domingo, 22 de janeiro de 2017

OTELO (SHAKESPEARE)

 Havia na cidade de Veneza um general Mouro chamado Otelo. Ele conquistou este posto lutando bravamente contra os turcos. 
  Desdêmona era filha de um rico senador desta mesma cidade, ele chamava-se Brabâncio. Havia grande afeição entre este senador e aquele general.
  Toda vez que achava-se na cidade de Veneza, Otelo era convidado pelo senador a frequentar a sua casa. Ele e Desdêmona ficavam horas conversando sobre as suas "peripécias" de guerra. Falava aos seus ouvidos de como ele conhecia vários lugares e povos diversos. Montanhas cujos cumes eram elevadíssimos, etc.
  Numa dessas conversas a filha do senador abriu o seu coração para o guerreiro Otelo. Disse que se Otelo tivesse um amigo que a amasse, bastaria contar tais histórias que se apaixonaria. O mouro entendeu o recado. Também abriu o seu coração e, deste modo, resolveram casar-se secretamente. 
   O segredo não durou muito, e Brabâncio logo ficou sabendo do fato. Ora, conquanto gostasse de Otelo, o pai da jovem não admitia tal união. Pretendia que a jovem se casar-se com um nobre veneziano, e não com um mouro de pele escura. 
 Reunida a assembleia senatorial, Otelo foi intimado. Curiosamente, a reunião era pra tratar de dois assuntos básicos: O primeiro da acusação de Brabâncio contra Otelo por "seduzir sua filha por meio de feitiços". O segundo assunto da pauta era a convocação do mesmo para a defesa de Chipre.
   Continua...
   Prof. José Costa.

sábado, 14 de janeiro de 2017

A QUEDA ( GÊNESIS).

   "Um conto não de todo improvável". Esta frase é do C. S. Lewis. Uma história de caráter mítico ao estilo Sócrates, ou seja, com probabilidades de verdades factuais. De todo modo, temos verdades reveladas. O mito ele traz em si mesmo esta possibilidade. A possibilidade da veracidade.
    O homem foi criado com liberdade. Esta a única possibilidade de criação existente quando se fala de um ser moral. "Deus estava encurralado nesta possibilidade". ( não me tome por herege, as palavras são limitadas quando se fala de um ser infinito). De qualquer maneira, só é possível amor, vontade deliberada, alegria, quando não há máquinas, e sim seres humanos. Foi um "risco" que Deus quis correr ( claro, ele sabia o final). Onde há liberdade, há possibilidade do mau uso desta liberdade. Pecado é liberdade mau usada. Por isso o Cordeiro foi morto antes de toda criação. A criação vem depois da redenção. Criação entra no mundo da graça eterna. O ser humano não é gerado, mas criado.
    Este ente criado antes dotado de processos físicos voltados para a natureza, na plenitude do tempo, passa a ter uma consciência. Um EU, uma capacidade de reflexão, de abstração. um ser Moral. Ético. Desta forma, ele usa mau a sua liberdade e a expressão bíblica simbólica deste mau uso da liberdade é comer do fruto do conhecimento. Agora os seus processos físicos estão voltados para a decisão. Ele dá o salto da irracionalidade, como diria Soren Kierkegaard. Decadência. Ele dança na música da desobediência. O mundo passa a ser "uma dança em que o bem ,criado por Deus, é perturbado pelo mau que aflora do homem". (C.S.Lewis). É a queda.
   Para pensar,
   Prof. José Costa.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO(Shakespeare).

   Em Atenas, uma lei dizia claramente que alguém poderia casar a sua filha com quem desejasse. Até pena de morte poderia ser evocada para quebra de tal lei.
  Egeu queria casar sua filha Hérmia com Demétrio. Ela não queria. Amava a Lisandro. Helena amava Demétrio e era amiga de Hérmia. Esta, por sua vez, alegava ao pai que não podia casar com alguém que era amado por sua amiga ( Helena). Ademais, dizia ao pai, gostava de Lisandro. O rei de Atenas lhe deu 4 dias, no máximo, para o casamento. Lisandro falou com Hérmia a fim de fugirem para um bosque, e de lá, para casa de uma tia, fora das fronteiras de Atenas, e, portanto, livre da lei. Ela aceitou.
  Helena , que sabia da trama, contou tudo a Demétrio. Este foi ao encalço da dupla apaixonada. Helena o seguiu. No bosque, um certo Robin(Puck) um auxiliar de um rei dos duendes chamado Oberon espremeu um sumo de rosa chamado amor- perfeito nos olhos de Lisandro, que ficou apaixonado por Helena. Hérmia ficou confusa. O suco da rosa também foi espremido nos olhos de Demétrio, que também ficou apaixonado por Helena. Que confusão. Depois de ida e vindas, Puck retirou o feitiço de Lisandro, deixando apenas o de Demétrio. Casaram-se Hérmia e Lisandro e Helena e Demétrio também conseguiram o casamento. Foi um final feliz.
   Detalhe, tudo foi um sonho dos personagens, numa bela noite de verão.
   Falando um pouco de Shakespeare,
   Para refletir,
   Prof. José Costa.
   

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

I e II CARTA AOS TESSALONICENSES

   As cartas de Paulo à igreja de Tessalônica foram os primeiros escritos do Novo Testamento. Elas foram produzidas por volta de 50 d.C. a partir de Corinto.
  O livro de Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas, mostra no capítulo 17 que Paulo chega em Tessalônica durante a sua segunda viagem missionária, depois que deixou Filipos ( Ver o meu artigo sobre os Filipenses).
   A cidade de Tessalônica era uma cidade portuária. Fazia parte da província da Macedônia, aliás, era a capital de um dos seus distritos. A cidade foi batizada por este nome no século IV a.C. por Cassandro, um rei macedônio que era casado com Tessalônica, uma irmã de Alexandre , O Grande. 
   Havia uma sinagoga na cidade. Paulo pregou aos judeus nela, como era seu costume. Mulheres importantes se converteram. Ademais, existia alguns que conheciam Paulo, entre eles, Jasom, Aristarco e secundo (não, não é segundo, é secundo mesmo). Alvo de perseguição, Paulo sai da cidade, e, tempos depois, envia Timóteo, seu cooperador. 
    As cartas falam basicamente de elogios aos tessalonicenses pela sua fé e amor. Narram também sobre o caráter paulino de não interesse pelos bens materiais dos seus convertidos. Interessante notar que Paulo fala sobre os motivações gananciosas de alguns( isto nos faz lembrar, é claro, do balcão de negócio do qual a igreja evangélica brasileira se transformou com a detestável teologia da prosperidade). Exceções raras à parte. Paulo lembra que não tinha estas motivações empresarias ( claro que ele não falou o termo empresarial, rss).
    Tem também algumas recomendações de fé, de amor, de perdão, de vencer o mal com o bem. A ressurreição de Jesus também é assinalada. O incentivo ao trabalho digno e a censura da preguiça. Regozijai-vos sempre! É outra advertência.
     Prof. José Costa,
     Para refletir.

sábado, 24 de dezembro de 2016

COLOSSENSES ( QUE CARTA MARAVILHOSA)

   A carta de Paulo aos Colossenses é uma das mais valiosas que o Apóstolo escreveu. Para mim, conquanto seja uma carta pequena, ela tem uma mensagem extraordinária e bastante atual. Aliás, Paulo é um grande escritor. Dono de uma mente extraordinária, sabia falar grego e hebraico.  Ademais, é considerado como uma das grandes mentes do mundo antigo. Abnegado, difundiu a mensagem de Cristo de modo profundo e combativo. pena que ele não é entendido até hoje pela grande maioria e suas palavras foram alvo de deturpações ao longo da História, e, infelizmente, ainda hoje é assim. Claro que existem lampejos de interpretação adequada dos seus ensinos. Que bom. Mas a igreja ainda não o compreendeu ( falo da igreja instituição). O legalismo a que Paulo tanto combateu ainda é muito forte. O superego ainda predomina. E as confrarias religiosas são se espalhando. Vão surgindo "bonecos da religião" por todos os lados. A emancipação proclamada por Paulo é entendida por poucos. A carta aos Colossenses é fantástica em muitos aspectos. Porém, abordarei estes aspectos libertadores mais adiante,
    Para pensar,
    Prof . José Costa.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A CARTA DA ALEGRIA ( FILIPENSES) CONTINUA, PARTE DOIS

   Timóteo era filho de uma judia, porém de pai grego. As informações que chegam até nós era de que dele  os que moravam em Listra davam bom testemunho. Na carta aos  filipenses, por exemplo, ele afirma que Timóteo é um jovem de caráter e sem interesses pessoais. Estava sempre pronto a ajudar Paulo.
      Ainda em Filipos, Paulo encontra uma mulher chamada Lídia, da cidade de Tiatira; ela agenciava a venda de púrpura, uma substância extraída de certos moluscos e raízes. Lídia ouve o que o Apóstolo diz atentamente e oferece ajuda no que diz respeito a hospedagem. Paulo e Silas(Silvano) aceita a oferta e fica um tempo em sua casa.
       Posteriormente presos pelos pretores de Filipos e açoitados com varas pelos lictores, eles são encaminhados à liberdade, porém Paulo reivindica a sua cidadania romana e os pretores ficam cheios de medo quando sabem esta informção. Paulo não era tolo; sabe que tem direitos a reivindicar na hora certa. Os pretores pedem desculpas e os libertam. Paulo e Silas seguem viagem.
         É para esta igreja que Paulo escreve no ano 51 d.C. , estando preso em Roma, na sua primeira prisão.
       A carta aos filipenses abunda em alegria. Regozijai-vos no Senhor é uma expressão que ele repete. O mais fascinante é que a carta assevera o fato de que a alegria verdadeira independe das circunstância externas, mas é uma virtude interior. Alegres em meio a tristeza, eis o paradoxo divino. A uma certa advertência acerca dos cães, dos maus obreiros, daqueles cujo deus é o ventre ( a cobiça). O que cabe para hoje em meio a tantos patifes que falam de um deus de barganha e capitalista, de uma mercantilização da fé.
          Para refletir,
          Prof. José Costa.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A CARTA DA ALEGRIA ( FILIPENSES)

   A carta aos filipenses ( ou epístola). É chamada a carta da alegria. Coloquei epístola entre parêntesis porque existe uma diferença entre os dois nomes que não é muito significativa para nós agora. Basicamente falando, cartas são de caráter mais pessoal e epístola de cunho mais abrangente. Aos filipenses ele escreveu uma carta, todavia, com feições de epístola, pois tem ensinos de caráter mais universais. No entanto, isto pouco importa, o que nos interessa é a mensagem que temos nela.
   Paulo teria escrito esta carta da prisão em Roma ( sua primeira prisão nesta cidade). Portanto ela é classificada como carta da prisão. O ano seria, provavelmente 61 d. C. segundo os pesquisadores.
   Filipos era uma cidade que tinha o título de colônia romana. Isto nos remete a ler o livro de Atos capítulo 16. Fica à dica. O seu nome foi em homenagem a Filipe da Macedônia, pai de Alexandre, O Grande, ele conquistou esta cidade no IV século a.C. Tomou-a dos tracianos e, é claro, deu-lhe o nome em homenagem a ele mesmo, Filipos, a cidade de Filipe. No século I a.C. esta comunidade recebeu o título de colônia romana. Não era pouca homenagem receber este título. A cidade gozava de vários privilégios, entre ele de possuir pretores( encarregados de administrar a cidade), além de isenções de alguns impostos, e é claro, orgulha-se de ter esta marca em si: Ser colônia romana.
    Paulo chegou na cidade na sua segunda viagem missionária ( Atos 16) e encontra um certo Timóteo...
      Continua...
      Prof. José Costa.

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O CRISTÃO ARRELIGIOSO E A IGREJA DEBUTE.

   Já escrevi sobre o teólogo alemão Dietrich  Bonhoeffer em outros artigos. Ele pastor , mártir e teólogo . Foi um dos grandes nomes da teo...