sábado, 9 de março de 2013

DAVI E OS PÃES DA PROPOSIÇÃO

   Falamos sobre a fuga de Davi e o seu encontro com Aimeleque, o sacerdote. Vimos como Doegue, o edomita, usou a sua língua ferina para entregar Davi a Saul, ora, o rei queria a cabeça do filho de Jessé, e Doegue sabia muito bem disso.
   Em Nobe, onde estava habitando o sacerdote, estava montada a tenda do Senhor. Nela se encontravam os pães da proposição, também conhecidos como pães da oblação, ou pães da presença. Eram num total de doze. Ficavam em cima da mesa. Tinham que ser  trocados todos os sábados. Davi e os seus homens comem deste pão. Somente os sacerdotes podiam comê-los. Eram sagrados.
   Jesus faz referência a isto no livro de Mateus, indicando que as necessidades humanas estavam acima de qualquer rito. E que o sábado foi feito por causa do homem ( acerca do sábado já falei em um artigo anterior, é só pesquisar nos textos mais antigos do meu blog). Em Cristo a vida se transforma em culto.
    Para pensar,
    Prof. José Costa.

A FUGA DE DAVI E O SEU ENCONTRO COM AIMELEQUE, O SACERDOTE

   Após a sua fuga diante de Saul, Davi vai ao encontro do sacerdote Aimeleque. Um fato chama a atenção neste encontro, Doegue, um servo de Saul está ali presente, em Nobe, local onde estava o sacerdote. Foi Doegue que usou a sua língua ferina para entregar Davi ao rei Saul. É neste contexto que surge o Salmo 52, um dos belos da Bíblia, onde é exposto o fato de que a língua de Doegue era como espada afiada. Língua fraudulenta. Eis uma parte do Salmo:... A tua língua urde planos de destruição; é qual navalha afiada, ó praticadora de enganos! Amas o mal antes que o bem; preferes mentir a falar retamente. Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta!... Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante na Casa de Deus...
   O mau uso da língua é uma das advertência mais sérias da Bíblia e uma das mais negligenciadas. Observa-se muito os aspectos externos e fala-se pouco dos males que a língua pode fazer. Da mesma fonte não pode sair bênçãos e maldição. Até onde estamos controlando a nossa língua? estamos usando-a para abençoar ou para amaldiçoar? Estamos usando a teologia da vingança? e os hinos da atualidade? Será que não são hinos de Doegue? pense nisso.
   Prof. José Costa.
   
   

domingo, 3 de março de 2013

DAVI E A SUA FUGA DIANTE DE SAUL

   Após a derrota do gigante, o jovem Davi é convidado por Saul, a fim de tocar a sua harpa, para alívio do rei. Toda vez que Saul estava perturbado, o jovem belemita a tocava  e havia alívio. Jônatas, filho de Saul, torna-se um grande amigo de Davi, para desespero do rei.
    A ciumeira do rei se fortalece à medida que ele ouve os cânticos das mulheres, que diziam : " Saul matou mil, porém, Davi matou dez mil". Diante deste cântico, o filho de Jessé é perseguido, Saul intenta cravar uma flecha nele. Davi escapa. Merabe, filha  do rei, a sua primogênita, deveria ser dada a Davi, porém, foi concedida a Adriel, o meolatita, ou seja, da cidade de Meola. Mical, a sua mais nova, é prometida ao jovem Davi, por cem prepúcios de filisteus, com isso Saul pretendia matar Davi. Não consegue.
  O futuro rei de Israel foge, com a ajuda de Mical e de Jônatas, está estabelecido o rompimento definitivo e começa uma perseguição de 5 anos.
    Prof. José Costa.

sábado, 2 de março de 2013

DAVI E O GIGANTE FILISTEU

   O profeta Samuel ungiu a Davi como o Rei de Israel, isto ocorreu no século X antes de Cristo. Samuel cometeu um erro básico, julgou  segundo a aparência. Erro este que vem sido cometido durante a História humana, principalmente no meio farisaico religioso. Tenho alguns artigos que falam de tal fenômeno.
   Ora, Davi contemplou a ameaça que Israel sofria por parte de Golias, o filisteu. Os filisteus eram inimigos acirrados dos israelitas, sempre prontos a batalhar contra os hebreus. Eram os povos do mar. Sua organização social baseava-se em um conselho de príncipes. Eram uma pedra no sapato dos israelitas. Golias era um descendente dos gigantes. Possuía o seu DNA. Tinha, provavelmente, 3 metros de altura. Davi o enfrentou com uma funda e o venceu. Anos depois, o Rei que venceu o gigante fora, não consegue vencer o gigante dentro. Comete um homicídio e um  adultério. 
    Os maiores monstros são os monstros da alma.
    Para pensar.
    Prof. José Costa.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

DAVI, REI DE ISRAEL.

  Em 1993, em uma escavação arqueológica, na região da Palestina onde se localizava a cidade bíblica de Dã, foi encontrada uma inscrição fazendo alusão ao rei Davi. Este fato fato veio corroborar o que o  texto bíblico já dizia, a existência histórica do segundo rei de Israel, o pai de Salomão, conhecido como Davi.
  Ele foi poeta, Rei, músico, estadista, profeta, salmista, guerreiro e uma das personagens bíblicas mais destacadas do Velho testamento. O Novo Testamento também não poupa referências ao Rei Davi. Sem falar que a Bíblia o coloca como sendo o "homem segundo o coração de Deus".
    Davi era um dos filhos de Jessé, um belemita. Certo dia, o profeta Samuel foi designado para ungi-lo Rei, no lugar de Saul. Depois de uma repreensão severa que Deus  infligiu a Samuel, que confundiu Davi com Eliabe, ele é chamado e ungido Rei. A partir daí, alguns anos passaram-se até que ele assumiu o reinado.
      Prof. José Costa.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

AUTONOMIA E TEONOMIA

   O ser humano é um ser autônomo. Este conceito, por vezes, é radicalmente incompreendido por muitos. Alguns vão falar que autonomia significa liberdade absoluta, o que não é verdade, pois, o ser humano está preso ao tempo e ao espaço. Diametralmente oposto a este pensamento, outros irão dizer que não existe autonomia para o indivíduo, o quem também não é verdade. Autonomia significa a capacidade de ser guiado pelos ditames da razão, esta capacidade de apreensão da realidade. Ora, quando a autonomia se deixa mover pela teonomia (palavra que não significa teocentrismo, pois, o teocentrismo foi um conceito medieval de controle e manipulação das mentes em nome de Deus), ela torna-se uma autonomia saudável, pois, liga-se ao mais profundo, ao fundamento do ser.
   Para pensar, 
   Prof. José Costa.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

REVELAÇÃO, EXISTENCIALIDADE E INFORMAÇÃO.

   Toda a História da revelação está atrelada a salvação humana e não existe salvação sem a compreensão existencial da revelação. Digo existencial porque a revelação pode ser apreendida mecanicamente como informação, logo, de modo não existencial. Quando a existencialidade toma conta do ser e a compreensão da revelação se torna vida, existe cura da alma. Ora, quando a revelação é vida, está atrelada a existência interior e quando não existe subjetividade, a coisa torna-se mecânica e engessada, podendo viver como institucionalidade    porém, sem vida em si.
   A revelação como conteúdo informação serve para manipulação, e a revelação como transformadora do ser, serve para criar um mundo interior que recreia a alma. 
   Para pensar,
   prof. José Costa.

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O CRISTÃO ARRELIGIOSO E A IGREJA DEBUTE.

   Já escrevi sobre o teólogo alemão Dietrich  Bonhoeffer em outros artigos. Ele pastor , mártir e teólogo . Foi um dos grandes nomes da teo...