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A CARTA DA ALEGRIA ( FILIPENSES) CONTINUA, PARTE DOIS

   Timóteo era filho de uma judia, porém de pai grego. As informações que chegam até nós era de que dele  os que moravam em Listra davam bom testemunho. Na carta aos  filipenses, por exemplo, ele afirma que Timóteo é um jovem de caráter e sem interesses pessoais. Estava sempre pronto a ajudar Paulo.
      Ainda em Filipos, Paulo encontra uma mulher chamada Lídia, da cidade de Tiatira; ela agenciava a venda de púrpura, uma substância extraída de certos moluscos e raízes. Lídia ouve o que o Apóstolo diz atentamente e oferece ajuda no que diz respeito a hospedagem. Paulo e Silas(Silvano) aceita a oferta e fica um tempo em sua casa.
       Posteriormente presos pelos pretores de Filipos e açoitados com varas pelos lictores, eles são encaminhados à liberdade, porém Paulo reivindica a sua cidadania romana e os pretores ficam cheios de medo quando sabem esta informção. Paulo não era tolo; sabe que tem direitos a reivindicar na hora certa. Os pretores pedem desculpas e os libertam. Paulo e Silas seguem viagem.
         É para esta igreja que Paulo escreve no ano 51 d.C. , estando preso em Roma, na sua primeira prisão.
       A carta aos filipenses abunda em alegria. Regozijai-vos no Senhor é uma expressão que ele repete. O mais fascinante é que a carta assevera o fato de que a alegria verdadeira independe das circunstância externas, mas é uma virtude interior. Alegres em meio a tristeza, eis o paradoxo divino. A uma certa advertência acerca dos cães, dos maus obreiros, daqueles cujo deus é o ventre ( a cobiça). O que cabe para hoje em meio a tantos patifes que falam de um deus de barganha e capitalista, de uma mercantilização da fé.
          Para refletir,
          Prof. José Costa.

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