sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A VIDA NOS TEMPOS DE JESUS. CRISTO FALAVA GREGO, HEBRAICO OU ARAMAICO?

     Que a Palestina nos dias de Cristo era domínio Romano todo mundo sabe, porém, vale perguntar: que língua Jesus falava? Será que o latim era usado por Ele em suas parábolas? bom, basicamente falando, podemos resumir a questão da seguinte maneira: a Terra de Israel, em seus dias era palco de conflitos, choques culturais, etc. o HEBRAICO foi uma língua dominante durante grande parte dos tempos bíblicos do Antigo Testamento. podemos dizer por exemplo, que Davi falava hebraico, bem como Salomão e Roboão. Boa parte dos escritos bíblicos foram redigidos em HEBRAICO. Após o exílio  na Babilônia, porém, quando os judeus voltaram a Terra Santa, o ARAMAICO passou a ser a língua corrente, pois, o Império Persa difundiu tal língua. Este ARAMAICO não era, como pensam alguns, uma corruptela do HEBRAICO. Absolutamente não. Era uma língua que derivava dos Sírios, uns parentes dos Judeus. eram também chamados de Arameus, a esposa de Jacó, Raquel, foi descendente deles.
      Quando chegou os dias de Jesus, a plenitude dos tempos, o hebraico era a língua da liturgia, dos cultos oficiais, dos escritos sagrados, porém, o ARAMAICO era a língua do dia a dia. Jesus falava HEBRAICO, pois, na sinagoga ele ler  o texto sem auxílio de intérprete, no entanto, no cotidiano a sua fala era aramaica, como da maior parte dos judeus da Palestina. Não sabemos se ele falava grego, não há prova disso, é possível que sim, todavia, não há certeza. Partes de Mateus foi escrita em ARAMAICO, e expressões como ABBA é puro aramaico. Talita Cumi também é expressão desta língua. Quem se interessar pelo assunto, leia JOAQUIM JEREMIAS, especialista em Novo Testamento, e nas parábolas de Jesus.
       Para aramaizar, ops, para pensar.
       Prof. José Costa.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A VIDA NOS TEMPOS DE JESUS, A ESCRAVIDÃO EM ISRAEL.

     Havia escravos entre os Judeus nos dias de Jesus? a resposta é sim. O Antigo Testamento mostra claramente que existia, entre os Hebreus, uma forma de escravidão, e esta ainda vigorava nos dias de Cristo. Vale porém salientar que esta instituição tão perversa chamada escravidão não era praticada da mesma maneira em relação aos romanos e gregos, por exemplo. Ora, em Roma o escravo era considerado uma mercadoria, na Grécia também. Na História do Brasil o sistema escravocrata foi cruel, com raras exceções de alguns senhores mais humanos. Em relação aos tempos do Antigo Testamento, ela havia diminuído, porém, basta ler algumas páginas do Novo Testamento para notar que  ainda existia.
     Jesus, em algumas parábolas, faz alusão a escravos (servos). No entanto, era uma escravidão mais humanizada, mais branda, por assim dizer. Era proibido ao senhor do escravo mutilá-lo, por exemplo. Maltratar um servo, nem pensar. Os israelitas deviam se lembrar dos tempos em que foram escravos no Egito. O Antigo Testamento asseverava que se um senhor ferisse seu servo, devia libertá-lo. Existia um ditado na época de Cristo que dizia o seguinte:  quem adquire um escravo, adquire um custo, um peso a mais. Vale lembrar que, após sete anos, o escravo Hebreu devia ser libertado. Diante de tudo isto fica fácil entender porque Jesus não bradou contra a escravidão nos seus dias. Frisou, no entanto, a escravidão espiritual.
      Para pensar.
      Prof. José Costa.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A VIDA NOS DIAS DE JESUS, HERODES, O GRANDE.

     O Império Romano dominava a região da Judeia quando Jesus nasceu, no entanto, havia um homem com um título de Rei que administrava esta região em nome do Imperador, este homem era Herodes, O Grande. Como ele chegou ao poder? a história é longa e cheia de tramas, intrigas e traições, no entanto, irei direto ao assunto, tentarei resumir a questão.
       Lembram da história narrada por Mateus, acerca da matança dos inocentes? esta ordem de matar as crianças veio deste homem. Ele chegou ao seu cargo por meio de manipulações e estratégias políticas, ora, décadas antes, Roma estava envolvida em um jogo de poder onde figuravam Júlio César, Marco Antônio e Otávio augusto, César foi assassinado, Antônio suicidou-se sobrou Otávio, que, torna-se Imperador, a judeia estava envolvida numa guerra civil, cuja explicação tomaria muito tempo. Herodes foi escolhido por Otávio Augusto para pacificar o território. Conseguiu o feito e passou 41 anos no poder. Ele era um homem hábil na política, porém, cruel, não hesitou em matar a própria mulher quando suspeitou dela. Era um homem de várias facetas. Este Herodes não deve ser confundido com Herodes Antipas, "aquela raposa" no dizer de Jesus. Quando ele morreu Jesus ainda era criança e o "seu território" foi "herdado por seus filhos: Herodes Antipas, Herodes Filipe e Arquelau. Antipas ficou com a Galileia; Filipe com a Itureia e Arquelau com a Judeia. Arquelau morreu e a judeia passou a ser administrada por procuradores, sendo Pôncio Pilatos o procurador na época de Jesus.
         Quem lê, vai entender.
          Prof. José Costa.

domingo, 12 de agosto de 2012

BOM PRAZER E MAU PRAZER. A NEUROSE CRISTÃ E A LICENCIOSIDADE ANTIGA.

     Na sociedade romana antiga, bem como na Grécia da antiguidade, com algumas exceções, o prazer era enfatizado como algo bom, digo, o prazer pelo prazer. Ora, isto gerou a licenciosidade tão evidente nessas sociedades. A História nos mostra que tais sociedades antigas eram marcadas pelo desregramento, pela total degradação humana, haja vista os bacanais gregos e romanos. Com o advento do Cristianismo, o pêndulo partiu pra outra direção: a total supressão das pulsões, na Idade Média, por exemplo, a mulher que tivesse um orgasmo era alvo da tirania eclesiástica. Isto gerou muita neurose e histeria. Freud que o diga, o século dezenove foi o século da histeria.
            A meu ver o prazer é algo bom, aliás, comer dá prazer, tomar água, conversar com os amigos, etc. é o bom prazer, sem exageros. O prazer torna-se mal quando ele dilui o ser, quando vem acompanhado de falta de solução para o ser, quando vem acompanhado do desvalor, da insanidade, da falta de limites, da falta de inteligência. Quando vem desacompanhado do amor que lhe dá maturidade e legitimidade. Existe um bom prazer e o mau prazer, a promiscuidade, os bacanais dos antigos gregos, a entrega a toda forma de paixão dos antigos sem o vínculo da afetividade era um mau prazer, visto que vinha acompanhado, também, da falta de afetividade focada em um sujeito relacional de amor. Quando este prazer vem acompanhado de afetividade relacional é o prazer alegre, com gozo, quando existe vida e afeição relacional, sem dissolução do ser.Quem lê, entenda.
                Prof. José Costa.

sábado, 11 de agosto de 2012

A VIDA NOS TEMPOS DE JESUS, CÉSAR ENGOLINDO DEUS E DEUS ENGOLINDO CÉSAR.

      A Palestina de dois mil anos atrás era uma região subordinada ao Império Romano, possuía uma certa dose de autonomia, porém, não era independente. Ora, o Império de Roma possuía uma política de expansão, no entanto, ao conquistar o território, permitia uma certa liberdade dos povos conquistados, desde que pagassem impostos e não interferisse na política romana, é claro.
      O Sinédrio era uma Corte Julgadora, como já falamos, e, que, em certa medida, era tolerada por Roma, no entanto, no pensamento do Império, César ( o imperador) devia engolir tudo, tudo estava subordinado a ele. Sacrifícios eram oferecidos ao líder romano e ele devia ser extremamente honrado. Era César engolindo tudo. Para os Judeus, no entanto, Deus engolia César. Alguns até entendiam, de modo moderado, o fato de Roma conceder paz, em certa medida; no entanto, para maioria dos contemporâneos de Jesus, eles eram ímpios que não estavam subordinados a lei de Javé, eram pagãos idólatras, que, além de tudo, cobravam impostos acachapantes. Esses invasores, então, deviam serem expulsos. Alguns partidos radicais como os Zelotes, pregavam a luta armada.
       Em meio a tudo isso, Herodes, o Grande, quando Jesus nasceu, era  Rei da Judeia. No próximo artigo falarei quem foi este personagem e como ele chegou ao poder.
        Para pensar e entender melhor os tempos de Jesus.
        Prof. José Costa.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

VIDA NOS TEMPOS DE JESUS, O SINÉDRIO JUDAICO.

      O Sinédrio, na época de Jesus Cristo, era uma corte, um conselho, um consistório, por assim dizer, porém, possuía muito poder, de fato, ele transformou-se num tribunal religioso, a semelhança da inquisição na Idade Média.
          Esta assembleia compunha-se de setenta e um homens, pois, segundo a tradição judaica, setenta indivíduos ajudavam Moisés, guiando o povo de Israel. Quem presidia o Sinédrio era o Sumo - Sacerdote, indivíduo que detinha grande poder religioso. Ora, ele era facilmente reconhecido por suas vestes, por onde passava o povo o reverenciava e o respeitava bastante. Era a encarnação viva da lei de israel. Na época de Cristo, Caifás era o Sumo- Sacerdote, genro de Anás, passou dezoito anos no poder, sendo substituído, posteriormente, por Anás, seu cunhado e filho do seu sogro cujo nome também era Anás.
         Este conselho também era formado por Fariseus e Saduceus, falarei futuramente sobre eles, os príncipes dos sacerdotes eram pessoas que haviam sido sumo sacerdotes, também preenchiam vagas no Sinédrio. Na época, este órgão estava subordinado ao Império Romano, que o tolerava até certo ponto, desde que não ferisse os princípios do Estado. Possuíam uma polícia própria, os lictores, cujo poder era aplicar a "justica". Jesus foi julgado pelo Sinédrio como agitador e blasfemador, na verdade, eles temiam perder o poder que detinham na Palestina, por isso, eliminaram aquele que seria "uma praga" para a sua estrutura de poder montada. Esta história se repetiu na Idade Média e se repete hoje, em várias camadas da existência, vale lembrar a estrutura de poder montada do ponto de vista eclesiástico e como ela teme sucumbir diante da verdade da Palavra.
       Para Pensar.
       Prof. José Costa.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A VIDA NOS TEMPOS DE JESUS, SAMARITANOS.

      A posição dos samaritanos nos tempos de Jesus, é, no mínimo curiosa. Primeiramente, vamos tentar explicar a origem deste povo. Sabemos, por exemplo,  que a Samaria era uma província próximo a  Judéia,  e vizinha da Galiléia. Também sabe-se que este povo não se dava bem com os judeus, não havia uma relação amistosa entre eles. Um ditado da época de Jesus dizia o seguinte: " é melhor comer carne de porco do que um pedaço de pão dado por um Samaritano."
      A questão é: por que esta animosidade entre eles? A resposta exige que voltemos alguns séculos antes de Jesus, especificamente no século oito, quando os Assírios invadiram a região de Israel e levaram cativos os judeus, ora, aos poucos os que ficaram na sua terra, foram  , passando por um processo de miscigenação, logo, a grande acusação dos contemporâneos de Jesus é a de que eles eram impuros, não guardando as leis de Israel e contaminados na sua pureza racial. Além disso, eles adoravam no monte Gerizim, confrontado-se ,assim, com o templo de Jerusalém.
Na época de Cristo eles também lançaram ossos humanos no pátio do templo, contaminando, assim, o Santo lugar, no pensamento dos judeus da época.
      Outro motivo de contendas foi o fato de não apoiarem a reconstrução do Templo de Jerusalém.
      Ao conversar com a mulher Samaritana jesus destrói todo preconceito e revela o fato de que veio para quebrar barreiras e unir povos, mensagem ainda não entendida por muitos.
     Para pensar.
     Prof. José da Costa Moura.

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O CRISTÃO ARRELIGIOSO E A IGREJA DEBUTE.

   Já escrevi sobre o teólogo alemão Dietrich  Bonhoeffer em outros artigos. Ele pastor , mártir e teólogo . Foi um dos grandes nomes da teo...