a ter o poder como nos dias atuais possui. Ora, toda atenção estava voltada, aos poucos, para a igreja romana. E mais, no quinto século da era cristã, especificamente no ano 476 d. c., caiu o último Imperador. Aos poucos, este vazio criado pela ausência da figura do   líder romano foi aos poucos preenchido pela figura papal. O fenômeno é basicamente om seguinte: O Imperador era considerado divino pelos romanos, pelo menos foi o que ocorreu com vários deles, que fomentaram essa ideia, Domiciano, por exemplo. Esta ideia de divindade passou para a cristandade com uma nova roupagem, a roupagem papal. Evidentemente, falta-me, aqui, o tempo necessário para explicar o fortalecimento da figura papal, o que pode ser realizado posteriormente em outros artigos. Falarei sobre Leão, O Grande e sobre Gregório, O Grande.
      Para pensar, Prof. José Costa.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

QUAL A ORIGEM DO PAPADO?

        Que o papa é o chefe da igreja ocidental, todo mundo sabe. Ele é considerado infalível quando fala em nome de Deus, através de bulas papais, por exemplo. No entanto, qual a origem do termo papa?  e mais! como este título, ao longo do tempo, fortaleceu-se? falo do título atribuído ao líder romano.
     A História é relativamente longa. Procurarei expor, de modo sucinto, a questão.
       A princípio, no primeiro século, por exemplo, o título Papa era relacionado a todo bispo de igreja. Pelo menos da grande maioria. Ora, o termo significa simplesmente papai. Era um termo de carinho, de respeito, de confiança, etc. o que quero dizer é que o título era usado não só para o bispo de Roma bem como para bispos de outras igrejas, aliás, sem a conotação que possui hoje, de infalibilidade, etc.
       Documentos antigos falam de Papa da igreja de Alexandria, de Cartago, etc. O centro espiritual da igreja não era Roma, aliás, Alexandria, no Egito, Cartago, na África, e a própria igreja de Jerusalém possuíam, evidentemente, maiores influências. Roma era apenas mais uma das várias igrejas existentes, sem possuir o poder que hoje possui.
       Continuarei a exposição do assunto em uma próxima ocasião.
        Para Refletir, Prof. José Costa.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA. QUEM ERAM OS BÁRBAROS?


      Durante vários anos o Império Romano foi alvo de opressões por parte de vários grupos que viviam fora das suas fronteiras. Eram os bárbaros. Assim os latinos chamavam estes povos. Havia os Hunos, os Vândalos, os Visigodos, os Godos, os Alamanos, os Francos, entre outros. Todo indivíduo que vivia fora das fronteiras de Roma era considerado um bárbaro. Eram nômades, vivendo da caça e de saques. Era comum a guera entre eles. Sorrateiramente, eles foram penetrando além das fronteiras do Império. Roma chegou a alistar alguns deles para seu exército. Eram chamados de Confederados. De tal modo que, quando a parte ocidental caiu, no século quinto da era cristã, o Império já estava fragmentado.
      O termo bárbaro é genérico, ou seja, refere-se aos grupos como um todo. É um termo altamente preconceituoso. Ora, para os romanos eles eram selvagens sem cultura. Nos dias de hoje, sabemos que a cosa não é bem assim. Com a invasão de Roma por parte deles uma leva de conversão aparentes ocorreram. Posteriormente, reis bárbaros uniram-se ao cristianismo constantiniano, eram bispos ungindo reis e reis indicando bispos. Uma receita para o fortalecimento da estrutura de poder. Em meio a tudo isso houve vozes discordantes.
      Para pensar, Prof. José Costa.

       

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, AGOSTINHO DE HIPONA.

      No quarto século da era cristã,  surgiu uma das maiores mentes da História e, consequentemente, da cristandade. O seu nome era Agostinho, também é conhecido como santo Agostinho. Ele nasceu em Tagaste, no norte da África, no ano e 354 d.c. , seu pai era soldado romano e sua mãe, Mônica, uma cristã.
     Ainda jovem, ao que parece, com dezessete anos, ele foi enviado a Cartago, no norte da África, para estudar retórica. Conheceu uma mulher, com quem teve um filho chamado Adeodato. Duas inquietações básicas afligiam Agostinho : a origem do mal e a busca da verdade, por isso, ainda em Cartago se converteu ao Maniqueísmo, penamento filosófico que pregava a existência de dois princípios absolutos: o mal e o bem. Após alguns anos, deixou tal doutrina.
     Mudando-se para Milão, tornou-se Neoplatônico. O pensamento básico do neoplatonismo era a existência do UM INEFÁVEL, do qual provinham todas as coisas. O mal, portanto, para o neoplatonismo era oriundo de um afastamento deste UM. Abandona também esta ideia. Converte-se ouvindo Ambrósio de Milão e torna-se uma das maiores mentes e um dos maiores escritores da História, embora tenha dito algumas bobagens.Era filho da sua época. Veja o meu artigo sobre ONANISMO. Grande parte da teologia Medieval tem por base Agostinho.
   Tornou-se bispo de Hipona, cidade africana. Uma das suas maiores obras foi a Cidade de Deus.
      Para pensar. Prof. José Costa.
      

domingo, 16 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, MONASTICISMO.

      Houve um movimento que ocorreu, tanto no Oriente, bem como no Ocidente, que foi uma reação, em certa medida, de alguns, diante do quadro geral que se encontrava a igreja, após Constantino. Este movimento chama-se Monasticismo.
     O movimento monástico não tem um fundador, pelo menos não se conhece tal indivíduo, ele foi, portanto, originado de uma leva de pessoas que acorreram em direção ao deserto. Isto ocorreu principalmente, com toda força, no quarto século. Dois monges que viveram no quarto século, são bastante conhecidos, a saber, Atanásio e Paulo. Este último viveu em uma caverna durante décadas. Antônio, fez doação de todos os seus bens e também foi viver no deserto. Em um outro artigo falarei sobre o Monasticismo Ocidental, visto que, a origem do monasticismo ocorreu, ao que parece, no Oriente, principalmente no Egito e na Síria.
      Conquanto Jesus não tenha sido monge, e a opção monástica é uma espécie de fuga da realidade, algumas pontos positivos advém do monasticismo, entre eles a conservação dos muitos manuscritos e o incentivo a leitura. Existem algumas diferenças básicas entre o monasticismo ocidental e oriental. Isto veremos posteriormente.
      Para pensar, Prof. José Costa.

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, CONSTANTINO, O PAI DO CRISTIANISMO, PARTE 2.

      No artigo anterior nós falamos que em 307 d. c. Constantino vira Imperador. No ano de 313 d.c. houve o fim das perseguições, pelo Édito de Milão. A igreja passou a viver em paz, uma paz aparente, pois, o luxo e a pompa começaram a irromper. Surgiram as catedrais, as basílicas, as torres, os centros de poder religioso. Muitos bispos passaram a serem indicados pelo Imperador para tal e tal igreja. O conceito de guerra santa surgiu aí. Com o líder Constantino a ideia de conquistar em nome de Deus tomou forma, era a "Guerra Santa". Surgiram teólogos que fomentavam a ideia de que o Reino de Deus seria implantado aqui na terra por meio de Constantino. Eram os profetas que legitimavam o poder imperial e espiritual, conforme acontece hoje em dia com determinados líderes políticos que de maneira "messiânica" usam o nome de Deus para chegar aonde querem, ideologizando Deus. Não faltam "profetas" para legitimar tal pensamento. Constantinopla é embelezada, a cidade de Constantino. Posteriormente, surgiu a ideia do papado ( falaremos disso depois). Surgiu o Cristianismo Constantiniano, com pompas, riquezas, indicação de bispos, Reis indicando  bispos e bispos "ungindo reis". É a parceria Estado igreja, fortalece-se a estrutura de poder que oprime. Aparece a ideia de salvação por obras, batismos supervalorizados, confrarias, corrupção, mentiras, celibatos e toda sorte de conceitos equivocados. É a dominação em "nome do Senhor". Surgiu a estrutura de poder dominante e manipulador que perdura até os dias de hoje. Em meio a tudo isso, houve vozes discordantes, conforme veremos adiante.
       Para pensar, Prof. José Costa.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, O IMPACTO DE CONSTANTINO, O PAI DO CRISTIANISMO.

      No ano de 307 d.c. subiu ao poder, em Roma, o Imperador Constantino. Ele herdou o poder depois de algumas lutas internas, intestinais, dentro do Império, de modo que, se fossem explicadas aqui, tomaria muito tempo e seria extremamente exaustivo. E tudo o que eu não quero ser é prolixo. O objetivo deste blog é ser extremamente objetivo e claro. Sem titubeio, e, é claro, científico.
        Constantino foi um dos maiores Imperadores que Roma já teve e um dos mais perniciosos para à igreja. Ora, antes dele ascender ao poder, conforme já narramos, houve cerca de dois séculos e meio de perseguição, a igreja crescia em meio a estas perseguições todas, houve é claro, momentos de relativa paz. No entanto, o compromisso era maior, a clareza , o amor, o ensino, a paixão pelo Evangelho, a simplicidade, etc. Com a ascensão deste Imperador, as coisas mudaram, aparentemente para melhor, porém, conforme veremos, não foi bem assim. A mudança foi tão profunda, que, até os dias de hoje vivemos este impacto. Provavelmente discorrerei sobre tais mudanças em mais de um artigo, dois, ou três, talvez.
       Naturalmente, o primeiro e mais imediato impacto sobre a igreja foi o fim das perseguições. Com o Édito de Milão, no ano 313d.c. declarou-se, oficialmente, o fim das perseguições. As vária propriedades confiscadas foram devolvidas, os "crimes de traição" foram perdoados. Foi a partir de Constantino que a pompa, o luxo, começou a entrar no seio da cristandade. sacerdotes começaram a viver ricamente e com as "bênçãos" do Estado. Criou-se uma Burocracia Estatal ornamenta com a unção do Império. Constantino vira o "décimo terceiro apóstolo". A igreja fica disforme. Corrompida.
         Este é apenas o começo da História, naturalmente, falarei mais sobre este assunto, no próximo artigo.
            Para pensar, Prof.José Costa.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, A ÚLTIMA PERSEGUIÇÃO. DIOCLECIANO.

         No final do terceiro século e, evidentemente, começo do quarto, houve a última das perseguições contra os cristãos, encetada pelo Imperador Diocleciano. A princípio, não parecia que este soberano iria perseguir à igreja. De fato, o Império havia sido dividido em uma tetrarquia, ou seja, quatro divisões, sendo duas no Oriente e duas no Ocidente. A parte oriental estava subjugada a Diocleciano e Galério, sendo o primeiro, Imperador, e o segundo, um César. O objetivo era ajudar na administração do Império, mas, também, na sucessão pacífica.
   Conforme já foi dito, não parecia que este Imperador iria perseguir aos cristãos, até sua esposa era cristã. No entanto, ele deixou-se influenciar por Galério, seu César( este era o título do segundo governante, o primeiro era o de Augusto). Segundo os historiadores, Galério não possuía simpatia pelos cristãos, e, convence Diocleciano a persegui-los. Os motivos seriam óbvios,  eles não eram obedientes aos decretos imperiais, ademais, não sacrificavam aos deuses e, em uma campanha contra os inimigos de Roma, possivelmente não pegariam em armas.
         No ano 303 d. c. desatou-se uma cruel perseguição. Os cristão eram obrigados a entregarem seus livros, seus manuscritos, e a Bíblia proibida de ser lida. muitos forma torturados e mortos. Neste ínterim, O Imperador fica enfermo e é obrigado a abdicar,  o que de fato aconteceu.
     No próximo artigo falaremos sobre Constantino e a sua influência maléfica para a cristandade que perdura até os dias atuais.
           Para pensar, prof. José Costa.

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O CRISTÃO ARRELIGIOSO E A IGREJA DEBUTE.

   Já escrevi sobre o teólogo alemão Dietrich  Bonhoeffer em outros artigos. Ele pastor , mártir e teólogo . Foi um dos grandes nomes da teo...