sábado, 29 de dezembro de 2012

ÚLTIMO ARTIGO DE 2012. O AMOR

        Amar é necessário. Amar é a cura para muitos males. Amar faz bem, faz crescer, mesmo em meio a dor; aliás, amar dói muitas vezes. Deus sofreu na cruz em amor. Quem tem medo de amar encolhe o amor dentro de si. O verdadeiro amor lança fora o medo, diz o texto bíblico. Ora, medo e amor são coisas antagônicas. Quem ama não tem medo de doar-se. Não tem medo  de ser enganado. Quem ama se ama e não se entrega as cafajestagem da existência. O amor não é cego. Há aqueles que amam e porque amam entregam-se. Há aqueles que amam e porque amam cuidam dos frutos do amor, ainda que não seja correspondido. O amor é maduro e liberta o outro. O amor não é paixão, embora possa haver doses  de paixão no amor. A paixão é química que aparece e se desvanece com o tempo. O amor é eterno, embora que na conjugalidade precise de nutrição. O amor cura os traumas do medo de amar. Traumas que decorrem de lares por vezes, sem amor. A decisão de amar cabe a nós. O amor gera frutos de bondade e perdoa. O amor nunca é completo em nós, pois, somos inacabados. Deus é amor.
         Em amor, leiam e pensem, 
         Feliz 2013. Prof. José Costa.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O PONTIFICADO DE PIO IX E A INFALIBILIDADE PAPAL

        O século XIX foi um século de profundas transformações. A Itália conseguiu a sua unificação em 1870, sob a liderança do Rei Vítor Emanuel do reino de piemonte, ao norte da península. Parte das terras da igreja foram confiscadas ( para saber como a igreja tornou-se tão poderosa e cheia de terras na Itália, veja alguns artigos anteriores). 
          Pio IX teve um papado paradoxal, pois, ao mesmo tempo em que perdia poder temporal, para compensar tal perda, definiu a doutrina, absurda, da infalibilidade papal. Segundo tal doutrina, absurda e ilógica, o papa é infalível quando fala acerca de assuntos morais. Quem for ingênuo, acredite. Na verdade, houve vozes discordantes dentro  igreja, conhecidos como "Velha igreja católica", porém, não foi suficiente para abafar tal pensamento.
          Em 1854, foi promulgada a "Imaculada Conceição de Maria", empurrada à força por Pio IX, por séculos a igreja discutia tal doutrina, o próprio Agostinho ( Santo Agostinho), era contra a imaculada conceição. Pio IX não quis conversa, deu o veredito final autoritariamente. 
     Quando Pio IX morreu seus sucessores confirmaram as doutrinas do concílio do vaticano I, além disso, consideravam-se prisioneiros no Vaticano sem reconhecer a unificação italiana,  conflito foi resolvido em 1929, num acordo entre Pio XI e Mussolini. Por este acordo Mussolini concedeu uma polpuda indenização à igreja, esta por sua vez, reconhecia a unificação italiana, e, consequentemente, o regime ditatorial e sanguinário do fascismo. Os bispos deviam obediência ao Estado fascista. De fato, a grana resolveu a querela.
             Sem mais a dizer, falando de História pura, para pensar, 
             Prof. José Costa.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O PERÍODO NAPOLEÔNICO ( 1799-1815)

                Napoleão Bonaparte foi um general francês ( 1869-1821), que governou a França por dezesseis anos ( 1799-1815). Ele é, sem dúvida nenhuma, um dos líderes franceses mais famosos da História. Nasceu na ilha de Córsega, na época administrada pela França. Filho de Letícia, e casado com Josefina, foi uma figura controversa. Até hoje existem divergências de opiniões a seu respeito. Para uns ele foi o consolidador da Revolução Francesa, para outros, ele foi um líder cruel e tirano. 
           O fato é que ele vinha ganhando popularidade na França. Antes de chegar ao poder empreendeu campanhas no Egito e anexou territórios para o seu país. Em 1799 consegue o título de primeiro cônsul no Diretório francês, em 1804, torna-se Imperador.
          Napoleão Bonaparte consolidou o poder da burguesia na França, ele empreendeu um CÓDIGO DO DIREITO CIVIL, que é uma das bases do Direito Ocidental, depois do Direito Romano. Por este Código, os sindicatos não eram permitidos, nem o direito de greve. O patrão era beneficiado, em detrimento do empregado. O código possuía algumas vantagens para o cidadão, a liberdade de consciência, de trabalho, etc. O papa Pio VII, na época fez acordos com Napoleão a fim de assegurar a supremacia católica na França. Bonaparte criou o banco francês e uma nova moeda, o franco. Foi derrotado pelos ingleses e exilado na ilha de Santa Helena, em 1815.
               Prof. José Costa.

O PERÍODO DO TERROR NA REVOLUÇÃO FRANCESA

                 Os anos de 1792 - 1794 são conhecidos como o " período do terror" da Revolução. É neste período que ocorre os radicalismos.É também neste período que acontece a primeira República francesa, pois, a Monarquia Constitucional da fase imediatamente anterior, é abolida depois da decapitação de Luís XVI. Destacam-se nesta fase os partidos políticos dos Girondinos, de direita, cujo líder era Brissot, defendendo a propriedade privada; e os Jacobinos, com Danton, Robespierre e Marat, partido de esquerda, defensores de medidas mais extremadas e populares, aliás os termos direita e esquerda tão usado no meio político e que hoje se confundem tem sua origem na Revolução Francesa, pois, na Assembleia os Girondinos assentavam-se à direita e os jacobinos à esquerda.
             Foram criados os tribunais revolucionários e comitês de salvação pública. Era o "terror necessário", para combater os inimigos da Revolução. Bens foram confiscados e terras doadas aos mais necessitados. De fato, a escravidão nas colônias foram desfeitas, além disso, formulou-se uma legislação social  bastante avançada. 
          O período termina com a decapitação de Robespierre acusado de tirania em 1794, começa a terceira fase da Revolução, com o Golpe do Nove do Termidor.
                  Prof. José Costa.

domingo, 2 de dezembro de 2012

A REVOLUÇÃO FRANCESA E A CONSTITUIÇÃO CIVIL DO CLERO

        Vimos no artigo passado os antecedentes da Revolução Francesa, não vamos repetir tais antecedentes (ver o artigo anterior). Em 4 de maio de 1789, os Estados Gerais se reuniram para votarem os aumentos de impostos, ou seja, propor que o primeiro e o segundo estados pagassem impostos. A burguesia era o terceiro Estado, sustentava os demais. O clero e a nobreza eram, respectivamente, o primeiro e o segundo Estados. Como a votação era por ordem, e não por cabeça,  era injusta. O terceiro Estado se rebela. No dia 17 de junho de 1789, ele reúnem-se em uma quadra de tênis e propõem a Constituição civil do clero e A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO ( do homem, mulher não possuía direitos). Em 14 de julho de 1789, a bastilha é derrubada, era um velho castelo que servia como prisão. Esta data é considerada símbolo da Revolução Francesa.
           O clero foi obrigado a prestar juramento a constituição. Alguns não fizeram tal juramento, eram os não-juramentados. De certa forma, a contestação do povo em relação ao clero era válida, pois, a folgança era grande e muitos prelados não eram pastores, e sim exploradores do povo. Esta fase é conhecida como a primeira fase da Revolução Francesa (1789-1792). Surgiu uma Monarquia Constitucional, foi também a fase do "grande medo" , pois, houve invasões de terras por parte dos camponeses. Ela termina  com a decapitação de Luís XVI.
               Prof. José Costa,  
               Para Pensar.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

ANTECEDENTES DA REVOLUÇÃO FRANCESA

  A França do século XVIII ainda era absolutamente feudal, enquanto a Inglaterra estava voltada à industrialização, o país francês encontrava-se no absolutismo monárquico, com um rei envolvido em dívidas de guerra e gastando mais do que arrecadava. Ademais, o clero e a nobreza encontrava-se de modo absolutamente parasitário e sem pagar impostos. A burguesia, nome genérico que indicava os grandes comerciantes, pequenos comerciantes, artesãos, agricultores e o resto do povo, estava sufocada pela cobrança excessiva de impostos e pela falta de tato dos governantes.
    A crise climática também contribuiu para a Revolução, pois, com secas que vieram, as colheitas foram profundamente afetadas, gerando perdas da produção agrícola e, consequentemente, aumento dos alimentos, além da escassez.As ideias dos iluministas também contribuíram significativamente para a Revolução Francesa ( que teve um caráter burguês, conforme veremos), pois, o iluminismo pregava contra a tirania dos reis e do Antigo regime. Voltaire, Rousseau, John Lock, entre outros, eram considerados verdadeiros heróis e foram, sem dúvida, os ideólogos da Revolução Francesa.
     Para pensar,
     Prof. José Costa.

sábado, 24 de novembro de 2012

O FUNDAMENTALISMO EM UMA VISÃO CRÍTICA. PARTE II

       O filósofo Hegel, no século dezenove, falou que a possibilidade de pensar é a "razão". Nisto ele estava certo e contribuiu significativamente para a História da Filosofia e da Teologia. Após Hegel a Teologia não foi mais a mesma, nem a História, nem a Filosofia. Falaremos de Hegel em outra ocasião.
     Disse isto porque todo fundamentalista devia aprender com ele.O espírito fundamentalista não permite a possibilidade do encontro, ele quer fazer de sua maneira de pensar uma lei geral. É anacrônico. Hypátia, a filósofa, morreu por causa do fundamentalismo frio dos cristãos de Alexandria, no quarto século ( ver meu artigo sobre ela). Foi o fundamentalismo que levou um líder protestante da atualidade nos E.U.A. a interpretar o furacão Sandy como sendo castigo de Deus pelo fato de Obama ser flexível em ralação aos homossexuais. Isso é que é fundamentalismo declarado, letrismo puro. A letra mata.
        Acerca do fundamentalismo diz o teólogo Paul Tillich, um dos maiores teólogos do século vinte : " Os fundamentalistas confundem a verdade eterna com a expressão temporal desta verdade."
         Para problematizar,
         Prof. José Costa. 

Postagem em destaque

O CRISTÃO ARRELIGIOSO E A IGREJA DEBUTE.

   Já escrevi sobre o teólogo alemão Dietrich  Bonhoeffer em outros artigos. Ele pastor , mártir e teólogo . Foi um dos grandes nomes da teo...