terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

MAHATMA GANDHI E A NÃO VIOLÊNCIA. PARTE V

     Mahatma Gandhi propôs aos indianos residentes na África do sul o pensamento da não violência, baseado nos Evangelhos. Não pensar em violência em relação ao inimigo, quer seja violência verbal, mental ou física. Escreveu em uma revista chamada de Indian Opinion, durante anos. " O amor de um único homem pode neutralizar o ódio de muitos." Era o que ele dizia. Nada de olho por olho e dente por dente, senão o mundo vai acabar cego e banguela, era o que ele pensava.
    Realizou uma greve com cerca de 55 mil pessoas ou mais, as minas de carvão pararam, muitos indianos foram presos, todavia, não houve quebra - quebra. Gandhi foi preso. Milhares foram presos. Depois de meses veio resultado. Impostos foram baixados e casamentos não cartoriais, ao estilo oriental, foram validados. Gandhi provou as palavras de Jesus, na prática. 
    Prof. José Costa.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O APÓSTOLO DA NÃO VIOLÊNCIA: GANDHI. PARTE IV

   Conforme já foi dito no artigo anterior, Mahatma Gandhi estava na África do Sul cobrando uma dívida para uma firma indiana. Conquanto ele tenha voltado a Índia durante duas ou três vezes, foi a partir desta data ( 1893), que ele passou a ser  mais conhecido. Viveu durante 20 anos no território sul - africano.
   Basicamente dois problemas ele teve de enfrentar. O primeiro deles foi a sua luta reivindicatória a favor dos imigrantes indianos. Ora, altos impostos acachapavam o povo. O segundo problema estava no fato de que os casamentos contraídos segundo as leis indianas tradicionais não eram válidos, os dominadores europeus não aceitavam os casamentos tradicionais, e impunham uma lei de cartório para os indianos residentes na África do Sul. Mohandas Gandhi conclamou o povo a desobediência pacífica, ou seja, sem mortes ou violência física nem verbal. É o que v eremos no próximo artigo.
   Para pensar, 
   Prof. José Costa.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O APÓSTOLO DA NÃO VIOLÊNCIA: GANDHI PARTE III

        Em 1893, com 24 anos de idade, já de volta a Índia, depois que se forma em Direito na Inglaterra,  Mohandas Gandhi é enviado para a África do Sul por uma firma indiana a fim de cobrar uma dívida pendente de um devedor remisso. Este evento tem um profundo significado na sua existência, pois, ao chegar neste país ( África do Sul), ele começa a ter contato com os imigrantes indianos instalados ali, que eram alvos de preconceitos, além disso, o Apartheid ( segregação racial ) estava com toda força. Tudo isto tem um profundo impacto na personalidade deste indiano franzino e tímido, porém, profundamente influenciado pela mensagem dos Evangelhos, principalmente Mateus 5, 6 e 7. 
       Veremos isto no próximo artigo, 
        Para pensar, 
        Prof. José Costa.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O APÓSTOLO DA NÃO VIOLÊNCIA : GANDHI. PARTE II

      Todo ser humano, tendo a oportunidade, deveria ler a biografia de Gandhi. Ele foi uma figura notável. Já falamos que Einstein se referiu a ele como um ser humano onde as gerações futuras, possivelmente, dirão que ele foi um mito. Mahatma Gandhi nasceu em 2 de outubro de 1869, na Índia. Aos 13 anos casou-se com uma jovem, em um casamento arranjado, como era costume na época, ela chamava-se Kasturbai. Aos 18 anos migrou para a Inglaterra, a fim de estudar Direito, desafiando a cultura indiana de não se contaminar com a cultura ocidental, pois, os ocidentais alimentam-se de carne, por exemplo. Ele conseguiu abster-se de bebida alcoólica e de carne durante este tempo, cumprindo o que havia prometido a sua mãe. Chegou a estudar violino por um tempo e frequentou algumas aulas de danças. Depois, abandona tais práticas a fim de se concentrar nos estudos. Em um período de três anos, aproximadamente, retorna ao seu país ( Índia) e reencontra a sua família, sua mãe havia falecido, e o  que lhe dá alegria é um filho de três anos que ele não conhecia, e a leitura dos Evangelhos, principalmente os capítulos 5, 6 e 7 de Mateus, que teve profunda influência sobre ele.
      Para pensar, prof. José Costa.

   

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O APÓSTOLO DA NÃO VIOLÊNCIA: GANDHI

   Ele nasceu na Índia, em 1869. Seu pai era um político indiano e sua mãe uma esposa dedicada ao marido. O nome verdadeiro de Gandhi era Mohandas Gandhi, ele é mais conhecido como Mahatma Gandhi, ou seja, a grande alma, este é o significado do nome Mahatma. 
   Acerca dele, o físico Albert Einstein falou o seguinte: "um homem que enfrenta a brutalidade da Inglaterra com a dignidade de um homem simples, e por isso se tornou um homem superior , futuras gerações dificilmente compreenderão que tenha vivido na terra, em carne e osso um homem como esse". Gandhi era um tipo de místico-político, ou político- místico, como queiram chamar. Certa vez, alguém perguntou a ele como conseguia se envolver em política, sendo tão honesto, e porque ele não abandonava a vida pública para viver em uma caverna, ele disse o seguinte : - trago esta caverna dentro de mim.
   Conseguiu passar pela vida de modo simples, se alimentando de modo frugal e, não obstante milhões de dinheiro passasse por suas mãos anualmente, nunca se corrompeu, de fato, morreu pobre, quando poderia ter morrido milionário. Foi um Apóstolo da não - violência. Diferente dos surtados "apóstolos" da atualidade, narcisistas. Gandhi morreu assassinado em 1948, por um nacionalista indiano. Falarei mais sobre o "grande Gandhi" nos próximos artigos, e como ele encarnou a mensagem que muitos não encarnaram.
          Para pensar, prof. José Costa.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

AS SAUDAÇÕES DE PAULO EM ROMANOS 16.JÚNIAS ERA HOMEM OU MULHER? FEBE E OUTROS

             Na sua carta aos romanos, no capítulo 16, o Apóstolo Paulo envia saudações a vários indivíduos ( homens e mulheres), cerca de 26 pessoas. Alguns nomes são citados brevemente, outros com mais detalhes. Nesta lista, aparece algumas controvérsias que tentarei expor de modo bastante sucinto.
          O maior debate ou choques de ideias aparece com relação ao no Júnias ( versículo 7), para alguns, Júnias é um homem, para outros, é mulher. Os que defendem que Júnias é um homem dizem que no grego o termo refere-se a alguém do sexo masculino, porém, o texto é obscuro. Na verdade, a diferença básica é o acento, ou seja, se fosse colocado um acento agudo ( embora o grego não usasse acentos) seria feminino, se fosse colocado um acento circunflexo, seria masculino. O fato é que até o século X da História da igreja, o nome Júnias era interpretado como feminino, a partir desta data, porém, com a influência cada vez maior dos homens na teologia, Júnias passou a ser interpretado como homem. A maioria dos manuscritos antigos, mostram o nome como pertencendo a uma mulher, a própria irmã de um general romano, amigo de Júlio César, chamava-se Júnia. Como o nome é associado ao termo Apóstolo, a controvérsia, surgiu. Ninguém questiona, por exemplo, o nome Pérside ( versículo 12), todos entendem que é uma mulher, porém, se viesse atrelada ao nome apóstolo, a controvérsia surgiria. A meu ver, Júnias era uma mulher, pelas razões já expostas acima. No que concerne a Febe, versículo primeiro, a controvérsia surgiu porque foi chamada diaconisa, logo, os defensores da dominação do homem, vão dizer : - ela não era diaconisa no sentido oficial do termo. No entanto, se fosse Febo (rss) ninguém questionaria. Compreende?
            Para pensar, 
            Prof. José Costa.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

FREUD E A ESTRUTURA DA PERSONALIDADE

             Dr. Freud nasceu em 1856, em Freiberg, cidade tcheca que na época do seu nascimento pertencia a Áustria, de fato, ao Império austríaco. É conhecido como o pai da psicanálise. Também era neurologista. Escreveu a interpretação dos sonhos, totem e tabu, entre outros livros.
       Freud revolucionou a ciência psicológica e estudou os casos de histeria e sexualidade. Chegou a dizer que a criança possuía uma sexualidade, escandalizando a sua época. Um dos fundamentos do seu pensamento está a teoria das estruturas da personalidade.
       O aparelho psíquico está divido basicamente em: a) ID. EGO E SUPEREGO.
          ID - É a mola mestra dos impulsos do indivíduo, nele estão contidos a carga pulsional, a energia psíquica sexual. É, com efeito, a base do princípio do prazer. Neles estão os recalques, é o polo da pulsão.
          EGO - É a sede da consciência. É o indivíduo consciente de si.
Está espremido, de certa forma, pelo superego e pelo id. Possui autonomia relativa.
      SUPEREGO - É o censor, o juiz, nele estão contidos as cargas morais do indivíduo. É fortalecido pelas tradições familiares, eclesiásticas, etc. Grande parte das múmias farisaicas religiosas são regidas pelo superego, ou seja, os fariseus da atual existência que propalam uma santidade ascética e de orgulho moral, principalmente nos meios "pentecostais" são regidos por superegos.
        Para pensar,
        Prof. José Costa.

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O CRISTÃO ARRELIGIOSO E A IGREJA DEBUTE.

   Já escrevi sobre o teólogo alemão Dietrich  Bonhoeffer em outros artigos. Ele pastor , mártir e teólogo . Foi um dos grandes nomes da teo...