sexta-feira, 28 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, A ORIGEM DO PAPADO, PARTE DOIS.

       No artigo anterior, nós vimos que o termo papa era usado para vários bispos, de várias igrejas, era um termo de carinho para com o líder. O bispo de Roma não possuía todo este poder que passou a ter posteriormente.
       Foi a partir do quarto século que o quadro começou a mudar. Com a suposta conversão de Constantino ao Cristianismo, sendo ele mesmo o Pai do Cristianismo paganizado ( o que é uma redundância ), o Bispo da principal cidade do Império, Roma, passou a ter uma proeminência maior. Mesmo assim, ainda não passou a ter o poder como nos dias atuais possui. Ora, toda atenção estava voltada, aos poucos, para a igreja romana. E mais, no quinto século da era cristã, especificamente no ano 476 d. c., caiu o último Imperador. Aos poucos, este vazio criado pela ausência da figura do   líder romano foi aos poucos preenchido pela figura papal. O fenômeno é basicamente om seguinte: O Imperador era considerado divino pelos romanos, pelo menos foi o que ocorreu com vários deles, que fomentaram essa ideia, Domiciano, por exemplo. Esta ideia de divindade passou para a cristandade com uma nova roupagem, a roupagem papal. Evidentemente, falta-me, aqui, o tempo necessário para explicar o fortalecimento da figura papal, o que pode ser realizado posteriormente em outros artigos. Falarei sobre Leão, O Grande e sobre Gregório, O Grande.
      Para pensar, Prof. José Costa.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

QUAL A ORIGEM DO PAPADO?

        Que o papa é o chefe da igreja ocidental, todo mundo sabe. Ele é considerado infalível quando fala em nome de Deus, através de bulas papais, por exemplo. No entanto, qual a origem do termo papa?  e mais! como este título, ao longo do tempo, fortaleceu-se? falo do título atribuído ao líder romano.
     A História é relativamente longa. Procurarei expor, de modo sucinto, a questão.
       A princípio, no primeiro século, por exemplo, o título Papa era relacionado a todo bispo de igreja. Pelo menos da grande maioria. Ora, o termo significa simplesmente papai. Era um termo de carinho, de respeito, de confiança, etc. o que quero dizer é que o título era usado não só para o bispo de Roma bem como para bispos de outras igrejas, aliás, sem a conotação que possui hoje, de infalibilidade, etc.
       Documentos antigos falam de Papa da igreja de Alexandria, de Cartago, etc. O centro espiritual da igreja não era Roma, aliás, Alexandria, no Egito, Cartago, na África, e a própria igreja de Jerusalém possuíam, evidentemente, maiores influências. Roma era apenas mais uma das várias igrejas existentes, sem possuir o poder que hoje possui.
       Continuarei a exposição do assunto em uma próxima ocasião.
        Para Refletir, Prof. José Costa.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA. QUEM ERAM OS BÁRBAROS?


      Durante vários anos o Império Romano foi alvo de opressões por parte de vários grupos que viviam fora das suas fronteiras. Eram os bárbaros. Assim os latinos chamavam estes povos. Havia os Hunos, os Vândalos, os Visigodos, os Godos, os Alamanos, os Francos, entre outros. Todo indivíduo que vivia fora das fronteiras de Roma era considerado um bárbaro. Eram nômades, vivendo da caça e de saques. Era comum a guera entre eles. Sorrateiramente, eles foram penetrando além das fronteiras do Império. Roma chegou a alistar alguns deles para seu exército. Eram chamados de Confederados. De tal modo que, quando a parte ocidental caiu, no século quinto da era cristã, o Império já estava fragmentado.
      O termo bárbaro é genérico, ou seja, refere-se aos grupos como um todo. É um termo altamente preconceituoso. Ora, para os romanos eles eram selvagens sem cultura. Nos dias de hoje, sabemos que a cosa não é bem assim. Com a invasão de Roma por parte deles uma leva de conversão aparentes ocorreram. Posteriormente, reis bárbaros uniram-se ao cristianismo constantiniano, eram bispos ungindo reis e reis indicando bispos. Uma receita para o fortalecimento da estrutura de poder. Em meio a tudo isso houve vozes discordantes.
      Para pensar, Prof. José Costa.

       

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, AGOSTINHO DE HIPONA.

      No quarto século da era cristã,  surgiu uma das maiores mentes da História e, consequentemente, da cristandade. O seu nome era Agostinho, também é conhecido como santo Agostinho. Ele nasceu em Tagaste, no norte da África, no ano e 354 d.c. , seu pai era soldado romano e sua mãe, Mônica, uma cristã.
     Ainda jovem, ao que parece, com dezessete anos, ele foi enviado a Cartago, no norte da África, para estudar retórica. Conheceu uma mulher, com quem teve um filho chamado Adeodato. Duas inquietações básicas afligiam Agostinho : a origem do mal e a busca da verdade, por isso, ainda em Cartago se converteu ao Maniqueísmo, penamento filosófico que pregava a existência de dois princípios absolutos: o mal e o bem. Após alguns anos, deixou tal doutrina.
     Mudando-se para Milão, tornou-se Neoplatônico. O pensamento básico do neoplatonismo era a existência do UM INEFÁVEL, do qual provinham todas as coisas. O mal, portanto, para o neoplatonismo era oriundo de um afastamento deste UM. Abandona também esta ideia. Converte-se ouvindo Ambrósio de Milão e torna-se uma das maiores mentes e um dos maiores escritores da História, embora tenha dito algumas bobagens.Era filho da sua época. Veja o meu artigo sobre ONANISMO. Grande parte da teologia Medieval tem por base Agostinho.
   Tornou-se bispo de Hipona, cidade africana. Uma das suas maiores obras foi a Cidade de Deus.
      Para pensar. Prof. José Costa.
      

domingo, 16 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, MONASTICISMO.

      Houve um movimento que ocorreu, tanto no Oriente, bem como no Ocidente, que foi uma reação, em certa medida, de alguns, diante do quadro geral que se encontrava a igreja, após Constantino. Este movimento chama-se Monasticismo.
     O movimento monástico não tem um fundador, pelo menos não se conhece tal indivíduo, ele foi, portanto, originado de uma leva de pessoas que acorreram em direção ao deserto. Isto ocorreu principalmente, com toda força, no quarto século. Dois monges que viveram no quarto século, são bastante conhecidos, a saber, Atanásio e Paulo. Este último viveu em uma caverna durante décadas. Antônio, fez doação de todos os seus bens e também foi viver no deserto. Em um outro artigo falarei sobre o Monasticismo Ocidental, visto que, a origem do monasticismo ocorreu, ao que parece, no Oriente, principalmente no Egito e na Síria.
      Conquanto Jesus não tenha sido monge, e a opção monástica é uma espécie de fuga da realidade, algumas pontos positivos advém do monasticismo, entre eles a conservação dos muitos manuscritos e o incentivo a leitura. Existem algumas diferenças básicas entre o monasticismo ocidental e oriental. Isto veremos posteriormente.
      Para pensar, Prof. José Costa.

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, CONSTANTINO, O PAI DO CRISTIANISMO, PARTE 2.

      No artigo anterior nós falamos que em 307 d. c. Constantino vira Imperador. No ano de 313 d.c. houve o fim das perseguições, pelo Édito de Milão. A igreja passou a viver em paz, uma paz aparente, pois, o luxo e a pompa começaram a irromper. Surgiram as catedrais, as basílicas, as torres, os centros de poder religioso. Muitos bispos passaram a serem indicados pelo Imperador para tal e tal igreja. O conceito de guerra santa surgiu aí. Com o líder Constantino a ideia de conquistar em nome de Deus tomou forma, era a "Guerra Santa". Surgiram teólogos que fomentavam a ideia de que o Reino de Deus seria implantado aqui na terra por meio de Constantino. Eram os profetas que legitimavam o poder imperial e espiritual, conforme acontece hoje em dia com determinados líderes políticos que de maneira "messiânica" usam o nome de Deus para chegar aonde querem, ideologizando Deus. Não faltam "profetas" para legitimar tal pensamento. Constantinopla é embelezada, a cidade de Constantino. Posteriormente, surgiu a ideia do papado ( falaremos disso depois). Surgiu o Cristianismo Constantiniano, com pompas, riquezas, indicação de bispos, Reis indicando  bispos e bispos "ungindo reis". É a parceria Estado igreja, fortalece-se a estrutura de poder que oprime. Aparece a ideia de salvação por obras, batismos supervalorizados, confrarias, corrupção, mentiras, celibatos e toda sorte de conceitos equivocados. É a dominação em "nome do Senhor". Surgiu a estrutura de poder dominante e manipulador que perdura até os dias de hoje. Em meio a tudo isso, houve vozes discordantes, conforme veremos adiante.
       Para pensar, Prof. José Costa.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DA IGREJA, O IMPACTO DE CONSTANTINO, O PAI DO CRISTIANISMO.

      No ano de 307 d.c. subiu ao poder, em Roma, o Imperador Constantino. Ele herdou o poder depois de algumas lutas internas, intestinais, dentro do Império, de modo que, se fossem explicadas aqui, tomaria muito tempo e seria extremamente exaustivo. E tudo o que eu não quero ser é prolixo. O objetivo deste blog é ser extremamente objetivo e claro. Sem titubeio, e, é claro, científico.
        Constantino foi um dos maiores Imperadores que Roma já teve e um dos mais perniciosos para à igreja. Ora, antes dele ascender ao poder, conforme já narramos, houve cerca de dois séculos e meio de perseguição, a igreja crescia em meio a estas perseguições todas, houve é claro, momentos de relativa paz. No entanto, o compromisso era maior, a clareza , o amor, o ensino, a paixão pelo Evangelho, a simplicidade, etc. Com a ascensão deste Imperador, as coisas mudaram, aparentemente para melhor, porém, conforme veremos, não foi bem assim. A mudança foi tão profunda, que, até os dias de hoje vivemos este impacto. Provavelmente discorrerei sobre tais mudanças em mais de um artigo, dois, ou três, talvez.
       Naturalmente, o primeiro e mais imediato impacto sobre a igreja foi o fim das perseguições. Com o Édito de Milão, no ano 313d.c. declarou-se, oficialmente, o fim das perseguições. As vária propriedades confiscadas foram devolvidas, os "crimes de traição" foram perdoados. Foi a partir de Constantino que a pompa, o luxo, começou a entrar no seio da cristandade. sacerdotes começaram a viver ricamente e com as "bênçãos" do Estado. Criou-se uma Burocracia Estatal ornamenta com a unção do Império. Constantino vira o "décimo terceiro apóstolo". A igreja fica disforme. Corrompida.
         Este é apenas o começo da História, naturalmente, falarei mais sobre este assunto, no próximo artigo.
            Para pensar, Prof.José Costa.

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O CRISTÃO ARRELIGIOSO E A IGREJA DEBUTE.

   Já escrevi sobre o teólogo alemão Dietrich  Bonhoeffer em outros artigos. Ele pastor , mártir e teólogo . Foi um dos grandes nomes da teo...