segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CALVINISMO E ARMINIANISMO, CALVINO NÃO ERA CALVINISTA E ARMÍNIO NÃO ERA ARMINIANO

      James Armínio foi um teólogo holandês que viveu no século XVII e se propôs a estudar e refutar doutrinas anti-calvinistas. Curiosamente, ele não debateu com Calvino, aliás, quando ele nasceu João Calvino veio a falecer poucos anos depois, quando Armínio era criança. Em meio aos seus estudos reconheceu, segundo ele, que a predestinação tinha por base o conhecimento de Deus. No demais Armínio era seguidor de Calvino, na doutrina da ceia,por exemplo. Os cinco pontos arminiano não foi realizado por ele, pois, já havia falecido quando os fizeram, por isso, que digo que Armínio não era arminiano. Calvino, possivelmente, iria ser contra o título  calvinista, tudo o que ele queria era ensinar a palavra, o calvinismo, portanto, foi produto da mente dos seus seguidores.
       Na época da formulação dos cinco pontos calvinistas ( termo no mínimo curioso) a Holanda brigava com a Espanha, que apoiava os comerciantes arminianos, logo, os calvinistas eram vistos com maus olhos pelos espanhóis. Com a independência da Holanda diante da Espanha, no século XVII, o calvinismo ganhou força, enquanto rolava a assembleia de Westminster, e a doutrina calvinista estava sendo engessada, arminianos eram presos por frios calvinistas fundamentalistas. Praticamente ninguém, ou quase ninguém fala sobre isso.  Existem verdades no "calvinismo", é verdade que a fé é dom de Deus, também é verdade que existe a perseverança até o fim, é verdade que Deus  soberano. Também é verdade que são duas coisas irreconciliáveis , liberdade humana e vontade divina, e explicar isto é inexplicável. "O HOMEM É SÍNTESE DE LIBERDADE E NECESSIDADE" . DEUS NÃO É CALVINISTA NEM ARMINIANO, DEUS NÃO É FUNDAMENTALISTA. Ele é livre. O PECADO É LIBERDADE MAU USADA E DEUS USA O MAU PARA O BEM.
  Calvinismo e arminianismo são sistemas criados pelos fundamentalistas do século dezessete. A palavra é.O fundamento está posto. 
       Quem lê , entenda,
        para provocar e problematizar, 
        Prof. José Costa.

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