sábado, 18 de maio de 2013

UMA FILOSOFIA DA RELIGIÃO

     Conforme o título já diz, realizar filosofia da religião é fazer uma análise crítica e reflexiva sobre o fenômeno religioso. Esta prática é muito antiga. Os gregos da antiguidade já faziam isto.
   Platão chegou a afirmar que a religião pode servir de instrumento de manutenção do poder instituído. O pai da medicina, Hipócrates, falou que as doenças tem causas naturais, o que para a época era um pensamento revolucionário. O próprio Sócrates foi morto porque questionou a existência dos deuses e falou na possibilidade de um Deus único. Eurípides disse que o ser humano tem uma fé interesseira, de acordo com suas conveniências. Foi uma espécie de iluminista em sua época, séculos antes do iluminismo surgir como filosofia. Demócrito falou que a religião é medo causado por impressões de fenômenos que não podemos explicar. Tucídedes um historiador grego fez História científica, sem superstição e mitologia.
     Para pensar 
     Prof. José Costa.

domingo, 12 de maio de 2013

HERÁCLITO DE ÉFESO, O FILÓSOFO DO DEVIR

     Um dos maiores filósofos da História, Heráclito era de família rica, aristocrática. Nasceu em Éfeso e era um indivíduo reservado. De fato, ele dizia que era necessário o desprezo pelas massas, pois, elas viviam adormecidas, vivendo sem o uso da razão. Somente o verdadeiro filósofo pode viver em harmonia com o logos.
     Nasceu, provavelmente, em 540 a. C. e morreu em 480 a. C. e uma dos seus pensamentos centrais era a explicação de que tudo o que existe tem a sua origem no fogo. De fato, dizia ele, tudo era devir, ou seja, via a ser.  "Tudo flui"! é o pensamento da filosofia heraclitiana. A sua escola é conhecida como mobilista. Assim como o fogo é perene e se movimenta, assim a realidade é dinamismo puro.
   O Logos também possui lugar de proeminência no pensamento deste filósofo o termo pode ser definido como " a lei de que rege o cosmo", portanto, nós participamos do logos, mas, somente o verdadeiro filósofo é que possui esta percepção.
       Prof. José Costa.

ANAXÍMENES, O TERCEIRO FILÓSOFO

   Ele era filho de Euristrato. Foi discípulo de Anaximandro. Viveu no sexto século a.C. ( 588 a 524 a. C.). Anaxímenes julgava que a base de toda a existência é o ar. Em relação a Anaximandro isto parece ser uma espécie de retrocesso. Em relação ao seu mentor e amigo.
  Ao que parece, o ar de Anaxímenes não era um elemento material. Ele sugere que existe um elemento espiritual que também está no ser humano, o pneuma, que dá origem a tudo : ao fogo, a água, as pedras, a vida enfim.
 Ainda pareça ser um pensamento um tanto tolo, ele propôs um argumento racional e não mítico para toda a existência e reforçou a ideia de que existe uma base única para tudo.
 Tales, Anaximandro e Anaxímenes revolucionaram o pensamento filosófico e levaram muitos a questionar a realidade e propuseram uma resposta ao fundamento último de toda a realidade.
   Prof. José Costa. 

sábado, 11 de maio de 2013

ANAXIMANDRO, O SEGUNDO FILÓSOFO

    Discípulo de Tales de Mileto e citado na obra de Aristóteles, A METAFÍSICA, como segundo filósofo, Anaximandro é uma figura, no mínimo, notável.
    A cidade de Mileto era um centro comercial. Isto proporcionou um terreno fértil para o desenvolvimento do pensamento filosófico. Tales e Anaximandro foram singulares porque pensaram racionalmente sobre a realidade última. Para não fazer injustiça, vale lembrar também, Anaxímenes, que veio depois.
   Anaximandro foi um pensador genial. Foi ele que dissertou sobre o arché, ou seja, a base de tudo o que existe. Para ele, o princípio de toda a realidade é o ápeiron, uma substância primigênia, não criada, eterna, fundamento último de toda a realidade. Era o ápeiron uma substância infinita, que deu base a tudo o que existe.
  Este pensamento é conhecido como monismo, pois, ao contrário do pensamento mítico anterior, diz que a realidade tem por base um único princípio.
   Anaximandro disse uma verdade eterna. Embora não soubesse explicar o que era o ápeiron, ele foi genial na sua afirmação.
    Para pensar,
    Prof. José Costa.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

MAHATMA GANDHI E A NÃO VIOLÊNCIA. PARTE VI

    A Índia do século XVIII era próspera. Possuía uma longa tradição de vendas de especiarias, sedas e objetos de artes. Escolas existiam em várias cidades. Impostos eram retornados à população em forma de construções de estradas e templos arquitetônicos.
   A agricultura era praticada de forma abundante. A fome era rara.
 No século XIX, porém, durante o contexto do imperialismo econômico houve uma invasão arrasadora deste país. O Império Britânico acachapou o país. Impôs duras regras. Monopolizou o tecido, o sal, aumentou impostos, escravizou a população. Impôs duras condições.
   Foi neste contexto que o Gandhi encontrou quando voltou para o seu país, no começo do século XX.
   Em 1930, encabeçou a marcha do sal. A Inglaterra não permitia  a produção do sal pelo os indianos, apesar do longo litoral indiano banhado pelo oceano Índico. Milhares de indianos seguiram Gandhi até o litoral indiano para simbolicamente extrair sal do mar. Praticando a não - violência , muitos foram presos. Inclusive o Gandhi.
   Prof. José Costa.

domingo, 5 de maio de 2013

TALES DE MILETO. O PRIMEIRO FILÓSOFO

   A Filosofia não nasceu na Grécia. Curioso não é? de fato, ela não nasceu na Grécia continental, mas, nas colônias gregas da Ásia menor.
   O primeiro filósofo foi Tales, da cidade de Mileto. Antes dele, o pensamento era mítico. Lembrando que o mito tem o seu valor. Com Tales, o eixo do pensamento filosófico é deslocado para o cosmo. A visão dele, portanto, é cosmológica. Foi o primeiro a questionar sobre o fundamento da realidade. Sobre a necessidade de explicar o porquê da existência de todas as coisas. Ele via como resposta a água. Ela seria o princípio de tudo Com a água temos vida. Ela é quem deu origem as formas de existência. O mundo está suspenso em um imenso oceano. Não possuímos manuscritos de Tales, apenas referência a ele nas obras de Aristóteles. No seu livro sobre Metafísica Tales é mencionado. Ele viveu no século VI a. C. e até hoje é admirado. Foi filósofo, matemático e astrônomo. Morreu caindo em um buraco na rua, enquanto fazia observações.
    Devemos a ele o fato de que preocupou - se com o arché,ou seja, o princípio da realidade. Depois dele, a filosofia marchou a passos largos, com Anaxímenes, Anaximandro, e tantos outros.
    Prof. José Costa.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

ATEÍSMO, AGNOSTICISMO, DEÍSMO E TEÍSMO

   Fui questionado uma vez sobre a seguinte questão: " se você crer em Deus, porque certas afirmações suas tem um tom de ateísmo? não foi necessariamente nestas palavras, mas, foi neste espírito, que a pessoa me interrogou. Eu respondi que apenas fazia críticas ao sistema religioso.
  O ateísmo é a negação da ideia de Deus. No século XIX surgiram nomes eminentes do ateísmo como Feuerbach, que disse que Deus era uma projeção da mente humana. O homem criou Deus porque necessita desta ideia. Ele tem um pai terreno e projeta esta ideia, criando um pai divino, etc. Nietzsche, também do século XIX, nasceu depois de Feuerbach, e falou que Deus não existia. De fato, a sua famosa frase :" Deus está morto" significa que a ideia de Deus estava morrendo a fim de nascer o super-homem, sem a ideia de Deus e que seria forte, pois, a misericórdia e o perdão são para os fracos. Tanto Nietzsche como Feuerbach confundiram Deus com as maldades feitas em nome dele. Eram ateus traumatizados com a religião, a exemplo de Freud. 
 O agnosticismo não e a negação de Deus. Ela ver a possibilidade da sua existência. Se Deus existe, não há como provar.
   O Deísmo é um sistema que tomou forma no iluminismo e dizia basicamente o seguinte : " Deus existe, porém, não governa o universo. Deu cordas a ele, formou leis que regem tudo, mas, está encerrado em um cantão do universo" . Deus aparece como um grande relojoeiro que formou o relógio, mas, que deixou-o para que ele seguisse o seu curso.
   O Teísmo, como o nome já diz, é a crença em Deus. Não gosto de ser chamado de teísta, pois, teísmo é um sistema de crença em Deus. 
Ele tenta provar a existência de Deus, mas,não se prova aquilo que é evidente. Deus é. Isto basta. Na palavra, que é O CRISTO, Deus é mostrado, diria Soren Kierkegaard.
    Prof. José Costa.
   
   

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