sábado, 2 de junho de 2012

HISTORIA DA SEXUALIDADE, UMA INTRODUÇÃO

   Discorrerei um pouco sobre sexualidade humana, do ponto de vista histórico e a sua importância na mentalidade humana ao longo dos séculos.
   Existe diferenças básicas entre a sexualidade animal e a humana. O ser humano é capaz de afetividade e de focar o seu amor em um objeto, ele cria família tem afeição por ela. É verdade que hoje em alguns momentos a falta de afeição é grande, porém, não é regra geral. Ele é capaz de manter relações sexuais mesmo sem ser no períodos "de cio", por assim dizer, e também nos períodos férteis e fora dele. A sexualidade humana tem o componente do amor ,pelo menos deve ter, porém, nem sempre é assim, ao passo que a do animal é instintual.
   Nos períodos do paleolíticos e Neolíticos o teor sexual é bastante acentuado.Falarei um pouco sobre estes períodos.
   Em tempos remotos, a arte tem conteúdo profundamente sexual, as pinturas rupestres, por exemplo, mostram cenas de relações sexuais, de falos, etc. A mulher, embora haja uma predominância masculina nas relações, em algun grupos, é bastante valorizada, em certo sentido, pois, era ela que trazia a fertilidade ao grupo. A Vênus de Willendorf é uma prova viva disso. Resquícios arqueológicos nos mostram que em alguns casos usavam pintura nos lábios para chamar a atenção ( veja que a vaidade feminina é pré- Histórica). Era elas por exemplo, quem praticava a agricultura. Posteriormente falarei sobre a sexualidade nos tempos das primeiras sociedades.
   Pense Nisso.
   Prof. José Costa.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

DOM DE LINGUAS

   Falar em dom de linguas estranhas é falar em Apóstolo Paulo. É falar na sua carta aos Coríntios.É falar em Atos dos Apóstolos, aliás, tão mal interpretado.
   No que concerne a este assunto é importante colocar  a pureza e a simplicidade dele, sem as histerias religiosas e neuróticas. É falar o equilíbrio bíblico.
   Em primeiro lugar, existe uma regulamentação do dom pelo Apóstolo Paulo. Deus não é Deus de confusão, logo, o dom é regulamentado, segundo ele escreve na sua carta aos Coríntios. Isto posto, devemos dizer o seguinte: A) Nem todos possuem este dom .Paulo diz: falam todos línguas? a resposta é óbvia, um não.Portanto, forçar a barra para que todos falem é loucura. B) Ele deve ser usado discretamentem pelo quem o possui, pois, edifica a si mesmo, não o outro, caso isso não ocorra, é desobediência ao madamento bíblico. C) O dom sempre foi pirateado, falsificado, portanto muitas línguas de hoje não tem nada de línguas é pura falsificação do genuíno.D) Nem sempre quem estar cheio do Espírito Santo , fala línguas, pois, Jesus nunca falou em línguas e João Batista também não , aliás, João batista foi cheio do Espírito ainda no ventre de sua mãe.E) Muitas vezes se fala em línguas estando na carnalidade, a igreja aos Coríntios é um exemplo disso.F)Existe uma supervalorização do dom que a bíblia não faz, só porque dar ibope para a vista dos incauto.
   Pense Nisso.
   Nada é válido sem amor.
   Prof. José Costa.

terça-feira, 29 de maio de 2012

MULHER SAMARITANA

   Está escrito que, Jesus, indo para Galiléia, passou por Samaria, neste ínterim, encontrou uma mulher de Samaria, próximo ao poço de Jacó. Os seus discípulos tinham ido a cidade comprar alimentos( até Deus encarnado sente fome). Ali, naquele momento ele consegue quebrar alguns preconceitos e escandalizar os costumes da época.
   Os Samaritanos eram um  povo miscigenados, produto da mistura de judeus com outros povos, isto ocorreu alguns séculos antes, durante a invasão de Israel pelo Assírios, especificamente no século sete A.C. logo, eles eram considerados inferiores pela mentalidade judaica etnocêntrica da época. Falar com uma samaritana implicava dizer, através de um ato ousado , quebrar preconceito racial. Que lição para o Cristianismo Moderno, tão etnocêntrico.
   A mulher, na sua condição social da época, era minimizada e espoliada. Jesus, ao falar com uma mulher em público, também quebra outro paradigma: O preconceito feminino.
   Outro lição que o texto nos ensina é sobre o culto a Deus. O que importa é a condição do coração humano, não importando o local. Pode ser ATÉ NO TEMPLO. Não necessariamente nele. O ser humano se transforma num templo vivo ,existencial. O verdadeiro culto a Deus pode ocorrer na interioridade, sem as preocupações formais,rituais e legalistas de uma mente pedrada.
   Pense Nisso
   Prof. José Costa.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

E O VERBO SE FEZ CARNE

   Jesus é a graça encarnada. O verbo, na filosofia grega, é uma espécie de lei que rege o cosmos, neste sentido ele e impessoal. Não admite nenhum tipo de relacionalidade, logo , o verbo grego é irrelacionável, não há como ter um diálogo com ele. Caímos , assim, em desespero, como diria o filósofo dinamarquês Soren kierkegaard. Vivemos em um drama permanente e profundo. Se instala a angústia de ser, sabendo que terminamos aonde não somos, no inevitável. E o inevitável é a morte.
   Em Jesus este inevitável deixa de existir, pois, O LOGOS ETERNO veio tabernacular entre os homens, o que implica dizer que a verdade criou pele e nervos, tem uma fisionomia, se cansa, pede água, se condói, é cheio de ternura e simpatia, inclui, perdoa, restaura, exorta. O VERBO QUE SE FEZ CARNE é cheio de esperança e concede esta esperança a quem assim deseja.  "Ele é o único bebê que já existiu antes de sua mãe" , disse , certa vez Caio Fábio. E é verdade , nele tudo tem o seu significado. Falo do Jesus da palavra e que é a palavra encarnada; Não falo do Jesus criado pela mente doentia da Cristandade adoecida e preconceituosa. Este deve morrer, para que aquele venha viver em Nós.
   Pense Nisso.
   Prof. José Costa.
   

sábado, 26 de maio de 2012

PRECONCEITO, DISCRIMINAÇÃO, RACISMO E ETNOCENTRISMO

   Existe uma diferença básica, nas ciências sociais, entre preconceito e discriminação.Também falarei um pouco sobre o etnocentrismo e como ele continua vivo.
   O conceito de preconceito é subjetivo, ou seja, ele ocorre na interioridade humana, isto significa dizer que ele  " é uma atitude cultural positiva ou negativa dirigida a membros de um grupo ou categoria social" (Dicionário de Sociologia, guia prático da linguagem Sociológica, Allan G. Johnson, pág. 180 , ed Zahar.) Isto posto, podemos compreender que o preconceito tem haver com valores, crenças, está , assim, ligado ao nosso íntimo.
   Já o termo discriminação tem relação objetiva, ou seja, ele é uma espécie de prática do preconceito. Enquanto este é subjetivo, aquele é objetivo. Isto quer dizer que na prática eu discrimino alguém, com base em um preconceito instalado em mim. É simples entender.
   E o etnocentrismo?
   Está mais vivo do que nunca.
   Todos nós temos, em graus variados, um pouco de etnocentria.
    Este seria uma espécie de centralização da cultura, ou seja, ele é uma supervalorização da nossa cultura em relação a cultura alheia, do outro. É uma espécie de egocentrismo cultural, por assim dizer. O egocêntrico é aquele que supervaloriza a si mesmo ,o etnocêntrico supervaloriza a sua cultura. A História está recheada de etnocentrismo. O "Descobrimento do Brasil"  é um exemplo de etnocentrismo.
   Quando eu considero o meu grupo superior aos demais este sentimento está em mim de maneira forte. A religião , por exemplo, é altamente etnocêntrica. O que não dizer de grupos religiosos que se acham superiores aos outros? Etnocêntricos. Verdadeiras confrarias religiosas. O Brasil está cheio disso.
   Pense Nisso
   Prof. José Costa.
   

quinta-feira, 24 de maio de 2012

NEOLÍTICO , A PEDRA POLIDA

   Após o período Paleolítico, começa o Neolítico ou pedra polida (cerca de 6.000 antes de Cristo). Discorrerei sobre algumas caractérísticas desta fase.
   Em primeiro lugar a ECONOMIA COLETORA  dar lugar a uma ECONOMIA PRODUTORA, ou seja, surge a agricultura e a pecuária, a criação de porcos , cabras, gado, entre outros animais. Começa o cultivo de trigo e cevada, principalmente. O ser humano passa a se sendentarizar, aos poucos. Com o desenvolvimento da agricultura, surge o excedente, logo, a necessidade de estocagem, surge, assim, a pessoa do escriba para contabilizar o movimento , as transações comerciais.
   Outra característica é o aparecimento do soldado, para proteger caravanas, isto posteriormente vai fazer surgir o exército juntamente com o surgimento do Estado. Surgem as classes sociais e as estruturas de poder, dominantes e dominados. A pessoa do sacerdote passa a ter grande importância. (isto lembra o paganismo atual , com sua ênfase à pajelança).
   Surgiu também o especialista em cerâmica, entre outras especialidades.A mulher pasa a ter um papel menor com a invenção do arado e o uso restrito da enxada. A figura do homem passa a ter uma importância maior. É a sociedade patriarcal.
   Para refletir,parece  passado , mas, é puro presente.
   Quem lê , entenda.
   Prof. José Costa.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

PALEOLÍTICO, A PEDRA LASCADA

   Com o surgimento do ser humano surge o chamado período Paleolítico ou período da pedra lascada. Discorrerei sobre algumas características desta época.
   Em primeiro lugar, nós temos o domínio do fogo por parte do homem , ou seja, ele passa manipular esta força física, primeiramente com o auxílio da natureza, depois criando-o, com o atrito de pedras. Isto vai ser de grande vantagem, pois, ele irá afugentar animais, se aquecer , etc.
   Neste período ele passa a ter uma ECONOMIA DE COLETA, ou seja, colhe frutos, raízes,etc. Um artesanato rudimentar ele aprende, fazendo roupas com peles de animais. Vive em bandos, e mora em cavernas ou cabanas primitivas, rústicas. No paleolítico superior ele produz armas mais sofisticadas , o arco e a flecha , por exemplo, o primeiro instrumento composto. É neste período que ele passa a ter consciência de si e do outro, do tu. Enterra seus próprios mortos, e possui um ritual mágico - religioso.
   Vale lembrar que a imagem de Deus está nele impregnada e o fato de ter consciência de si implica que Deus é um ser consciente em si mesmo. Além disso , alguns vestígios de ética está nele impregnado, como o fato de ser solidário nos  meios de produção.
   Quem lê ,compreenda .
    Para pensar .
    Prof. José Costa.

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