sábado, 1 de agosto de 2015

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, DA DESVIARIDADE, DA COBICIALIDADE

   Estas duas palavras do título, de fato, não existem, foi criada por minha pessoa agora. São neologismos. Não é preciso usá-las no dia a dia, são palavras que me vieram a mente para colocar no título deste artigo e "apelidar" a teologia da prosperidade. Visto que esta teologia desvia da verdadeira palavra de Deus, além disso, ela é cobiçosa( a teologia da prosperidade).
    Isto posto, quero explicar o seguinte:
  Em primeiro lugar esta teologia é a anti - palavra de Deus, vejamos: no livro de provérbios cap. 30, se diz não me dês a pobreza e nem a riqueza... dá - me o pão que for necessário... ora, isto vai de encontro ao pensamento desta teologia que cobiça a riqueza, não é necessário mais explicações. Agora vamos para o Novo testamento: vamos fazer uma análise das palavras e Jesus ( eu falei de Jesus). "Não acumuleis tesouro sobre a terra... (leia mateus 6:19...) A teologia da prosperidade não prega isto, ora, nós bem sabemos o que ela prega. Jesus disse também nos evangelhos que a vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui. Já disse tudo . Não precisa de mais explicações. Está claro.      Na parábola das sementes os espinhos sufocam a palavra ( ver Marcos cap 4:19) Ora, os espinhos que estão ali simbolizam a fascinações das riquezas. Já diz tudo é a palavra contra a cobiça desta" teologia da cobicialidade".
    vamos agora para Paulo, o apóstolo. Em l Timóteo capítulo 6 : 6 em diante, não vou escrever o que diz tudo, basta lê , mas, podemos falar algumas partes que diz:"... Tendo sustento o com o que nos vestir estejamos contentes... " os que que querem ficar ricos caem em várias tentações... e , alguns, nessa cobiça se desviaram da fé...
   Esta teologia é perniciosa, perigosa, a anti - palavra de Deus, enfatiza o ter e não o ser, ela é egótica, tem como alvo o lucro, é capitalista, ´cria um Deus que se pode comprar, um deus que se corrompe, o deus da troca de favores, um deus que aceita suborno.
    "Teologia da cobicialidade, da desviaridade. 
   Acho interessante é que O APÓSTOLO QUE SUPOSTAMENTE TERIA PREGADO ESTA TEOLOGIA MORREU POBRE, PAULO, existe um texto de ll coríntios 8 e 9 onde as palavra do apóstolo são deturpadas em benefício desta teologia, paulo fala de generosidade, ensinando ao coríntios, que eram avarentos, e elogia as igrejas da macedônia, todavia, ele era equilibrado, condenava a avareza como condenava o deus que se compra. Falava em contribuição com alegria. E os que eles iriam ceifar era gratidão e a alegria de poder ajudar a a outros, a interpretação malandra da teologia da prosperidade é a de que a semeadura irá virar prosperidade financeira. Um abuso do texto e uma extrapolação. Os "caras" são cínicos demais. Eles sabem que não é verdade e pregam a mentira sabendo que o povo irá abraçar. Um escândalo. 
   Pense nisso, 
   Prof. José Costa.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

BONHOEFFER E A TEOLOGIA NAZISTA PARTE II

   Bonhoeffer lidera um movimento de resistência ao ditador nazista. É a igreja confessante. O estado, dizia ele, era grotesco, o estado tinha negado a si mesmo. A igreja tinha que trabalhar contra o estado quando este torna-se absoluto, era o pensamento do teólogo Dietrich.
  A teologia hitlerista era a de que o "REICH" ( império) alemão deveria se basear na "raça pura". Os alemães seriam descendentes, segundo Hitler, dos arianos, um povo de olhos azuis, loiros, altos e fortes. Claro que esta ideia era absurda, não existe "raça superior" do ponto de vista histórico e antropológico. O que existe são povos diferentes, cujo código genético é igual. Não existe o "sangue puro", "sangue azul". Assim como não existe cultura superior a outra. O que de fato existe são culturas diferentes e com tecnologias diferenciadas. Todavia, não existe superioridade de uma cultura sobre a outra, caso contrário, estaremos praticando o ETNOCENTRISMO, isto é, o preconceito cultural.
    Nem é preciso dizer que os judeus e eslavos deveriam ficar de fora do plano alemão nazista. E a igreja? como iria se posicionar? veremos adiante.
     Para pensar,
     Prof. José Costa.

terça-feira, 14 de julho de 2015

BONHOEFFER E A TEOLOGIA NAZISTA

   No ano de 1933, o nazismo ascende ao poder na Alemanha. O contexto após o fim da primeira guerra mundial era de  caos absoluto, a crise de 1929, surgida nos E.U.A. se espalhou para vários países, inclusive o Brasil. O país germânico havia assinado o Tratado de Versalhes. Pesadas indenizações, perda de territórios, proibição de investimento no exército, entre outras penalidades. A inflação estava galopante. Os preços das mercadorias aumentavam cada vez mais. O ressentimento generalizava-se. O partido nazista ascende. O presidente alemão coloca Hitler como ministro. Falece tempo depois. Através de ameaças e intimidação o "Fuhrer" ( líder), título atribuído ao líder do nazismo, chega a posição de liderança absoluta no país. Torna-se um ditador. Começa um dos períodos mais sangrentos da história. A Alemanha conhecida como a "Meca das ciências", dos grandes cientistas e físicos. A Alemanha de Einstein, de Kant, de Lutero, estava cega por uma ideologia desumana. Em meio a tudo isto Bonhoeffer se destaca na resistência. É o que vamos ver posteriormente
   Para pensar,
   Prof. José Costa.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

BONHOEFFER E A IDEIA DE GUETO RELIGIOSO

   Ainda jovem, Bonhoeffer visitou a cidade de Roma. O culto, a missa, o domingo de ramos, a esfera de religiosidade, do sagrado, da transcedência. do divino, tudo isso serviu de influência positiva para aquele que seria um dos maiores teólogos do século XX. A sua tese de doutorado e pós - doutorado foi neste sentido.
   E a igreja? o que seria a igreja? Ela seria um ente restrito ou universal? Bonhoeffer seguiu o segundo pensamento, contrariando a ideia dominante de uma igreja nacional alemã baseada na "raça superior". Contrariando também o conceito: "fora da igreja não há salvação" tão usado ainda hoje no contexto do cristianismo, quer seja na sua vertente protestante, bem como na sua vertente católico- romana.  Esta ideia romana contraria a ideia bíblica do sacerdócio universal.
   
    Para pensar,
    Prof. José Costa.
    

sexta-feira, 10 de julho de 2015

DOSTOIÉVSKI

 Ele é considerado um dos maiores escritores da literatura russa e mundial. Seu nome era Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski.
  Filho de uma pai que era médico e que trabalhava em um hospital pobre de Moscou, foi um gênio da escrita existencialista. Nasceu em Moscou, no ano de 1821.
  Cresceu em um ambiente de doenças, ouvindo os gritos dos moribundos que eram pacientes do seu pai. Aliás, não possuía uma boa relação paterna. Amava porém, sua mãe, que veio a falecer antes do seu pai, quando ele era ainda jovem. 
    O seu pai chamava-se Mikhail. O mesmo nome de do seu irmão, que aliás, faleceu quando Dostoiévski, ainda estava vivo. 
    Após a morte de seu pai, ele sente profunda angústia e dor. Vale salientar que Fiódor desejava frequentemente a morte do pai. Surge o remorso, a dor, a ambiguidade o sofrimento interior de uma alma conflituosa.
     Em 1849, é condenado a morte, cuja sentença é transformada em exílio na Sibéria. Passados 4 anos, depois de conviver com ladrões e prostitutas ele saiu e escreveu um livro baseado nas suas experiências de prisão: "Recordações da casa dos mortos". Viciado em jogos, envolveu-se em dívidas várias vezes , teve que fugir de Moscou. Teve um filho morto. Perdeu mãe. O pai. Sua primeira esposa faleceu confessando que não o amava. Foi um gênio.
       Prof. José Costa.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Bonhoeffer, adolescência

O jovem Dietrich Bonhoeffer aos 13 anos de idade chegou a dizer que : "estava claro para mim que eu estudaria teologia". De fato, com cerca de 15 anos de idade ele falou a sua família o grande desejo de torna-se teólogo. Seu pai, Karl Bonhoeffer, não gostou muito da ideia e seu irmão klaus também não. Este último era advogado.
   O contexto da adolescência de Bonhoeffer era o da primeira grande guerra mundial. O tratado de Versalhes impunha duras penalidades para a Alemanha, não permitindo o investimento maciço em armamentos, perda de territórios e pesadas  indenizações. Havia, no entanto, treinamentos secretos. Bonhoeffer chegou a treinar: " o cabo que nos treina é muito bem - humorado e gentil", escrevia ele para a irmã.
    Prof. José Costa.

sábado, 16 de maio de 2015

DOM HELDER CÂMARA

 Helder Pessoa Camara, é, sem dúvida, um dos nomes mais famosos da história da igreja no Brasil, na sua vertente católica. Na vertente protestante temos o Caio Fábio, Eneias Tognini, entre outros.
 Nascido em Fortaleza, no dia 07 de fevereiro de 1909, desde cedo brincava de missa em sua casa, com alteares improvisados com caixas. Seus pais era de família da classe média cearense, vinculados à poderosa família oligárquica dos Acióli.
 O nome de seu pai era João Eduardo Torres Camara Filho, trabalhou como guarda - livros durante toda a sua vida. A sua mãe era uma professora, chamava-se Adelaide Rodrigues pessoa. os dois conheceram-se em uma viagem de trem. Quando o trem descarrilou em um acidente, Adelaide teria socorrido João eduardo, depois começaram o namoro.
 Falarei mais sobre D. Helder posteriormente.
 Prof. José Costa.

Postagem em destaque

O CRISTÃO ARRELIGIOSO E A IGREJA DEBUTE.

   Já escrevi sobre o teólogo alemão Dietrich  Bonhoeffer em outros artigos. Ele pastor , mártir e teólogo . Foi um dos grandes nomes da teo...