quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O FINITO E O INFINITO ( kIERKEGAARD)

   Abordando a questão do  ser humano como tal, o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard discorre  sobre a sua posição no concerne a liberdade humana no tempo e espaço, sem esquecer da realidade necessária. Ora, a síntese resume-se no fato de que este indivíduo inserido no mundo é paradoxal, ou seja, ele vive  nesta dialética constante da existência, onde o  possível e o necessário andam juntos. O ser humano, portanto não é alvo do fatalismo, ele pode costurar a sua existência, a partir do momento no qual ele tem consciência de si e é mergulhado nesta realidade, as suas ações constroem o seu caminho. No entanto este ser que costura o seu caminho é envolto também em necessidades, ou seja, limita-se ao tempo espaço. Ele não é Deus, embora seja um deus. Vós sois deuses. Sem chegar aos extremos Kierkegaard enfatiza de modo fantástico esta dialética existencial, não se pode prescindir da necessidade, porque ela existe , todavia, não podemos prescindir do possível, porque senão a necessidade viraria um deus para nós, e estaríamos fadados a ela, negando assim a nossa liberdade real, esta que nos angustia e nos diferencia dos animais. O ser humano sabe de si. Ele é um ser reflexivo e voltado para escolhas. Como diria o Paulo Freire : O homem é um ser condicionado, mas não necessitado".  E o grande Soren falou que "ele é uma síntese de finito e de infinito, de liberdade e necessidade".
   É para pensar, 
 Prof. José Costa, em 18 de janeiro de 2018, redescobrindo Kierkegaard . 

domingo, 17 de dezembro de 2017

O CONCEITO DE ANGÚSTIA

 Dinamarquês. Filósofo que viveu no século XIX, Soren Kierkegaard foi um dos grandes pensadores que a História nos legou. Entre outras obras, escreveu o CONCEITO DE ANGÚSTIA, obra na qual faz uma análise psicológica do pecado original.
   A angústia sempre no acompanha, desde o Éden, ela é possibilidade, é escolha tensa, é ligada a ambiguidade da existência, o filósofo chegou a dizer que a "ANGÚSTIA É A LIBERDADE TRAVADA",  ou seja, sua vertigem, é como olhar de cima de um precipício. Eis a escolha. Pular? usar da liberdade para o pulo? Vertigem. Escolha. Salto da racionalidade ou da irracionalidade. 
   A vida é marcada por alguns estágios ( ou estádios) existenciais, a saber : A fase estética, onde o indivíduo busca o prazer pelo prazer, gerando vazio da alma. O estágio ético, no qual o indivíduo cumpre normas. E o estágio da Fé, que não é cumprimento de doutrinas eclesiásticas, aliás o Kierkegaard denuncia o formalismo da igreja dinamarquesa de sua época. Esta fé é a entrega da alma ao absurdo da existência, fé que "desabsurdifica" a vida, lhe dá sentido, significado. Isto ocorre por UM SALTO EM DIREÇÃO A DIVINDADE,  o salto da fé, que dá-se por DECISÃO, ESCOLHA,
    Curiosamente, o desespero diante do vazio, pode levar a este salto, por escolha da vontade livre,
     Para pensar,
     Prof. José Costa.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

OS SALMOS ( ALGUMAS CONSIDERAÇÕES)

 


  Os salmos bíblicos são poemas líricos, ou seja, expressam a subjetividade humana, as suas angústias e, muitas vezes, o desespero diante de um Deus que supostamente está longe, distante, apagado, caduco ou esquecido de suas promessas, como é o caso do salmo 77, um salmo de Asafe.
    É relevante lembrar que o livro dos Salmos é o livro mais citado no Novo Testamento, ou seja, das mais de trezentas citações de livros do Antigo Testamento, no Novo, o livro poético dos Salmos é citado por mais de cem vezes. Jesus, por exemplo, na cruz, cita o Salmo 31, "pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito".
   O termo Salmo, vem do grego, psalmoi,e quer dizer louvores, saltério. Fato curioso é o de que o salmista e rei Davi é sempre lembrado como o autor deste livro, no entanto, ele escreveu 73 do total, entre eles, o famoso salmo 51, o salmo da penitência. São 12 os autores salmistas. Entre eles temos Moisés ( Salmo90), Salomão ( Salmo 72 e 127), Jeremias ( Salmo 137), entre outros autores, a saber, Asafe, com 12 salmos, os filhos de Coré com dez salmos, Ageu, Zacarias, Ezequias, Esdras, Etã e Hemã. Este livro é o coração da Bíblia, o Salmo 117 é o centro do livro bíblico, e o capítulo 118 : 8 o versículo central.
      Para pensar, 
      prof. José Costa.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

OS IRMÃOS KARAMÁZOV

   Já falei em outra oportunidade sobre Dostoiévski, procure ler em artigos anteriores. De fato, foi um dos maiores escritores russos. Um dos grandes que a História nos legou.
   Os irmãos Karamázov foi o último livro escrito por Dostoiévski, na segunda metade do século XIX. A sua obra prima.
   O livro nos fala de uma família um tanto estranha, controvertida, cheia de encontros e desencontros. O patriarca da família é Fiódor Karamázov, um"bon  vivant", alguém que adora os prazeres da existência. Um ser absolutamente devotado a "bagaceira" , por assim dizer, um indivíduo voltado somente para si. 
    Os filhos deste vivant, são três ( quatro)???? Temos o Dimitri Karamázovi, o mais velho, filho de uma das esposas de Fiódor. Aliás, alguém que não se dá muito bem com s seu pai. Dimitri não chega a ser como o seu genitor, porém, tem um pouco dele. Gosta da vida e de tudo o que ela lhe oferece. Gosta de mulheres, aliás uma das mulheres por que se envolve é uma amante do seu pai, a saber, Gruchka. Os dois chegam a brigar, por causa dela.
     O segundo filho é o Ivan Karamázov, irei me deter sobre ele brevemente, no próximo artigo, é, a meu ver, um dos personagens centrais deste livro absolutamente fantástico do Dostoiévski,
     Para pensar, 
     Prof. José Costa,

sábado, 28 de outubro de 2017

HAMLET ( PARTE IV), A MORTE DE OFÉLIA.

  Sabendo da morte de Polônio, Hamlet ficou abalado, porém não desiste do seu intento de matar o rei. Ora, o espectro do seu pai assassinado sempre aparecia a ele, incentivando-o a não "fugir da raia" , por assim dizer.
  Evidentemente, Cláudio também soube do assassinato de Polônio, e no pretexto de proteger Hamlet o convenceu a ir para à Inglaterra em um navio, guardado por alguns cortesões que levavam uma carta de recomendação para que ao chegar no seu destino, ao ser lida, deveria ser interpretada no sentido de matar Hamlet. 
 Partido o navio para o seu destino, um grupo de piratas o assaltou.  O jovem príncipe defendeu bravamente o seu navio e, curiosamente, os piratas levaram ele de volta ao seu reino, esperando com isso receber favores futuros.
   Tristeza. Pura tristeza acontece. Uma tragédia havia acontecido e afetou a alma do jovem ainda mais. A existência tem dessas coisas, ela é cruel muitas vezes. Ele dá "de cara" com um funeral. Era a jovem Ofélia que tinha enlouquecido quando soube da morte do pai e morreu ao cair de um salgueiro. Mas Hamlet ainda não sabe que é sua amada que se encontra no caixão.
   Falando de Shakespeare ,
   e da alma humana e seus desencontros,
   Para pensar,
   Prof. José Costa.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

HAMLET ( PARTE 3)

  Quando Hamlet ouviu o espectro do seu pai, que depois despareceu, ficou absolutamente indignado com a situação. Guardou segredo. Contou apenas a Horácio o acontecido. Marcelo também ficou ciente.
    Para que ninguém desconfiasse, fingiu - se de doido. Ao ficar sabendo, sua genitora imaginou que era por causa de Ofélia, a filha de Polônio, ministro do rei. Será que teria enlouquecido por causa da sua paixão por ela? Quem sabe.
   Neste ínterim, chegou ao palácio certos comediantes a quem Hamlet tanto apreciava. Convence-os a fazer uma interpretação teatral na qual um determinado Luciano deveria matar um rei e toma-lhe o trono. Ademais, casaria também com sua mulher. A peça foi encenada na presença do rei e o mesmo ficou desconcertado. Hamlet não tinha mais dúvida. Ele de fato seria o assassino.
     Ao perceber o embaraço, a rainha chamou seu filho para uma conversa, todavia, o astuciosos rei pediu a Polônio o pai de Ofélia, a quem Hamlet tanto amava, que ficasse atrás da cortina para ouvir o colóquio. Tragicamente, Hamlet lançou a espada sobre ele, depois de uma conversa acalorada com a sua mãe. Polônio estava morto. Hamlet pensou que se tratava de Cláudio, que teria se escondido. Ledo engano.
Continua....
Para pensar, 
Prof. José Costa.

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