quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A CARTA DA ALEGRIA ( FILIPENSES)

   A carta aos filipenses ( ou epístola). É chamada a carta da alegria. Coloquei epístola entre parêntesis porque existe uma diferença entre os dois nomes que não é muito significativa para nós agora. Basicamente falando, cartas são de caráter mais pessoal e epístola de cunho mais abrangente. Aos filipenses ele escreveu uma carta, todavia, com feições de epístola, pois tem ensinos de caráter mais universais. No entanto, isto pouco importa, o que nos interessa é a mensagem que temos nela.
   Paulo teria escrito esta carta da prisão em Roma ( sua primeira prisão nesta cidade). Portanto ela é classificada como carta da prisão. O ano seria, provavelmente 61 d. C. segundo os pesquisadores.
   Filipos era uma cidade que tinha o título de colônia romana. Isto nos remete a ler o livro de Atos capítulo 16. Fica à dica. O seu nome foi em homenagem a Filipe da Macedônia, pai de Alexandre, O Grande, ele conquistou esta cidade no IV século a.C. Tomou-a dos tracianos e, é claro, deu-lhe o nome em homenagem a ele mesmo, Filipos, a cidade de Filipe. No século I a.C. esta comunidade recebeu o título de colônia romana. Não era pouca homenagem receber este título. A cidade gozava de vários privilégios, entre ele de possuir pretores( encarregados de administrar a cidade), além de isenções de alguns impostos, e é claro, orgulha-se de ter esta marca em si: Ser colônia romana.
    Paulo chegou na cidade na sua segunda viagem missionária ( Atos 16) e encontra um certo Timóteo...
      Continua...
      Prof. José Costa.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

C.S.LEWIS

   Clive Staples Lewis, mais conhecido como C. S. Lewis. Na infância era chamado de Jack, entre os mais íntimos.
      Lewis nasceu em 29 de novembro de 1898, na Irlanda. Era filho de Albert e Florence. Aos 10 anos, sua mãe faleceu. Grande impacto na sua vida. Aos 13 anos torna-se ateu. Lutou na Primeira Guerra Mundial.  C. S. Lewis foi um dos grande escritores do século XX. Teólogo, ficcionista, filósofo, historiador da literatura, era dono de uma mente brilhante. Seus escritos são de uma lógica irrefutável. Foi um Sócrates do século XX, a meu ver.
  Seus livros abrangem tema como o AMOR, O SOFRIMENTO,ÉTICA, DEUS, GUERRA, ALMA HUMANA E SEUS DESENCONTROS, ALÉM DE OUTROS TEMAS. Escreveu dezenas de livros. Cristianismo Puro e Simples, Os Quatro Amores e Cartas de um diabo a seu aprendiz, são algumas de suas obras.
    Escreverei mais sobre ele  adiante, 
    Para Pensar,
    Prof. José Costa.

     

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A DECLARAÇÃO DE BARMEN PARTE DOIS

   ...Rejeitamos a falsa doutrina de que a igreja teria o dever de reconhecer, além e aparte da Palavra de Deus, outros acontecimentos e poderes, personagens e verdades, como revelação divina.

Rejeitamos a falsa doutrina de que haveria, em nossa existência, áreas em que não pertecemos a Jesus Cristo, mas a outros senhores...

Rejeitamos a falsa doutrina de que à igreja seria permitido abandonar a forma de sua mensagem e organização por motivos próprios ou de acordo com as convicções ideológicas e políticas reinantes.

Rejeitamos a falsa doutrina de que o Estado poderia e deveria ultrapassar a sua missão específica, tornando-se uma ordem única e totalitária da existência humana, podendo também cumprir desse modo, a missão confiada à Igreja.

Continuaaaaaaa
Para pensar,
Prof. José Costa.

domingo, 20 de novembro de 2016

A DECLARAÇÃO DE BARMEN

   Em 1934, a os líderes da igreja alemã que resistiam ao nazismo, formularam uma declaração, na cidade alemã de Barmen. Um dos líderes da declaração foi o teólogo suíço, Karl Barth, um dos grandes do século XX. Entre eles estava também o Bonhoeffer, que viria tornar-se mártir posteriormente, e que teria falado do Cristianismo sem religião , aliás influenciado por Barth. Eis um resumo:

Examinai os espíritos para saber se são de Deus. Provai também as palavras do Sínodo Confessante da Igreja Evangélica Alemã para ver se estão conforme as Sagradas Escrituras... se crerdes que nossas palavras se opõem à Escrituras, então não nos deis atenção! Mas, se crerdes que estamos posicionados junto às Escrituras, então não permitais que o medo ou a tentação vos impeça de trilhar conosco a verdade da fé e da obediência à palavra de Deus...

Em razão dos erros dos "Cristãos alemães" da atual administração do Reich, erros que assolam a igreja e também rompem, por esse motivo, a  unidade da Igreja Evangélica Alemã, confessamos as seguintes verdades evangélicas:
Jesus Cristo, como nos é atestado na Escritura, é a única palavra de Deus que devemos ouvir, em quem devemos confiar e a quem devemos obedecer na vida e na morte.

Continua...
Para pensar,
Prof. José Costa.

domingo, 6 de novembro de 2016

BONHOEFFER, O PRINCÍPIO FUHRER E A TEOLOGIA NAZISTA, PARTE DOIS.

   Para Hitler, a igreja poderia servir ao seu projeto expansionista, ao seu projeto ditatorial, ao seu projeto nazista. Inteligente, não queria simplesmente destruir a igreja, mas incorporá-la ao seu ideal.
     O nazismo teve a sua própria teologia. Hitler interpretou textos bíblicos segundo a sua conveniência. Segundo a teologia nazista,os Evangelhos mostra Jesus "detonando" os fariseus e escribas. Ora, eles eram judeus. Logo, Jesus era antissemita. Absurdo mas é verdade. Pasmem. Chegaram até dizer que o Cristo não era judeu. Até onde vai a cara de pau e insensatez humana.
  Bonhoeffer articulou, junto com Bart, a igreja confessante. Seria uma parte da igreja que não se curvaria aos domínios nazista. Formulou a "DECLARAÇÃO DE BARMEN", UM DOCUMENTO DE CONFISSÃO DO VERDADEIRO EVANGELHO, SEM CORRUPÇÃO. Colocarei uma parte desta confissão na próxima vez.
     Para pensar,
     Prof. José Costa.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

BONHOEFFER ,O PRINCÍPIO FUHRER E TEOLOGIA NAZISTA

 A resistência estava se desenvolvendo. Bonhoeffer resiste ao nazismo. Escreve. viaja.Prega. reúne-se com teólogos vários. Propõe. Age.
  O termo FUHRER não foi criado por Hitler. Era um termo alemão cujo significado era basicamente: princípio de autoridade. Quando em 1933 o nazismo ascende ao poder na figura do seu líder máximo, aos poucos, a palavra vai tomando contornos de autoridade absoluta incontestável. O FUHRER (LÍDER) ERA A NAÇÃO, E A NAÇÃO ERA O FUHRER. Contestá-lo devia ser perigoso. Era pura traição. O nacionalismo está em ebulição. O revanchismo se acentua. Era a hora de pisar no Tratado de Versalhes.
    Para Dietrich Bonhoeffer, a igreja tinha que se posicionar contra isto tudo. Autoridade é diferente de autoritarismo. A igreja deveria ensinar o Estado a ser Estado, quando este se desviasse do seu caminho. Uma frase marcante do Teólogo é esta: "todo aquele que impõe mãos violentas sobre o homem está violando leis eternas" e mais: " o verdadeiro líder conhece as limitações da sua autoridade".
A igreja iria assumir uma posição de igreja confessante contra toda a teologia nazista, é o que veremos no próximo artigo.
   Para pensar,
   Prof. José Costa.

domingo, 9 de outubro de 2016

DE NADA ADIANTA TOMAR O TREM ERRADO...

   Para Dietrich  Bonhoeffer unir -se ao nazismo era suicídio, traição. Era deixar de lado a palavra. Quando perguntaram a ele sobre a possibilidade de mudar tudo por dentro, ele disse:" de nada adianta tomar o trem errado e andar no sentido contrário." para ele não podia haver casamento com o arianismo. Era covardia. Foi fundada a liga de emergência dos pastores, o germe da igreja confessante, que iria surgir em 1934. Um dos líderes era o Karl Barth. O outro era Dietrich. Surgiu a declaração de Barmen, um manifesto de oposição a teologia nazista e a igreja oficial. Barth chegou era um teólogo suíço de grande responsabilidade com a palavra.
   Prof. José Costa.
   Para pensar.

Postagem em destaque

O CRISTÃO ARRELIGIOSO E A IGREJA DEBUTE.

   Já escrevi sobre o teólogo alemão Dietrich  Bonhoeffer em outros artigos. Ele pastor , mártir e teólogo . Foi um dos grandes nomes da teo...