terça-feira, 25 de outubro de 2016

BONHOEFFER ,O PRINCÍPIO FUHRER E TEOLOGIA NAZISTA

 A resistência estava se desenvolvendo. Bonhoeffer resiste ao nazismo. Escreve. viaja.Prega. reúne-se com teólogos vários. Propõe. Age.
  O termo FUHRER não foi criado por Hitler. Era um termo alemão cujo significado era basicamente: princípio de autoridade. Quando em 1933 o nazismo ascende ao poder na figura do seu líder máximo, aos poucos, a palavra vai tomando contornos de autoridade absoluta incontestável. O FUHRER (LÍDER) ERA A NAÇÃO, E A NAÇÃO ERA O FUHRER. Contestá-lo devia ser perigoso. Era pura traição. O nacionalismo está em ebulição. O revanchismo se acentua. Era a hora de pisar no Tratado de Versalhes.
    Para Dietrich Bonhoeffer, a igreja tinha que se posicionar contra isto tudo. Autoridade é diferente de autoritarismo. A igreja deveria ensinar o Estado a ser Estado, quando este se desviasse do seu caminho. Uma frase marcante do Teólogo é esta: "todo aquele que impõe mãos violentas sobre o homem está violando leis eternas" e mais: " o verdadeiro líder conhece as limitações da sua autoridade".
A igreja iria assumir uma posição de igreja confessante contra toda a teologia nazista, é o que veremos no próximo artigo.
   Para pensar,
   Prof. José Costa.

domingo, 9 de outubro de 2016

DE NADA ADIANTA TOMAR O TREM ERRADO...

   Para Dietrich  Bonhoeffer unir -se ao nazismo era suicídio, traição. Era deixar de lado a palavra. Quando perguntaram a ele sobre a possibilidade de mudar tudo por dentro, ele disse:" de nada adianta tomar o trem errado e andar no sentido contrário." para ele não podia haver casamento com o arianismo. Era covardia. Foi fundada a liga de emergência dos pastores, o germe da igreja confessante, que iria surgir em 1934. Um dos líderes era o Karl Barth. O outro era Dietrich. Surgiu a declaração de Barmen, um manifesto de oposição a teologia nazista e a igreja oficial. Barth chegou era um teólogo suíço de grande responsabilidade com a palavra.
   Prof. José Costa.
   Para pensar.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

SALMO 100

   Celebrai com júbilo ao Senhor,
   todas as terras.
   Servi ao Senhor com alegria,
   apresentai-vos diante dele com cântico.
   Sabei que o Senhor é Deus;
   foi Ele quem nos fez, e dele somos;
   somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio.
   Entrai por suas portas com ações de graças
   rendei-lhe graças e bendizei o seu nome.
   Porque o Senhor é bom,
   a sua misericórdia dura para sempre,
   e, de geração em geração, a sua fidelidade.

domingo, 4 de setembro de 2016

O CRISTÃO ARRELIGIOSO E A IGREJA DEBUTE.

   Já escrevi sobre o teólogo alemão Dietrich  Bonhoeffer em outros artigos. Ele pastor , mártir e teólogo . Foi um dos grandes nomes da teologia do século XX. Foi profeta.
  Fez o seu doutorado em teologia em Berlim. Ensinou na Espanha. Foi influenciado por Karl Barth. Leu e conheceu Harnack um teólogo liberal cujo método de estudo das Escrituras era o crítico. Negou a revelação e os milagres divinos. Para Harnack, os textos dos Evangelhos devia ser analisado criticamente. Barth via a Revelação do Totalmente Outro nos escritos bíblicos.
   Em Roma Bonhoeffer foi impactado pela ideia de igreja. Visitou o Vaticano. Assistiu missas. Ficou impressionado com todo aquele aparato da religiosidade. O que deveria ser a igreja? O que deveria ser cristão?
    A igreja, negativamente falando, não podia ser uma instituição. Um ente histórico palpável. Para ele a igreja deveria ser, e é, um debute esplendoroso. Igreja é gente. É vida. É alma. É movimento. Não são dogmas mofados. Igreja é universal. É sacerdócio eterno. Não pode ser confundida com confrarias e etnocentrismos raciais ( ele viveu no tempo de Hitler). Fundou a igreja da resistência ( Confessante) e assinou a declaração de Barmen junto com Barth. Ser discípulo, portanto, seria, não uma metodologia religiosa de dogmas e velas acesas, com m omento e hora marcados. Não. Absolutamente não. Discípulo é gente com integralidade de espiritualidade.  "Não há Deus fora do mundo, nem sagrado fora do profano" , dizia ele.  Ser cristão significa um tipo de homem que Cristo cria em nós. Em uma palavra, Cristo nos chama a deixar de ser religioso. A uma espiritualidade secular.
   Para pensar,
   Prof. José Costa.

JOSUÉ DE CASTRO (FRASES)

   "Toda terra do homem foi, até hoje, a terra da fome"
   
   "A fome e a guerra não obedecem a qualquer lei natural. São na realidade criações humanas".

   "Grupos inteiros de populações se deixam morrer lentamente de fome, apesar de comerem todos os dias".
   "Fome é expressão biológica de males sociais"

   "Subdesenvolvimento é apenas o produto do desenvolvimento dos outros".

   "Metade da humanidade não come, e a outra metade não dorme, com medo da que não come".

   "Cedo me dei conta deste estranho mimetismo: os homens se assemelhando em tudo aos caranguejos".
   "A fome não se deixa enganar, apenas se ilude sua sensação consciente".

   "Existem duas maneiras de morrer de fome: não comer nada e definhar até o fim, ou comer de maneira inadequada em um regime de carência..."

   "O maior drama da humanidade: o drama da fome".

   " O problema da humanidade não é, por conseguinte, um problema de limitação da produção... é antes um problema de distribuição."

Frases do Josué de Castro,
 
Para pensar,
Prof. José Costa.
   

sábado, 20 de agosto de 2016

JOSUÉ DE CASTRO, PARTE DOIS

   Josué de Castro nasceu no Recife em 1908. Ainda menino entrou em contato com a sociedade dos caranguejos nos mangues desta cidade. Chegou a dizer que a "primeira sociedade com a qual teve contato foi a sociedade dos caranguejos". Ora, ele via este bichinhos subindo na varanda da sua casa em épocas de cheias do rio Capibaribe. Isto o afetou profundamente.
   No seu romance"Homens e caranguejos" ele chegou a dizer:" o tema deste livro é a história da descoberta da fome que fiz nos primeiros anos de infância, nos alagados da cidade do Recife, onde convivi com os afogados deste mar de miséria. Seres anfíbios - habitantes da terra e da água."
   Filho de Manoel Apolônio de Castro e Josefa Barbosa de Castro, ele formou-se em medicina aos 21 anos de idade. Ainda jovem montou seu consultório na cidade do Recife e começou a trabalhar em uma fábrica como médico. Observou que os funcionários da fábrica ficavam doentes e reuniu os diretores para dizer que as causas da doenças e falta de produtividade deles não era por incompetência, mas por causa da fome. Era um problema que eles poderiam resolver. Foi demitido. O problema era de subnutrição.
   Josué saiu do Recife nesta época, estamos ainda na década de 1930, e foi para o Rio de Janeiro onde lecionou na UFRJ, fundou o instituto de nutrição, que funciona até hoje. O tema fome foi o principal tema da sua vida.
    Escreveu o livro GEOGRAFIA DA FOME ( EM 1946), onde revolucionou om conceito de fome. O livro foi publicado em mais de 20 línguas. Antes dele a explicação sobre fome era simplista: o aumento da população mundial. Ele falou que a fome tinha causas mais profundas: A injustiça do sistema, que privilegia alguns poucos, em detrimento da maioria excluída. Foi um Freud social.
   Foi presidente da FAO, na década de 1950. Indicado duas vezes ao prêmio nobel da paz. Morreu na França, em 1973, exilado pelo regime militar.
   Criou o conceito de fome endêmica. ou seja, a fome oculta. que mata aos poucos, pela falta de nutrientes necessário a uma boa alimentação.
   Para pensar,
   Prof. José Costa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

JOSUÉ DE CASTRO

   Ele foi um cientista social. Geógrafo. Sociólogo. Político ( e honesto, um exemplo). Antropólogo. Professor. Escritor e médico nutrólogo. Josué de Castro foi um dos maiores pensadores do século XX. Pernambucano. Nasceu no Recife.
    O menino Josué nasceu em 1908 na capital pernambucana. Era filho de Manoel Apolônio de Castro e de Josefa Barbosa de Castro. Josué Apolônio de Castro debruçou-se sobre o tema da fome durante toda a sua existência. De fato, revolucionou o tema, pois o seguinte tema era proibido até então. Os mangues do Recife foi a sua universidade. Observou profundamente quando criança os " homens caranguejos". Morou no bairro da Madalena, no Recife e. segundo ele dizia: Recife foi a sua universidade. Falarei sobre o Josué de Castro em outros artigos. É apenas o começo.
    Para pensar,
    Prof. José Costa.

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