Para Lutero, a lei e a graça não eram duas coisas antagônicas, ou seja, oriundas de fontes distintas. É verdade que a lei não salva, porém, ele tem sua origem em Deus e teve seu objetivo desfigurado. Existe lei no Antigo testamento assim como existe graça, ou seja, a graça não está restrita ao Novo testamento. A lei é revelada para condenar, revela, portanto, o juízo divino ao pecador, a graça vem em direção ao pecador exatamente como resposta a esta condenação. Lei e graça são partes da revelação de Deus.
O pecador tem em Jesus esta justificação, na cruz, no escândalo da cruz. É na teologia da cruz que está a resposta para a enfermidade humana. É a cruz que inclui e transforma. Cruz é renúncia, é doação, é amor. O ímpio se faz justo e esta justificação é escandalosa, na medida que a mente humana não a entende. A mentalidade farisaica não a compreendeu. Por esta razão, é preciso entender que o justo é colocado nesta posição pelo Pai, mediante a oferta radical de Jesus na cruz. Lutero dizia: "Antes não havia na lei nenhuma delícia para mim. Porém, agora descobri que a Lei é boa e saborosa, e que me tem sido dada para que eu viva, e agora encontro nela prazer."
É para pensar, Prof. José Costa.
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