sábado, 6 de outubro de 2012

O PAPADO DE LEÃO, O GRANDE.

      Ele é considerado um dos maiores papas da cristandade. Foi bispo ( Papa ) de Roma, no século quinto da era cristã. Ora, já vimos em dois artigos anteriores, como o título de Papa tornou-se tão forte no Ocidente. Vale lembrar que na Igreja do Oriente este título não é reconhecido como tal. Veremos isto detalhadamente posteriormente, quando falaremos sobre o CISMA DO ORIENTE, em 1054.
      O Papa Leão, O grande, é conhecido como aquele que começou a fundamentar sua posição pela Escritura. Explico. Ele foi o primeiro a tentar provar que seu título não era uma simples designação, ao contrário, ele seria a continuação apostólica do cargo de Pedro. Vale lembrar que não existe prova histórica que venha fundamentar o fato de Pedro passar a sua autoridade ao seu sucessor. É tudo ilação. E, conforme já vimos, o título, em Roma, foi se fortalecendo devido a condições históricas. ( leiam os artigos anteriores sobre a origem do papado).
      Leão também é conhecido como aquele que, diplomaticamente, impediu que Átila, o rei dos Hunos, invadisse Roma, em 452 d.c. Nisto ele foi amplamente louvado. Era um estadista. Leão também foi muito generoso com os pobres da sua época. Ele é considerado como o primeiro Papa, no sentido corrente do termo. Embora não fosse reconhecido no sentido de infalibilidade. Este pensamento vai surgir séculos depois. De fato, foi uma grande personagem histórica.
      Para pensar,
      prof. José Costa.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

CONVITE PARA MATAR DEUS; PROVOCAÇÃO.

      Nietzsche, filósofo alemão do século XIX, falou da morte de Deus. Coisa absurda, diria alguns. Para mim Nietzsche foi um dos profetas da sua época. Ele foi a pedra que clamou em meio a um mar de miscelânea cristã. Ora, quem conhece a História sabe muito bem que o Cristianismo não brincou de matar gente. Tudo em nome de Deus. As cruzadas que o digam.Atualmente, é uma das maiores causas de doenças mentais existentes. Exagero? claro que não. O deus que o Cristianismo pregou ao longo dos séculos foi uma projeção da mente adoecida e neurótica da cristandade. Hoje a situação não é muito diferente. É verdade que não existem as Cruzadas dos tempos da Idade Média, porém, temos os triunfalismos, um deus avalista dos nossos triunfos, vingador das nossas causas e fonte de renda para muitos cassinos "evangélicos", disfarçados de igrejas.
       Nietzsche, com certeza, atualmente, iria matar deus de novo. Embora ela tenha convidado para a morte de deus por causa de seus traumas, todavia, ele tinha razão, até certo ponto. De fato, o deus que tem que morrer é o da cristandade adoecida. Uma projeção da mente humana. É claro que Deus, que existe e é verdadeiro, deve viver em nós, pois, ele não é religioso, nem cabe na instituição religiosa e nem autoriza o uso de seu nome para tamanha mercantilização da fé dos dias atuais. Pense nisso. 
      Prof. José Costa.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, A ORIGEM DO PAPADO, PARTE DOIS.

       No artigo anterior, nós vimos que o termo papa era usado para vários bispos, de várias igrejas, era um termo de carinho para com o líder. O bispo de Roma não possuía todo este poder que passou a ter posteriormente.
       Foi a partir do quarto século que o quadro começou a mudar. Com a suposta conversão de Constantino ao Cristianismo, sendo ele mesmo o Pai do Cristianismo paganizado ( o que é uma redundância ), o Bispo da principal cidade do Império, Roma, passou a ter uma proeminência maior. Mesmo assim, ainda não passou a ter o poder como nos dias atuais possui. Ora, toda atenção estava voltada, aos poucos, para a igreja romana. E mais, no quinto século da era cristã, especificamente no ano 476 d. c., caiu o último Imperador. Aos poucos, este vazio criado pela ausência da figura do   líder romano foi aos poucos preenchido pela figura papal. O fenômeno é basicamente om seguinte: O Imperador era considerado divino pelos romanos, pelo menos foi o que ocorreu com vários deles, que fomentaram essa ideia, Domiciano, por exemplo. Esta ideia de divindade passou para a cristandade com uma nova roupagem, a roupagem papal. Evidentemente, falta-me, aqui, o tempo necessário para explicar o fortalecimento da figura papal, o que pode ser realizado posteriormente em outros artigos. Falarei sobre Leão, O Grande e sobre Gregório, O Grande.
      Para pensar, Prof. José Costa.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

QUAL A ORIGEM DO PAPADO?

        Que o papa é o chefe da igreja ocidental, todo mundo sabe. Ele é considerado infalível quando fala em nome de Deus, através de bulas papais, por exemplo. No entanto, qual a origem do termo papa?  e mais! como este título, ao longo do tempo, fortaleceu-se? falo do título atribuído ao líder romano.
     A História é relativamente longa. Procurarei expor, de modo sucinto, a questão.
       A princípio, no primeiro século, por exemplo, o título Papa era relacionado a todo bispo de igreja. Pelo menos da grande maioria. Ora, o termo significa simplesmente papai. Era um termo de carinho, de respeito, de confiança, etc. o que quero dizer é que o título era usado não só para o bispo de Roma bem como para bispos de outras igrejas, aliás, sem a conotação que possui hoje, de infalibilidade, etc.
       Documentos antigos falam de Papa da igreja de Alexandria, de Cartago, etc. O centro espiritual da igreja não era Roma, aliás, Alexandria, no Egito, Cartago, na África, e a própria igreja de Jerusalém possuíam, evidentemente, maiores influências. Roma era apenas mais uma das várias igrejas existentes, sem possuir o poder que hoje possui.
       Continuarei a exposição do assunto em uma próxima ocasião.
        Para Refletir, Prof. José Costa.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA. QUEM ERAM OS BÁRBAROS?


      Durante vários anos o Império Romano foi alvo de opressões por parte de vários grupos que viviam fora das suas fronteiras. Eram os bárbaros. Assim os latinos chamavam estes povos. Havia os Hunos, os Vândalos, os Visigodos, os Godos, os Alamanos, os Francos, entre outros. Todo indivíduo que vivia fora das fronteiras de Roma era considerado um bárbaro. Eram nômades, vivendo da caça e de saques. Era comum a guera entre eles. Sorrateiramente, eles foram penetrando além das fronteiras do Império. Roma chegou a alistar alguns deles para seu exército. Eram chamados de Confederados. De tal modo que, quando a parte ocidental caiu, no século quinto da era cristã, o Império já estava fragmentado.
      O termo bárbaro é genérico, ou seja, refere-se aos grupos como um todo. É um termo altamente preconceituoso. Ora, para os romanos eles eram selvagens sem cultura. Nos dias de hoje, sabemos que a cosa não é bem assim. Com a invasão de Roma por parte deles uma leva de conversão aparentes ocorreram. Posteriormente, reis bárbaros uniram-se ao cristianismo constantiniano, eram bispos ungindo reis e reis indicando bispos. Uma receita para o fortalecimento da estrutura de poder. Em meio a tudo isso houve vozes discordantes.
      Para pensar, Prof. José Costa.

       

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, AGOSTINHO DE HIPONA.

      No quarto século da era cristã,  surgiu uma das maiores mentes da História e, consequentemente, da cristandade. O seu nome era Agostinho, também é conhecido como santo Agostinho. Ele nasceu em Tagaste, no norte da África, no ano e 354 d.c. , seu pai era soldado romano e sua mãe, Mônica, uma cristã.
     Ainda jovem, ao que parece, com dezessete anos, ele foi enviado a Cartago, no norte da África, para estudar retórica. Conheceu uma mulher, com quem teve um filho chamado Adeodato. Duas inquietações básicas afligiam Agostinho : a origem do mal e a busca da verdade, por isso, ainda em Cartago se converteu ao Maniqueísmo, penamento filosófico que pregava a existência de dois princípios absolutos: o mal e o bem. Após alguns anos, deixou tal doutrina.
     Mudando-se para Milão, tornou-se Neoplatônico. O pensamento básico do neoplatonismo era a existência do UM INEFÁVEL, do qual provinham todas as coisas. O mal, portanto, para o neoplatonismo era oriundo de um afastamento deste UM. Abandona também esta ideia. Converte-se ouvindo Ambrósio de Milão e torna-se uma das maiores mentes e um dos maiores escritores da História, embora tenha dito algumas bobagens.Era filho da sua época. Veja o meu artigo sobre ONANISMO. Grande parte da teologia Medieval tem por base Agostinho.
   Tornou-se bispo de Hipona, cidade africana. Uma das suas maiores obras foi a Cidade de Deus.
      Para pensar. Prof. José Costa.
      

domingo, 16 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, MONASTICISMO.

      Houve um movimento que ocorreu, tanto no Oriente, bem como no Ocidente, que foi uma reação, em certa medida, de alguns, diante do quadro geral que se encontrava a igreja, após Constantino. Este movimento chama-se Monasticismo.
     O movimento monástico não tem um fundador, pelo menos não se conhece tal indivíduo, ele foi, portanto, originado de uma leva de pessoas que acorreram em direção ao deserto. Isto ocorreu principalmente, com toda força, no quarto século. Dois monges que viveram no quarto século, são bastante conhecidos, a saber, Atanásio e Paulo. Este último viveu em uma caverna durante décadas. Antônio, fez doação de todos os seus bens e também foi viver no deserto. Em um outro artigo falarei sobre o Monasticismo Ocidental, visto que, a origem do monasticismo ocorreu, ao que parece, no Oriente, principalmente no Egito e na Síria.
      Conquanto Jesus não tenha sido monge, e a opção monástica é uma espécie de fuga da realidade, algumas pontos positivos advém do monasticismo, entre eles a conservação dos muitos manuscritos e o incentivo a leitura. Existem algumas diferenças básicas entre o monasticismo ocidental e oriental. Isto veremos posteriormente.
      Para pensar, Prof. José Costa.

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O CRISTÃO ARRELIGIOSO E A IGREJA DEBUTE.

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