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OTELO (SHAKESPEARE)

 Havia na cidade de Veneza um general Mouro chamado Otelo. Ele conquistou este posto lutando bravamente contra os turcos. 
  Desdêmona era filha de um rico senador desta mesma cidade, ele chamava-se Brabâncio. Havia grande afeição entre este senador e aquele general.
  Toda vez que achava-se na cidade de Veneza, Otelo era convidado pelo senador a frequentar a sua casa. Ele e Desdêmona ficavam horas conversando sobre as suas "peripécias" de guerra. Falava aos seus ouvidos de como ele conhecia vários lugares e povos diversos. Montanhas cujos cumes eram elevadíssimos, etc.
  Numa dessas conversas a filha do senador abriu o seu coração para o guerreiro Otelo. Disse que se Otelo tivesse um amigo que a amasse, bastaria contar tais histórias que se apaixonaria. O mouro entendeu o recado. Também abriu o seu coração e, deste modo, resolveram casar-se secretamente. 
   O segredo não durou muito, e Brabâncio logo ficou sabendo do fato. Ora, conquanto gostasse de Otelo, o pai da jovem não admitia tal união. Pretendia que a jovem se casar-se com um nobre veneziano, e não com um mouro de pele escura. 
 Reunida a assembleia senatorial, Otelo foi intimado. Curiosamente, a reunião era pra tratar de dois assuntos básicos: O primeiro da acusação de Brabâncio contra Otelo por "seduzir sua filha por meio de feitiços". O segundo assunto da pauta era a convocação do mesmo para a defesa de Chipre.
   Continua...
   Prof. José Costa.

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